quinta-feira, 11 de setembro de 2008

deglutindo Wings

(Wings)

Essa postagem é para "arqueólogos" da música pop. Então, se você não for um, não adianta perder tempo lendo.
Já andei menosprezando o trabalho deles por aqui, de leve, quando comentei sobre o "RAM". A verdade é que comecei a escutar o som e desenrolar todo o trabalho de processo arqueológico dos Wings no final do ano passado. Antes disso, só conhecia e apreciava os "hits" da banda setentista de Sir Paul McCartney, os quais tomei contato via a excelente coletânia "Wingspan", lá em 2001. Mesmo assim não era dos maiores entusiastas, comparava e preferia os álbuns solos mais intimistas do ex-beatle que eu escutava na época.
Como disse, a coisa mudou no final do ano passado, quando comecei a adquirir, um a um, os álbuns da banda. Alguns ficaram na discoteca, outros foram direto pra "lixeira" do computador. No melhor estilo 8 ou 80, os Wings produziram desde grande "pérolas" pop até escrotices sem tamanho (essas em minoria, ainda bem). Desde então, a banda se tornou (previsivelmente) uma das minhas favoritas e das mais tocadas no menu estatístico do meu Last.fm.
Resumindo, enquanto John Lennon e George Harrison postaram-se em carreiras solo "sérias" e na "1ª pessoa do singular", mister McCartney tirou "férias" e resolveu cantar na "3ª pessoa do plural" sobre as coisas boas da vida com seus amigos. Pois Wings é isso, canções leves, simples, despretenciosas, sem qualquer traço da "responsabilidade sonora" dos Beatles. Eu diria que foi um passo ousado, ainda mais se levarmos em conta a época da empreitada, em pleno auge do rock "cabeça" e politizado. Nem preciso dizer que a crítica caiu matando.
Bom, mas vamos lá, depois desse período todo de "escavações" já sinto-me autorizado a dar meus pitacos aos nobres leitores desse espaço, indicando e contra-indicando os "bolachões" dessa turma:


Wild Life (1971): A estréia da banda foi bem fraquinha, com um disco que cheira às "sobras" do "RAM", um dos melhores trabalhos solo do Macca junto com a Linda. Eu destacaria a faixa "For Tomorrow" como algo um pouco acima da média, o resto é um punhado de músicas "sem-sal" que tentavam passar um clima meio "bicho-grilo sofisticado" que não colou. A banda tentou gravar a maioria das músicas em uma tomada só, pra dar a impressão de frescor e energia do som ao vivo, só que o tiro saiu pela culatra. Em vez de ajudar, atrapalhou um álbum já carente de bom material.

Veredicto: não recomendado.


Red Rose Speedway (1973): 4 em cada 5 fãs do Paul McCartney idolatram esse disco como um dos melhores da carreira dele. Já vi grandes músicos profissionais falando bem também. Eu sinceramente não consegui gostar tanto assim. Não é um álbum ruim, mas também não pode ser chamado de um grande álbum. De qualquer maneira, já podemos encontrar ali os sinais do que seria o belíssimo trabalho do disco seguinte, embora tudo pareça muito "arrastado" e preguiçoso. Acho que poderíamos classificá-lo como um "álbum laboratório", daqueles que todo grande músico/banda possui na sua discografia. Os destaques vão pras também sobras do "RAM" "Big Barn Bed" e "Little Lamb Dragonfly", a enérgica e vibrante "Get On The Right Thing" (minha favorita), a curtíssima e singela "Single Pigeon" e obviamente pra clássica "My Love". O melhor dessa época fica por conta dos grandes singles editados, como "Live and Let Die", "C Moon", e "Hi, Hi, Hi" (posteriormente foram adicionados ao álbum como bônus, com exceção do primeiro).

Veredicto: passável.


Band on the Run (1973): Bom, desse aqui eu nem preciso falar muito, só tem coisa de primeira linha do começo ao fim. Embora os Wings tenham se reduzido a um trio (Paul, Linda e Denny Laine, o chamado "núcleo duro"), eles se superaram e gravaram um dos melhores álbuns pop de todos os tempos. Não tem erro: "Band on the Run", "Jet", "Bluebird", "Mrs. Vandebilt", "Let me roll it", "Mamunia", "No Words", "Picasso´s Last Words (Drink to me)", "Nineteen Hundred and Eighty-Five", mais "Helen Wheels" e "Country Dreamer" (singles editados posteriormente como faixas-bônus), todas são primorosas e belíssimas. Esse disco também é mais uma prova da velha especulação (confirmada por John Lennon) de que Sir Paul McCartney "rende mais" e produz grandes pérolas sonoras quando está sobre pressão. Mesmo involuntariamente, esse é o grande "conceito" que ronda o álbum, uma banda "fugindo" de tudo e todos, em especial dos críticos que cobravam um grande disco à altura de um beatle. Pra se ter uma idéia do desespero da banda, o disco foi gravado num estúdio da EMI na Nigéria.

Veredicto: recomendadíssimo, e com louvor. \o/


Venus and Mars (1975): Mesmo com a dificuldade de editar um álbum na mesma altura do antecessor, eles conseguiram "ejetar" um belo trabalho. Com certeza, o disco mais divertido dos Wings (aqui de volta como um quinteto). Meio que uma sátira ao "rock farofa" e ao mesmo tempo uma ode à diversão dos grandes concertos de rock, entremeado com uma bela safra de "silly love songs" com a marca registrado do "Macca", é um álbum delicioso de se ouvir, gira bem do começo ao fim. Junto com o "At the Speed of Sound", podemos classificá-lo como um trabalho clássico da banda, com formação fixa completa (cada um tocando - e dando características próprias - a sua parte; o que é um acontecimento e tanto em se tratando de Wings). O disco é bem regular nas canções, o que elimina grandes destaques, mas podemos citar o medley-título "Venus and Mars/Rock Show", a singela e bela "Love in Song", a "grudenta" "Letting Go", a bluseira "Call Me Back Again", e o clássico pop "Listen to What the Man Said" (a melhor delas).

Veredicto: recomendado.


Wings at the Speed of Sound (1976): Feito no mesmo esquema do "Venus and Mars" (aliás, foi gravado durante a turnê desse disco), todo mundo mostra a cara e participa, até a Linda McCartney assume o vocal principal (e canta muito mal por sinal). Porém, ainda tudo sobre a batuta do "papai smurf" beatle. O álbum carrega duas das melhores canções pós-beatles do "Macca" - "Let´em In" e "Silly Love Songs" (essa última um divertido "contra-ataque" aos críticos musicais). Além dessas, podemos destacar a potente "Beware My Love", e as gostosinhas "She´s My Baby", "San Ferry Ane" e "Sally G" (essa última como single - bônus).

Veredicto: recomendado.


London Town (1978): A banda mais uma vez reduzida a trio. É o disco mais suave dos Wings e levemente melancólico. Gosto dele, possui uma boa seqüencia de canções agradáveis e bem construídas. É o que melhor lembra a futura retomada da carreira solo do ex-beatle. Além disso, o álbum carrega a deliciosa faixa-título "London Town" e o maior "hit" da banda, a clássica folk-escocesa "Mull of Kintyre" (single - bônus).

Veredicto: recomendado.


Back to the Egg (1979): Último álbum da banda, totalmente "fim de festa" e com aquele climão de começo de ressaca. Acho que é o único petardo da discografia em que eu não consegui gostar de nenhuma música. Em que pese a participação de ilustres convidados, como David Gilmour (Pink Floyd) e Pete Townshend (The Who). Um tempo depois a banda saiu em turnê e foi tocar no Japão, onde o "Macca" foi preso por porte de maconha. Aí fudeu. Acabou-se o que já estava pra acabar-se.

Veredicto: não recomendado.

sábado, 6 de setembro de 2008

empty spaces musas (7)


DÉBORA FALABELLA

obs: chega de discurso, a partir de agora vamos adotar o conciso e direto estilo "borracharia" consagrado pela Cris e pela moça do hall.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

My Iron Lung (parte 2)

E como não poderia deixar de ser, o "jeitinho" brasileiro prevaleceu mais uma vez.

Se você não está a par do assunto, acesse a postagem: My Iron Lung (ou nota sobre o coquetel do diesel com o enxofre).

Nosso nobre e ainda indecifrável Ministro do Meio Ambiente cedeu à pressão do interesse da indústria automobilística (entre outros - vide a "ambientalmente correta" Petrobrás) adiando de 2009 para 2012 o uso do diesel com menos partículas de enxofre (mais limpo) pela frota nacional de carros, ônibus e caminhões.
Trocando em miúdos, o acordo que o ministro classificou como "supimba" estende em três anos o prazo para adaptação da frota, condicionando a dilação à adoção de um padrão de mistura enxofre/diesel mais rigoroso.

Veja a reportagem completa sobre o assunto aqui: "Minc sede à pressão e muda prazo para redução de poluente."

Basicamente, podemos dividir em três grandes padrões de mistura enxofre/diesel os combustíveis comercializados:

S-500 (500 partes de enxofre por milhão) - adotado atualmente no Brasil, na África, e na esmagadora maioria dos países subdesenvolvidos; enfim, é o "combustível de pobre", mais insalubre e mais poluidor;

S-50 (50 partes de enxofre por milhão) - adotado atualmente na maior parte da Europa, e como podemos notar, 10 vezes mais limpo que a fumaça preta que respiramos atualmente em terras tupiniquins;

S-10 (10 partes de enxofre por milhão) - adotado nos EUA, no Canadá, e em alguns países europeus, é o "diesel de rico", pouco poluente; padrão esse que é a meta a ser adotada por toda a União Européia em 2012.

Qual é o lance do Ministro? Passar por cima da resolução 315 do CONAMA editada em 2002 (para ser cumprida a partir desse ano; observem, foram sete anos de prazo para adaptação!) que determinava o padrão S-50, dilatar o prazo em três anos, e chegar junto com a União Européia para adotar o padrão do diesel "extra-fino" em 2012.
Bom, no papel ou na cabeça do ministro é tudo muito bonito. Agora fica a questão daquele velho ditado do século passado: será que ele combinou com os russos?
Além disso, um acordo desses é mais um belo tapa na cara do cidadão brasileiro que comprova a velha idéia de que esse país não consegue se levar a sério, em especial no que se refere à política ambiental.

Mas enfim, um dia a gente chega lá, e isso aqui vira assunto de editorial do William Bonner.

sábado, 30 de agosto de 2008

"Double Fantasy" (1980)

(John Lennon & Yoko Ono - Double Fantasy - 1980)

Eu comecei a gostar de música escutando a coleção de vinis do meu pai. Entre as melhores preciosidades, esse era um dos destaques. Aquela capa dos dois amantes se beijando sempre me chamava a atenção dentro dos meus parcos 10, 11 anos de idade. Eu não conhecia nada. Meu mundo se resumia a Jaspion, Balão Mágico, e Show da Xuxa. Poderíamos até arriscar que esse trabalho do Lennon moldou meu gosto musical. A partir daí comecei a ouvir os outros LPs dos Beatles (incluindo um original importado do "Please Please Me" - 1962) guardados na coleção do "véio", e a coisa desenrolou.
O encarte era, ou melhor, é (eu ainda tenho o álbum) surrado, o disco "pipocava" do começo ao fim (não estava no melhor dos estados de conservação - acho que meu pai andou emprestando pra alguém, ou detonou o dito na vitrola), mas eu acionava a agulha, deitava no sofá, e me transportava pra outro planeta.
Junto com "Plastic Ono Band" (1970) e "Imagine" (1971), esse disco forma a tríade dos melhores trabalhos solo do homem que liderou a maior banda de todos os tempos. Mas ao contrários dos outros dois, o "Double Fantasy" perde alguns pontos por um pequeno e escrotíssimo detalhe: a Yoko canta e assina metade das músicas. Lembro inclusive o trabalho hérculo que tinha na época de ter que ficar tirando e pondo a agulha o tempo inteiro pra poder pular as faixas da japa. A dupla fez o favor de alternar as músicas no esquema uma pra mim uma pra você na sequência. Um pé no saco. Mas vamos pra parte boa.
Esse álbum marca a volta do ex-beatle depois de um hiato de 5 anos na carreira parado pra cuidar da família. Muito superior aos petardos irregulares que ele vinha produzindo nos trabalhos predecessores, o álbum é muito bem produzido. "(Just Like) Starting Over", Cleanup Time", "I´m Losing You", "Beautiful Boy (Darling Boy)", "Watching the Wheels", "Woman", toda a seqüência de faixas do Lennon são boas, gostosas de ouvir. E pra não dizer que todo o "lado Ono" do disco é desprezível, ficou legal "I´m Moving On" da moça logo após "I´m Losing You" do beatle, formando um "quase meddley" interessante.
De qualquer maneira, pra mim, o grande destaque do disco fica com a faixa "Watching the Wheels". Uma das minhas canções favoritas de todos os tempos. Mostrando um Lennon maduro, com um olhar sereno sobre o mundo e sua própria arte.
Era o começo de uma nova fase, com um músico renovado, que tinha tudo pra produzir (mais) grandes pérolas musicais. Infelizmente tinha um idiota no meio do caminho, que interrompeu a trajetória de um traço humanista belíssimo.
Lennon morreu em dezembro, mas não sei porque sempre lembro da sua morte em agosto. Um dos motivos que me fez recuperar este álbum esses dias. Audição que recomendo, como sempre, para tudo e todos.
And here we go again:



People say I'm crazy doing what I'm doing
Well they give me all kinds of warnings to save me from ruin
When I say that I'm o.k. well they look at me kind of strange
Surely you're not happy now you no longer play the game

People say I'm lazy dreaming my life away
Well they give me all kinds of advice designed to enlighten me
When I tell them that I'm doing fine watching shadows on the wall
Don't you miss the big time boy you're no longer on the ball

I'm just sitting here watching the wheels go round and round
I really love to watch them roll
No longer riding on the merry-go-round
I just had to let it go

Ah, people asking questions lost in confusion
Well I tell them there's no problem, only solutions
Well they shake their heads and they look at me as if I've lost my mind
I tell them there's no hurry
I'm just sitting here doing time

I'm just sitting here watching the wheels go round and round
I really love to watch them roll
No longer riding on the merry-go-round
I just had to let it go
I just had to let it go
I just had to let it go

("Watching the Wheels" - John Lennon)

"Double Fantasy" - Setlist:

01. "(Just Like) Starting Over" (John Lennon)
02. "Kiss Kiss Kiss" (Yoko Ono)

03. "Cleanup Time" (John Lennon)
04. "Give Me Something" (Ono)
05. "I'm Losing You" (John Lennon)
06. "I'm Moving On" (Ono)
07. "Beautiful Boy (Darling Boy)" (John Lennon)
08. "Watching the Wheels" (John Lennon)
09. "Yes I'm Your Angel" (Ono)

10. "Woman" (John Lennon)

11. "Beautiful Boys" (Ono)
12. "Dear Yoko" (John Lennon)
13. "Every Man Has a Woman Who Loves Him" (Ono)

14. "Hard Times Are Over" (Ono)


Bonus tracks on 2000 re-release:

15. "Help Me to Help Myself" (John Lennon)
16. "Walking on Thin Ice" (Ono)
17. "Central Park Stroll" (dialogue)

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Olimpíadas Pequim 2008: pitaco final

(olha lá, o busão chegou.. é esse aí mesmo que eu vou pegar.. :D )

Eu disse lá atrás que iria tecer algumas considerações finais sobre os Jogos Olímpicos de Pequim e o desempenho do Brasil. Bom, nem tenho muito o que dizer, o presidente do comitê olímpico já tocou o dedo na mais que óbvia ferida e disse que o Brasil precisa reforçar o trabalho psicológico dos atletas. Ok, mas aí eu fico me perguntando até que ponto isso realmente mudaria a situação, uma vez que o problema é mais profundo e delicado.
A questão do nervosismo e das variações psicológicas pelo fato de estar numa competição como essa atingem todas as equipes de todas as nações. Norte-americanos, chineses e russos voltam e meia "amarelam" também. O problema nosso, na minha opinião, é de cunho cultural, relacionado a valores sociais muito mais que enraizados. Algo que não se resolve com psicologia individual ou grupal, mas com muita política, e das boas. Não falo só de mais verbas (aliás, as verbas do governo para essa olímpiada foram recordes), infra-estrutura, mas também de educação. E não estamos falando aqui de educação física, mas daquilo que faça um garoto de 5 anos daqui a 20 anos não melindrar (inconscientemente) sobre a sua auto-consciência de altivez cultural.
Aí o leitor esclarecido provoca: mas isso é chover no molhado, é a mesma ladainha de sempre que estamos carecas de saber. E eu retruco: se está tão molhado assim e estamos tão carecas é porque há algo de muito turvo encravado na nossa consciência política já bem crescidinha. Precisamos é parar de ficar jogando a bola pro outro lado da quadra, lá onde nossa verve cínica trabalha um esquema de ataque impecável e mais do que bem treinado.

img: Lucas Bruno/AP; Folha SP.

domingo, 24 de agosto de 2008

6.000 toneladas

Lá vai mais uma postagem de utilidade pública. Dessas que obviamente não aparecem no Jornal Nacional. Mas como sempre, "Empty Spaces News Corp." junto com sua amiguinha Folha de S. Paulo estavam a postos e não deixaram passar.

Brasil importa agrotóxico vetado no exterior

Até julho, país importou mais de 6.000 toneladas de substâncias que foram proibidas nos próprios países onde são produzidas

Segundo a OMS, esses produtos podem causar problemas no sistema nervoso, câncer e danos ao sistema reprodutivo

ANGELA PINHO
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Enquanto a Justiça proíbe a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) de fazer a avaliação toxicológica de agrotóxicos comercializados no país, o Brasil já importou, até julho deste ano, mais de 6.000 toneladas de substâncias que foram vetadas pelos próprios países que as produzem.
Essas substâncias são usadas para fabricar cerca de cem agrotóxicos utilizados em culturas de frutas, feijão, grãos, batata e café, entre outros.
Entre os possíveis efeitos decorrentes da ingestão dessas substâncias, apontados pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e pelas agências da União Européia e dos Estados Unidos, estão problemas no sistema nervoso, câncer e danos ao sistema reprodutivo.
Os mais afetados são os trabalhadores da agricultura, que manipulam diretamente os produtos. Especialistas afirmam que há também risco para o consumidor dos produtos agrícolas. No entanto, ressalvam que, muitas vezes, é difícil estabelecer um nexo causal entre a substância e a doença.
Nos últimos anos, a evolução dos estudos levou outros países, principalmente da União Européia, a proibir determinados componentes dos agrotóxicos. Por causa do cerco internacional, a Anvisa decidiu reavaliar neste ano o registro de nove deles, que fazem parte da composição de 99 agrotóxicos.
Em agosto, o processo foi suspenso por uma decisão liminar do juiz Waldemar Claudio de Carvalho, da 13ª Vara da Justiça Federal no Distrito Federal, em favor do Sindag (sindicato das indústrias de defensivos agrícolas).
A entidade argumenta que o procedimento adotado pela Anvisa não dava aos fabricantes direito a ampla defesa.
José Roberto da Ros, vice-presidente-executivo do Sindag, afirma que alguns países podem cancelar o registro de algumas substâncias por terem encontrado um similar mais barato, e não por questões toxicológicas (leia nesta página).

A íntegra da reportagem pode ser lida aqui.

fonte: Folha de São Paulo; notícia publicada em 23/08/2008.

Modo "complexo de vira-lata" ativado, como sempre. Pense bem, converse muito com o seu amigo tomate na seção de hortifruti do mercado preferido, relaxe, e goze.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Casal 20 (cronologia capilar)

Eu e a Cris deitamos e rolamos na brincadeira do site Yearbook Yourself. Depois do sexo, talvez a atividade mais prazerosa que existe: rir de si mesmo.



(Em 1974 - trilha sonora: Pink Floyd e Carpenters)




(Em 1978 - trilha sonora: Ramones e Gloria Gaynor)




(Em 1982 - trilha sonora: Stevie Wonder e ABBA)




(Em 1984 - trilha sonora: Lionel Ritche e Cindy Lauper)

terça-feira, 19 de agosto de 2008

"The Shock of the Lightning"



I’m all over my heart’s desire,
I feel cold but I’m back in the fire.
Out of control but I’m tied up tight.
Come in, come out tonight.

I’m comin’ up in the early morning,
I feel love in the shock of the lightning
I fall into the blinding light
Come in, come out, come in, come out tonight.

Love is a time machine,
Up on the silver screen
It’s all in my mind
Love is a litany
A magical mystery.
And all in good time, and all in good time,
and all in good time

I got my feet on the street but I can’t stop flyin’
My head’s in the clouds but at least I’m tryin’
I’m out of control but I’m tied up tight.
Come in, come out tonight.

There’s a hole in the ground into which I’m fallin’
So God’s speed to the sound of the poundin’
I’m all into the blinding light,
Come in, come out, come in, come out tonight.

Love is a time machine,
Up on the silver screen
It’s all in my mind
Love is a litany
A magical mystery.
And all in good time, and all in good time,
and all in good time

It’s all in my mind,
Love is a time machine,
Up on the silver screen
And all in good time, and all in good time,
and all in good time

("The Shock of the Lightning" - N. Gallagher)

Rock and roll, baby! They´re back in the fire..
A trilha sonora do fim de ano está chegando.