quarta-feira, 11 de março de 2009
garoto enxaqueca e seu termostato
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
arritmia terráquea
matéria completa: Ambiente Brasil.
img: http://web.mit.edu/
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
aos babacas em férias
Todos os meses, as concessionárias que administram 4,3 mil quilômetros da malha rodoviária paulista retiram cerca de 900 caminhões cheios de lixo das estradas. O levantamento foi realizado pela Agência Reguladora de Transporte (Artesp). Nesta época do ano, por causa das férias, o volume de lixo recolhido aumenta em 20%.
A média mensal de detritos retirados das estradas pela concessionária, que administra as rodovias Anchieta e Imigrantes, é de 147 toneladas - 30% a mais do que dois anos atrás. De acordo com a concessionária Ecovias, o perfil de quem suja as rodovias mudou nesse período. Antes, 60% da sujeira era depositada por moradores de com unidades próximas. Hoje, a maior parte do lixo é jogada por ocupantes de veículos.
O acúmulo de lixo aumenta o risco de acidentes, obstrui a drenagem das rodovias e coloca animais em risco, pois são atraídos pelo odor de restos de comida. Em 2006, eram 120 animais mortos por mês no Sistema Anchieta-Imigrantes. Hoje são 190, dos quais 80% cães. (Estadão Online)
fonte: Ambiente Brasil
Já estamos carecas de saber que um dos principais diferenciais entre as nações ditas de primeiro mundo e as subdesenvolvidas são os fatores combinados cultura e boa educação. Mesmo que essa terra brasilis se torne um verdadeiro "canteiro de obras" e transforme sua economia num trator desembestado, se continuarmos com a mesma mente cultural de jerico, nunca deixaremos de ser um povo de segunda classe.
Se você é um babaca, pense nisso antes de jogar o famigerado papelzinho de bala ou a própria mãe pela janela do seu carro. Se você conhece um babaca, dê um esporro nele. Sem dó nem piedade.
Nota 1: atenção para o grifo.
Nota 2: essa postagem não é mais um arroubo de propaganda politicamente correta no mundo virtual. É puro bom senso na defesa da reputação e boa imagem do meu país, que ao final das contas, é a minha; e uma boa oportunidade de atualizar esse blog que anda pra lá de letárgico.
domingo, 2 de novembro de 2008
é o começo do fim?

sexta-feira, 31 de outubro de 2008
My Iron Lung (parte 4)
Nosso ministro conseguiu fazer a pior barbeiragem possível. A palavra foi dada, e não foi cumprida. Pior, na surdina, com uma "cara de pau" assustadora. A falação desembestada e os atos concretos estão cada vez mais distantes um do outro, e a confiança acabando. Precisamos de um mínimo de coerência, meu caro Ministro.
Governo recua e autoriza diesel com 1.800 ppm de enxofre
Petrobrás e indústria automobilística desrespeitaram decisão para reduzir a proporção a 50 ppm até 2009
SÃO PAULO - A partir 1º de janeiro de 2009, passa a ser obrigatória a utilização do diesel S50 - com 50 partes por milhão de enxofre - somente nas frotas cativas de ônibus urbanos dos municípios de São Paulo e Rio de Janeiro, e não em todos os veículos diesel de todo o País, como previa resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) de 2002. A indústria automobilística e a Petrobrás alegam que não tiveram tempo de se adaptar à nova norma. Já o diesel usado nas demais frotas nacionais poderá ter até 1.800 ppm de enxofre, ante os 2.000 ppm atuais.
Com o novo acordo, só a partir de 2011 que a obrigação passará a valer de forma mais ampla, e ainda assim apenas para as cidades de Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e para as regiões metropolitanas de São Paulo, da Baixada Santista, Campinas, São José dos Campos e Rio de Janeiro.
A decisão é parte de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado na madrugada desta quinta-feira, 30, na presença do Ministério Público Federal (MPF), entre o governo federal e representantes da Petrobrás, da Fecombustível, da Agência Nacional de Petróleo (ANP), do governo do Estado de São Paulo, da Anfavea e das montadoras de motores.
O ajustamento de conduta teve de ser fechado como parte das compensações pelo descumprimento da resolução original.
Pelo acordo firmado, a Petrobrás, a partir de 1º de janeiro do próximo ano, substituirá totalmente a oferta do diesel atualmente utilizado, com 2 mil partes por milhão (ppm) de enxofre, por um novo diesel que conterá 1.800 ppm. E a partir de janeiro de 2014, será totalmente substituída a oferta de diesel com 1800 ppm de enxofre por um com 500 ppm.
Os fabricantes de veículos deverão apresentar até 2012 relatório de valores das emissões de dióxido de carbono e de aldeídos totais dos veículos pesados a diesel. Também deverão atender aos novos limites máximos de emissão de poluentes a serem elaborados e deliberados pelo Conama, em uma nova resolução.
Ao governo, representado pelo Ibama, caberá apresentar proposta de resolução com pedido de urgência ao Conama para disciplinar uma nova etapa para limites de emissão de poluentes por veículos leves comerciais movidos a diesel.
Em setembro, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, havia afirmado que, a partir de 2009, somente veículos com motores adaptados para usar combustível S50 seriam licenciados. "Quem não cumprir que se entenda com a Justiça", afirmara o ministro.
“Eles aceitaram a proposta da Petrobrás e da Anfavea”, lamentou Oded Grajew, do Movimento Nossa São Paulo. Grajew afirma que Minc havia assumido o compromisso de se reunir com representantes da sociedade civil antes de assinar o TAC.
“Infelizmente, fizeram isso de madrugada e sem a participação dos principais interessados.” Ele também questionou a atuação do MPF no caso.
O Conama aprovou ainda resolução que antecipa para 2012 a adoção do diesel S10 (com 10 ppm de enxofre) no abastecimento de veículos pesados - ônibus e caminhões - no Brasil.
(com Alexandre Gonçalves, de O Estado de S. Paulo)
Pra quem aterrisou agora, acompanhe os capítulos anteriores, aqui: My Iron Lung - parte 1 - parte 2 - parte 3.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
o contra-filé nosso de cada dia

sexta-feira, 12 de setembro de 2008
My Iron Lung (parte 3)
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
My Iron Lung (parte 2)
Se você não está a par do assunto, acesse a postagem: My Iron Lung (ou nota sobre o coquetel do diesel com o enxofre).
Nosso nobre e ainda indecifrável Ministro do Meio Ambiente cedeu à pressão do interesse da indústria automobilística (entre outros - vide a "ambientalmente correta" Petrobrás) adiando de 2009 para 2012 o uso do diesel com menos partículas de enxofre (mais limpo) pela frota nacional de carros, ônibus e caminhões.
Trocando em miúdos, o acordo que o ministro classificou como "supimba" estende em três anos o prazo para adaptação da frota, condicionando a dilação à adoção de um padrão de mistura enxofre/diesel mais rigoroso.
Veja a reportagem completa sobre o assunto aqui: "Minc sede à pressão e muda prazo para redução de poluente."
Basicamente, podemos dividir em três grandes padrões de mistura enxofre/diesel os combustíveis comercializados:
S-500 (500 partes de enxofre por milhão) - adotado atualmente no Brasil, na África, e na esmagadora maioria dos países subdesenvolvidos; enfim, é o "combustível de pobre", mais insalubre e mais poluidor;
S-50 (50 partes de enxofre por milhão) - adotado atualmente na maior parte da Europa, e como podemos notar, 10 vezes mais limpo que a fumaça preta que respiramos atualmente em terras tupiniquins;
S-10 (10 partes de enxofre por milhão) - adotado nos EUA, no Canadá, e em alguns países europeus, é o "diesel de rico", pouco poluente; padrão esse que é a meta a ser adotada por toda a União Européia em 2012.
Qual é o lance do Ministro? Passar por cima da resolução 315 do CONAMA editada em 2002 (para ser cumprida a partir desse ano; observem, foram sete anos de prazo para adaptação!) que determinava o padrão S-50, dilatar o prazo em três anos, e chegar junto com a União Européia para adotar o padrão do diesel "extra-fino" em 2012.
Bom, no papel ou na cabeça do ministro é tudo muito bonito. Agora fica a questão daquele velho ditado do século passado: será que ele combinou com os russos?
Além disso, um acordo desses é mais um belo tapa na cara do cidadão brasileiro que comprova a velha idéia de que esse país não consegue se levar a sério, em especial no que se refere à política ambiental.
Mas enfim, um dia a gente chega lá, e isso aqui vira assunto de editorial do William Bonner.
domingo, 24 de agosto de 2008
6.000 toneladas
Brasil importa agrotóxico vetado no exterior
Até julho, país importou mais de 6.000 toneladas de substâncias que foram proibidas nos próprios países onde são produzidas
Segundo a OMS, esses produtos podem causar problemas no sistema nervoso, câncer e danos ao sistema reprodutivo
ANGELA PINHO
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Enquanto a Justiça proíbe a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) de fazer a avaliação toxicológica de agrotóxicos comercializados no país, o Brasil já importou, até julho deste ano, mais de 6.000 toneladas de substâncias que foram vetadas pelos próprios países que as produzem.
Essas substâncias são usadas para fabricar cerca de cem agrotóxicos utilizados em culturas de frutas, feijão, grãos, batata e café, entre outros.
Entre os possíveis efeitos decorrentes da ingestão dessas substâncias, apontados pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e pelas agências da União Européia e dos Estados Unidos, estão problemas no sistema nervoso, câncer e danos ao sistema reprodutivo.
Os mais afetados são os trabalhadores da agricultura, que manipulam diretamente os produtos. Especialistas afirmam que há também risco para o consumidor dos produtos agrícolas. No entanto, ressalvam que, muitas vezes, é difícil estabelecer um nexo causal entre a substância e a doença.
Nos últimos anos, a evolução dos estudos levou outros países, principalmente da União Européia, a proibir determinados componentes dos agrotóxicos. Por causa do cerco internacional, a Anvisa decidiu reavaliar neste ano o registro de nove deles, que fazem parte da composição de 99 agrotóxicos.
Em agosto, o processo foi suspenso por uma decisão liminar do juiz Waldemar Claudio de Carvalho, da 13ª Vara da Justiça Federal no Distrito Federal, em favor do Sindag (sindicato das indústrias de defensivos agrícolas).
A entidade argumenta que o procedimento adotado pela Anvisa não dava aos fabricantes direito a ampla defesa.
José Roberto da Ros, vice-presidente-executivo do Sindag, afirma que alguns países podem cancelar o registro de algumas substâncias por terem encontrado um similar mais barato, e não por questões toxicológicas (leia nesta página).
A íntegra da reportagem pode ser lida aqui.
fonte: Folha de São Paulo; notícia publicada em 23/08/2008.
Modo "complexo de vira-lata" ativado, como sempre. Pense bem, converse muito com o seu amigo tomate na seção de hortifruti do mercado preferido, relaxe, e goze.
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
My Iron Lung (ou nota sobre o coquetel do diesel com o enxofre)
Eu nem vou perder tempo falando da necessidade de mudança do paradigma do modelo de transporte urbano no Brasil porque todo mundo já está careca de saber. Só sei que vou abrir um sorriso ironicamente maroto a la Jack Nicholson quando as nossas metrópoles "enfartarem" de vez.
O motivo da postagem é mais específico. Refere-se ao naco desse "rebanho" que é movido a diesel. Isso não passa no Jornal Nacional mas é um assunto de especial interesse público: o teor de enxofre existente no combustível diesel comercializado no Brasil.
Você não está a par? Então dê uma lida nesse abaixo-assinado promovido por várias entidades sérias cobrando uma atitude do governo pelo cumprimento das normas ambientais e pela mínima preservação da saúde dos nossos maltratados pulmões.
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Considerando que a saúde é um direito protegido pela Constituição Federal;
Considerando que o óleo Diesel comercializado no Brasil contém alto índice de enxofre (de 500 a 2000 partes por milhão de enxofre);
Considerando que a queima do enxofre pelos veículos movidos a Diesel causa a emissão de material particulado fino na atmosfera, poluente é responsável por milhares casos de doenças e mortes de origem cardiorrespiratória anualmente, conforme estudos científicos divulgados pelo Laboratório de Poluição da Universidade de São Paulo;
Considerando que desde o ano de 2002 encontra-se em vigor a Resolução CONAMA n. 315, que estabeleceu o prazo de sete anos para a implementação integral da fase P6 do PROCONVE;
Considerando que esse prazo se encerra no dia 1º de janeiro de 2009, data a partir da qual os novos veículos deverão estar adaptados para a utilização de óleo Diesel com até 50 partes por milhão de enxofre (Diesel S50) e os postos de combustíveis deverão oferecê-los a todos os usuários;
Considerando que a Agência Nacional de Petróleo editou em 17 de outubro de 2007 a resolução ANP n. 32/2007, de forma lacunosa e evidentemente a destempo;
Considerando que a fase P6 do PROCONVE nada mais é do que uma adaptação brasileira da fase EURO-4 da União Européia e que, por tal motivo, sempre foi possível às montadoras conhecer plenamente qual seria o teor da Resolução ANP n. 32/2007;
Considerando que a ANFAVEA - Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores tem afirmado que as indústrias teriam ainda três anos para desenvolver os motores, contados da edição da Resolução ANP n. 32/2007;
Considerando que os fabricantes de veículos automotores tinham, desde 1º de janeiro de 2006, os instrumentos legais adequados para exigir das refinarias e distribuidoras de petróleo o Diesel S50, para realização de testes e que a não utilização de tais instrumentos constituiu ato de vontade unilateral destes fabricantes;
Considerando, enfim, que a defesa do direito humano da população à saúde e à vida não está condicionada à edição de uma tardia e lacunosa resolução da ANP;
As organizações, empresas e pessoas que subscrevem, afirmam:
1 - A mora da ANP em editar a Resolução n. 32/2007 não exime as montadoras e distribuidoras de cumprir as condições e os prazos fixados a Resolução n 315 do CONAMA.
2 - As montadoras de veículos automotores estão obrigadas a adaptar seus veículos para a utilização do diesel S50 a partir de 1º de janeiro de 2009.
3 - As refinarias de petróleo estão obrigadas a fabricar o diesel S50 para comercialização plena a partir de 1º de janeiro de 2009.
4 - As distribuidoras de petróleo estão obrigadas a fornecer em todos os postos de combustível o diesel S50 a partir de 1º de janeiro de 2009.
5 - A população brasileira tem direito a respirar um ar mais puro, com menor nível de material particulado fino, a partir de 1º de janeiro de 2009.
6 - A frustração do prazo fixado pela Resolução CONAMA 315/2002 em decorrência da mora de qualquer das partes envolvidas no processo de sua implementação poderá ensejar sua responsabilização civil, penal e administrativa pelos órgãos competentes, tanto sob a perspectiva dos direitos individuais das vítimas, do direito das entidades integrantes do SUS pelas despesas públicas com a promoção da saúde de tais vítimas e, afinal, do direito difuso ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, pelas doenças e mortes de origem cardiorrespiratória que poderiam ter sido evitadas e que não o foram em razão da não redução do material particulado fino na atmosfera nos níveis aguardados com o cumprimento integral da norma ambiental aplicável.
São Paulo, agosto de 2008
Movimento Nossa São Paulo
Instituto Akatu
Greenpeace
Fórum Paulista de Mudanças Climáticas Globais e de Biodiversidade
SOS Mata Atlântica
Instituto Brasileiro de Advocacia Pública (IBAP)
Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC)
Amigos da Terra – Amazônia Brasileira
Associação dos Professores de Direito Ambiental do Brasil – APRODAB
Instituto O Direito por um Planeta Verde
Associação Brasileira do Ministério Público do Meio Ambiente - ABRAMPA
fonte: Movimento Nossa São Paulo.
terça-feira, 29 de julho de 2008
da importância geopolítica da vaca (ou coisa parecida)
A macacada ponta-de-lança lá da gringolândia está se dando conta do "cow power", olha só:
EUA querem atender 3% do consumo energético do país com cocô de vaca
Um grupo de americanos quer usar uma fonte de energia diferente para lutar contra o aquecimento global no país: cocô de vaca. É, você leu direito e não, não é brincadeira. Cientistas querem usar os dejetos do gado para levar eletricidade para até 3% de toda a América do Norte.
A tecnologia não é nova. O uso do estrume para geração de energia é comum em pequeníssima escala. Já é usado aqui no Brasil em comunidades rurais mais isoladas, onde a rede de energia elétrica não alcança. A novidade é que os pesquisadores americanos acreditam que essa técnica pode servir para energizar milhões de lares americanos.
O estrume gera dois gases com grande potencial energético: o óxido nitroso e o metano. O interessante é que esses dois gases também são poderosos vilões do aquecimento global. O óxido nitroso é 310 vezes mais poderoso que o dióxido de carbono; o metano, 21 vezes mais.
A equipe da Universidade do Texas comparou duas alternativas. A primeira era a continuação de tudo como está hoje: o estrume sendo deixado para se decompor naturalmente e a energia sendo obtida principalmente da queima de carvão. A segunda era uma nova alternativa: o uso do estrume para a geração de biogás e energia.
Segundo as contas dos cientistas, 100 bilhões de quilowatts/hora poderiam ser gerados com o número atual de gado que os Estados Unidos possuem. O bônus? Tirar de circulação o metano e o óxido nitroso e reduzir em 4% a emissão de gases do efeito estufa do país.
“A eletricidade gerada seria usada mais em áreas rurais, não em cidades”, explicou ao G1 o autor do estudo, Michael Webber. “A melhor maneira de expandir essa tecnologia é incentivar grandes fazendas a lidar com o estrume de maneira a ser convertido em biogás”, explica.
De acordo com Webber, a geração de energia dessa forma pode até resultar em uma nova fonte de renda para os pecuaristas. “Eles podem vender o biogás ou a eletricidade gerada”, diz ele. E economizar o dinheiro gasto para se livrar do estrume.
Os resultados foram apresentados nesta semana na revista especializada “Environmental Research Letters”. (Fonte: Marília Juste/ G1)
fonte: Ambiente Brasil
Só no Brasil são mais de 140 milhões de cabeças de gado pastando sertão afora. Já imaginaram o potencial energético disso? Só falta um pouco de vontade política pros macacos locais.
ADENDO: UM ALERTA
"O estrume gera dois gases com grande potencial energético: o óxido nitroso e o metano." (...) "O óxido nitroso é 310 vezes mais poderoso que o dióxido de carbono; o metano, 21 vezes mais."
Isto é, com uma ação coordenada de flatulência global, as vacas podem eliminar a espécie humana do planeta. E você ainda duvida da supremacia bovina? Cuidado.
domingo, 8 de junho de 2008
green days
Ver o assunto pipocar pela TV, Internet, algumas rodas de conversa é algo alentador. De qualquer maneira, é um momento excepcional. Pra 98% da população, discutir e se interar politicamente sobre as condicionantes do próprio meio em que se vive ainda é coisa pra gente chata, assexuada, e que se acha mais séria e esclarecida que o resto da humanidade.
Pois bem, vou ajudar com a minha contribuição pra um pouco mais de chatice:
1) Bem interessante essa iniciativa, uma espécie de banco de dados com informações sobre a cadeia de processo de desenvolvimento de produtos e serviços de uma forma geral. Desde pneus pra carro até aquele pedaço de alcatra que você compra no mercado, tudo relatado e catalogado para que o consumidor tome maior ciência do que anda adquirindo:
http://www.catalogosustentavel.com.br
Nota: o site parece que está ainda num estágio meio "beta", com informações incompletas e muito confuso. Mas só pela iniciativa eu já tiro o chapéu pro pessoal da Fundação Getúlio Vargas. Conforme eles forem aperfeiçoando o catálogo teremos uma arma violentíssima pra melhorar nossas relações de consumo.
2) E pra quem tiver interesse em conversar um pouco mais sobre essas coisas escrotas onde se fala muito sobre florestas, plantas, animais, águas, combustíveis, poluição, e acima de tudo pessoas, agregue-se aos Curupiras, participando da nossa proto-associação, ou apenas dando uma espiada:
http://procurupira.blogspot.com
E opine sobre uma discussão bem atual e interessante que jogamos na roda ("jabá" particular):
"Scuppie" e o consumo consciente
Aviso: não, nós não somos uma ong de contadores de histórias do folclore brasileiro, somos sim um pequeno bando de primatas vivos que está olhando com especial atenção para a viabilidade do próprio umbigo, e o do próximo também.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Influenza rocks!
Fazia muito tempo que eu não tinha uma recaída dessas. Desse naipe, acho que desde a minha adolescência. Dores pelo corpo, febre full time, e noites de completo e chapante estado comfortably numb. Era inevitável lembrar da clássica música do Pink Floyd enquanto gemia na cama. Assim como a música sugere que uma boa crise de febre se assemelha muito com uma overdose de drogas, é notável como a citação lírica é pertinente. A febre nos deixa em um estado de êxtase com sinal inverso. Ela produz uma leve e tênue sensação de prazer em meio a uma avalanche de dores e sensações negativas, e assim consegue nos imobilizar. Não tem como não se sentir um verdadeiro zumbi. Imagino que deva ser algo muito semelhante com o efeito do veneno de um animal peçonhento.
Talvez eu tenha reparado no óbvio, e imagino que 99,9% das pessoas já tenham se contaminado com uma gripe mais hardcore pelo menos uma vez na vida. Mas só dessa vez comecei a pensar nisso, nesse poder de subjulgamento que um "cotoco" de vida microscópio possui. E comecei a imaginar também as possibilidades futuras de atuação da "fluflu" no nosso cada vez mais desequilibrado meio-ambiente. Com certeza ela é uma das armas que o planeta irá utilizar vez ou outra pra reestabelecer a "ordem" na casa. Sem falar nos outros "armamentos".
Eu não tinha a intenção de escrever sobre esse assunto aqui, mas a querida Influenza subiu na minha cotação depois do nocaute desse final-de-semana. Àtila -o huno-, Alexandre -o outro, aquele que chamam de "grande"-, Gengis Khan, Adolf Hitler, Stálin, Darth Vader, Chuck Norris.. podemos encontrar alguns seres humanos (ou não) que poderíamos classificar de "fodões" (para o bem ou para o mal). Mas nenhum deles conseguiu (ou consegue) deixar milhões de pessoas ao redor do globo ano a ano totalmente grogues, "anestesiadas", e tomadas por uma horrível sensação de impotência. Isso só a "fluflu" consegue.
Pra ser "fodão" não basta ser um, é preciso ser vários ao mesmo tempo, e com estilo.
img: http://www.fiocruz.br/
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
as filhas da mãe
Confesso que achei que fosse ser mais fácil, mas mudar um simples costume do dia-dia requer disciplina (em doses cavalares) e uma boa memória. Pra trocar esses pequenos estorvos derivados do petróleo por uma singela sacola de pano é preciso antes de tudo lembrar que a última existe. Bom, tratei de providenciar que ela ficasse num lugar bem visível, ou seja, perto da porta de saída do apê. Mesmo assim, depois de dois meses, volta e meia esqueço de levar a "rapariga" verde comigo no supermercado.
De qualquer maneira, já estou me acostumando, e sentindo a diferença. A quantidade de sacolas plásticas estocadas diminuiu drasticamente (apesar da reserva ainda gigantesca; meu primo - antigo morador do "cafofo" - caprichou no trabalho de estocagem) e as caixas do mercado já não me olham com aquela cara de espanto quando solto um: "não precisa de sacolas não, eu tenho a minha aqui..".
É lógico que não dá pra abolir totalmente o uso das sacolas plásticas, até porque surge um outro problema: onde guardar o lixo. Questão que dá mais "pano pra manga", e uma bela postagem à parte. Mas enfim, já é um começo no intuito de mudar os costumes e a nossa mentalidade consumidora "plástica" contemporânea.
Pra descolar sacolas de pano "engajadas"*:
- Pão de Açucar (boa parte das lojas da rede vendem as ditas cujas, em parceria com a SOS Mata Atlântica - foi num dos mercados deles que eu comprei a minha);
- a ong Instituto Socioambiental vende uma "ecobag", dá pra comprar no site: aqui (o problema é o preço, bem salgadinho).
* parte do dinheiro obtido com a venda das sacolas é repassado às respectivas ongs.
Só pra constar, uma iniciativa muito boa da prefeitura de São Paulo: campanha "eu não sou de plástico".
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
A/C: irmandade dos viciados em cafeína (um alerta)
Se nenhuma ação for realizada para diminuir os efeitos do aquecimento global sobre a agricultura, a produção de café no Brasil pode ter queda de 92% até o ano de 2100. A informação é de um estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) que também calcula a possibilidade de queda de R$ 370 milhões em exportações nos próximos 13 anos.
De acordo com o estudo, as plantações de café, soja e feijão são as mais impactadas pela elevação da temperatura. A estimativa para a produção do café é de queda de 30 milhões para 2,4 milhões de sacas até o fim do século, caso não haja diminuição dos danos causados pelas alterações climáticas.
Apesar da probabilidade de queda na produção, o pesquisador Eduardo Assad, da Embrapa, disse acreditar que com o desenvolvimento de práticas agrícolas eficazes e ações da ciência, o quadro pode ser mais otimista.
“A boa notícia é que os pesquisadores não estão de braços cruzados. O Brasil é muito competente no uso de tecnologia em agricultura. Se acharmos que está tudo bem com o atual cenário, aí sim perderemos produção”, afirmou.
Entre as ações necessárias para evitar a escassez do café, Assad incluiu a utilização de novos fertilizantes e o desenvolvimento de espécies resistentes a temperaturas mais altas. Mesmo diante da perspectiva de diminuição das plantações, o pesquisador descartou a possibilidade de falta de café.
“Não vai faltar de jeito nenhum. Esse trabalho [pesquisa] tem a grande vantagem de se antecipar aos problemas. Nós não estamos apagando incêndios, mas nos precavendo”, garantiu.
O pesquisador da Embrapa ressaltou que, além dos aspectos econômicos, as plantações de café são importantes para combater a poluição atmosférica. Segundo ele, a planta tem a propriedade de catalisar partículas de dióxido de carbono (CO2), substância nociva ao meio ambiente.
“O café é uma planta que tem balanço positivo em termos de retenção de carbono. Ele ajuda, portanto, a limpar a atmosfera. Estamos intensificando as pesquisas para saber a proporção dessa limpeza”, afirmou.
(Hugo Costa / Agência Brasil)
fonte: Ambiente Brasil (12/11/2007)
sexta-feira, 23 de março de 2007
água
domingo, 4 de fevereiro de 2007
1º, 2º, 3º? façam suas apostas
Elevação de 1º C na temperatura global - Encolhimento das geleiras ameaça o suprimento de água para 50 milhões de pessoas; pequeno aumento na produção de cereais nas regiões temperadas; ao menos 300 mil pessoas morrem a cada ano devido à malária, à desnutrição e a outras doenças relacionadas com as alterações climáticas; queda da taxa de mortalidade durante o inverno, nas regiões de maior latitude; morte de 80% dos recifes de coral, em especial a Grande Barreira de Corais.
Elevação de 2º C na temperatura global - Queda de 5% a 10% na produção de cereais na África tropical; 40 milhões a 60 milhões de pessoas a mais expostas à malária na África; até 10 milhões de pessoas a mais expostas a enchentes nas regiões costeiras; entre 15% e 40% das espécies de seres vivos vêem-se ameaçadas de extinção; grande risco de extinção das espécies presentes no Ártico, em especial dos ursos polares; possibilidade de que a camada de gelo da Groenlândia comece a derreter de forma irreversível, o que faria com que o nível dos oceanos se elevasse em sete metros.
Elevação de 3º C na temperatura global - No sul da Europa, períodos de seca pronunciada a cada dez anos; entre 1 bilhão e 4 bilhões de pessoas a mais enfrentando períodos de falta de água; entre 150 milhões a 550 milhões de pessoas a mais expostas à ameaça da fome; entre 1 milhão e 3 milhões de pessoas a mais morrem de desnutrição; possível início do colapso da floresta Amazônica; elevação do risco de colapso da Camada de Gelo da Antártida Ocidental; elevação do risco de colapso do sistema de circulação de águas quentes pelo Atlântico; elevação do risco de mudanças abruptas no mecanismo das monções.
Elevação de 4º C na temperatura global - Safras de produtos agrícolas diminuem entre 15% e 35% na África; até 80 milhões de pessoas a mais expostas à malária na África; desaparecimento de cerca de metade da vegetação de tundra no Ártico.
Elevação de 5º C na temperatura global - Provável desaparecimento de grandes geleiras no Himalaia, prejudicando um quarto da população da China e uma grande parte dos moradores da Índia; crescente intensificação da atividade oceânica, prejudicando seriamente os ecossistemas marinhos e, provavelmente, as populações de peixes; elevação do nível dos oceanos ameaça as pequenas ilhas, as áreas costeiras como o Estado da Flórida e grandes cidades como Nova York, Londres e Tóquio. (Estadão Online)
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007
o ambientalmente correto
segunda-feira, 30 de outubro de 2006
apenas um "eco-texto-chatinho"..
JOSÉ AUGUSTO PÁDUA ESPECIAL PARA A FOLHA
A ciência descobre, a tecnologia executa, o homem obedece." As palavras escritas no portal da Feira Mundial de Chicago, em 1933, sintetizam a postura submissa que ainda caracteriza a relação de importantes setores da opinião pública contemporânea com as inovações tecnológicas.
JOSÉ AUGUSTO PÁDUA é professor do departamento de história da Universidade Federal do RJ e autor de "Um Sopro de Destruição".
fonte: FSP (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/fs2910200612.htm)





