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domingo, 17 de maio de 2009

Oasis em São Paulo 09.05.2009

A pouco mais de três anos atrás eu escrevi um texto "apaixonado" sobre o show do Oasis no Credicard Hall, você pode lê-lo aqui. Dessa vez o meu coração não chegou a 200 batidas por minuto, como descrito lá, mas uma apresentação da banda de Manchester ainda me deixa com um sorriso bobo no rosto.

Talvez seja pelo fato de já não ser mais o debut, ou talvez sejam os anos a mais nas costas, mas foi inevitável assistir ao show com uma visão crítica mais apurada. Mesmo assim, achei essa apresentação melhor que a de 2006 (não vi as de 1998 e 2001; se alguém tiver visto todas, por favor dê o seu veredicto). A banda estava melhor, tecnicamente (talvez por influência do novo baterista) e no repertório.


Os grandes pontos negativos foram mais estruturais e da técnica de show do que da performance da banda. O povo da mesa de som do Oasis já não é dos melhores, e a acústica do Anhembi ajudou a piorar ainda mais as coisas. Som abafado, baixo, mal equalizado. Tudo bem que é rock and roll, mas o Oasis não é mais uma bandinha punk de pub inglês, mas sim uma banda de estádios. O bom senso tem que entrar aí. Pelo que eu notei essa é uma "marca" das apresentações ao vivo da banda no país, em 2006 não foi muito diferente.

Outra coisa que atrapalhou bastante também foi a chuva. Não a chuva em si, mas o momento em que ela desabou, durante o show de abertura da Cachorro Grande. Ao mesmo tempo que ofuscou a apresentação da banda gaúcha deixou o povo ensopado pra encarar os ventos frios gelados da noite de outono paulistana. Se ela tivesse vindo durante a apresentação dos Gallaghers a história seria outra, como foi no show de 2006 (o famoso e maravilhoso "dilúvio"). Bom, mas considerem esse parágrafo um resmungo de um sujeito que já está beirando os 30 e não é mais adepto do "topa tudo por Oasis".


Bom, mas vamos ao repertório:

1) Abriram com a já tradicional Fuckin' in the Bushes e emendaram com Rock and Roll Star. Adoro a última, mas poderiam ter começado com a maravilhosa Bag It Up não? Ô musiquinha subestimada essa. Pelo que eu tomei nota, eles não tocaram a preciosidade do Dig Out Your Soul em nenhum show da turnê! Fuck you Noel Gallagher! (pronto, adotei os modos de Manchester);

2) Seguiram-se Lyla (redonda), The Shock of The Lightning (muito boa ao vivo, com uma batida um pouco diferente), Cigarettes & Alcohol (sempre contagiante, um hino Oasis), The Meaning of Soul, To Be Where There´s Life (essa também ficou bem interessante ao vivo) e Waiting For The Rapture;

3) Um dos grandes momentos da noite pra mim veio com The Masterplan, música já classuda que ficou especialmente emocionante nessa apresentação; na seqüencia vieram Songbird (puro Beatles e sempre gostosa de se ouvir), Slide Away (outro grande e surpreendente momento), Morning Glory (manteve o pique da anterior levantando a galera), Ain't Got Nothin' (a mais fraca da noite e do repertório, na minha opinião);

4) Depois do ponto mais baixo da noite uma seqüencia de ótimas performances: The Importance Of Being Idle (música sempre deliciosa), I´m Outta Time (um dos lados do melhor momento da noite, Liam emulando John Lennon sem parecer ridículo; muito pelo contrário, perfeito), Wonderwall (o recinto todo uníssono, com femêas adolescentes uivando atrás de mim e acabando com meus tímpanos) e Supersonic (o maior hino do Oasis, sem dúvida; leva qualquer platéia da banda ao delírio, e o novo baterista contribuiu pro orgasmo roqueiro do momento);

5) Por fim veio o bis, com um set agradável, abrindo com a "queridinha" do Noel, Don´t Look Back in Anger (sempre enchendo o gogó da galera); logo após aparece o primeiro lado do citado melhor momento da noite pra mim com Falling Down (uma das minhas favoritas do último álbum e de todo o repertório da banda; inebriante e potente ao vivo), em seguida Champagne Supernova (caoticamente épica, e que mais uma vez mexeu com a galera); a apresentação termina com um cover beatle, na mais do que clássica I am The Walrus (Anhembi em uma só voz novamente).


Como dito, os grandes momentos da noite ficaram por conta de duas excelentes músicas do último trabalho da banda, uma do Liam e outra do Noel, cada um ao seu estilo. Isso as vezes me faz matutar se o DOYS seria uma espécie de Álbum Branco do Oasis, talvez já sinalizando uma possível nova fase ou o fim da banda. Sem falar no fato do Noel estar com um disco solo engatado e pronto pra bater asinhas sem o resto do grupo.


O melhor das apresentações do Oasis nem fica propriamente por um show magnífico ou impecácel (como foi o insuperável show do Radiohead que eu tive a oportunidade de presenciar esse ano na Chácara do Jóquei), mas sim pelo clima, pelas pessoas, por aquela legião peculiar de fãs que são tão ou mais fiéis que a torcida do Corinthians. Uma irmandade rara de se ver no universo pop/rock: o fã do Oasis (o original) é ao mesmo tempo um sujeito irascível e sensível, que bate no peito e advoga pra um certo rock autêntico, simples, direto e que celebrava a vida com uma certa e necessária melancolia a tiracolo.

É bonito de se ver, e eu me incluo no meio deles.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

grandes clássicos do "rock maconha"

Esses dois álbuns marcam algo como o início e o fim de um período onde uma certa "cena" do rock (se é que podemos chamar assim) brotou, floriu, e morreu. O que eu costumo chamar de "rock maconha". Foi meio que uma praga. Arrebatou várias bandas dos mais diversos estilos. E manchou, segundo diz boa parte da crítica especializada, a carreira de muita gente boa.

Algo como uma ressaca do dito "verão do amor" (1967) do fim dos anos 60. O povo que criou grandes pérolas pop com o uso de muito ácido, resolveu, em vez de virar careta, cair de cabeça em outro tipo de entorpecente. Eu não diria que foi um desastre como os entendidos apontam, mas muita bizarrice e esquisitice foi desenvolvida nesse tempo.


Atom Heart Mother - Pink Floyd (1970)


(a capa diz tudo não?)

O que acontece com uma banda que perde seu grande vetor criativo (Syd Barrett) em pleno fim dos anos 60? A resposta está nesse disco. Na verdade, a resposta já havia começado antes, no não menos "emaconhado" Ummagumma (1969), mas digamos que a completude se fez aqui.

Nessa época, o Floyd estava atirando pra todos os lados tentando estruturar uma direção sonora pra banda, que havia sido, sobre a liderança de Barrett, um dos grandes expoentes do movimento psicodélico de 1967. Juntemos à falta de direção o espírito cannabis sativa que estava impregnando o ar e temos um dos trabalhos mais sem pé nem cabeça que o rock and roll já produziu.

O álbum começa com a faixa-título. Uma "suíte" de mais de 20 minutos de duração, onde temos uma orquestra completamente desafinada tocando uma espécie de marchinha que se repete ad infinitum. No meio desse "refrão", surgem coisas como um relinchar de cavalo, uma moto arrancando a toda sei lá pra que onde, entre outras colagens sonoras totalmente aleatórias e sem sentido (pelo menos pra quem não "puxou um beck"). A música segue não menos bizarra com a entrada de um coral de vozes como se estivéssemos assistindo a um ensaio teatral de alguma ópera, seguido de um choroso e bluseiro solo de guitarra, e por aí vai. Na parte final da música, tudo se repete, com pequenas nuances que te deixam perplexo e sem entender pitomba nenhuma.

O disco segue com três canções que poderíamos chamar de normais, não fosse a infalível impressão de que, em cada uma delas, o respectivo autor sentou ao piano ou pegou o violão após ter tragado muita erva antes. E acaba em mais uma "suíte" instrumental que retrata uma espécie de café da manhã musicado (com direito a efeitos sonoros de caixas de fósforo e frigideiras ao fogo) de um tal de Alan, roadie da banda.

É um disco que acho que toda pessoa interessada em música pop deveria ouvir pra se ter uma noção de até onde se chega a "criatividade" humana dentro desse segmento artístico. Além disso, possui momento agradáveis, e é delicioso de se escutar naqueles esporádicos, "perdidos" e solitários fins de tarde de outono.

Interessante e curioso como a mesma banda que produziu essa bizarrice sonora tenha feito três anos mais tarde uma das maiores obras-primas de toda a história do rock/pop, o mítico Dark Side Of The Moon (1973).

Com a palavra, os autores:

"'What do you think of your early records like Atom Heart Mother and Ummagumma today?' I think both are pretty horrible. Well, the live disc of Ummagumma might be all right, but even that isn't recorded well." - David Gilmour - German news magazine "Der Spiegel" No. 23 - 5 June 1995

"Atom Heart Mother is a good case, I think, for being thrown into the dustbin and never listened to by anyone ever again! [...] It was pretty kind of pompous, it wasn't really about anything." - Roger Waters - Rock Over London Radio Station - 15 March 1985, for broadcast 7 April/14 April 1985.


Red Rose Speedway - Paul McCartney & Wings (1973)


(esse botão de rosa é muito suspeito..)

Já escrevi nesse blog criticando o álbum. Mas recentemente tenho escutado com mais freqüencia, e percebido que ele tem o seu valor. Não é dos discos diferenciados pós-Beatles do Macca, mas é um clássico. E mais, um clássico do "rock maconha".

Sir Paul McCartney estreiou em carreira solo com um trabalho que tem alguns traços da verve cannabis aqui comentada, o ótimo McCartney (1970), porém a consolidação mesmo só veio com esse petardo.

É sabido que o ponto fraco do ex-beatle sempre foi a parte lírica, mas aqui nesse trabalho ele deu uma apelada. Dos álbuns que ele lançou nos anos 70, esse com certeza é o que mais exala uma certa breguice e total esquisitice nas letras. Digamos que a cannabis aqui distorceu o já parco senso crítico do Macca pra elaborar as ditas. "My Love", apesar de ter uma bela melodia e ser uma singela homenagem a Linda, tem uma letra pra lá de brega, dispensando maiores comentários. Difícil é entender coisas como "Little Lamb Dragonfly" ou "Single Pigeon", ou a grande bizarrice "Loup (1st Indian on the Moon)" (?). Aliás, diria que essa música representa o fino trato do "rock maconha": um instrumental tosco sobre um suposto Neil Armstrong da nação indígena.

Tenho pra mim que no período de gravação desse trabalho o Macca passava a maior parte do tempo na horizontal com a Linda e puxando um fumo descontroladamente. Só isso explica esses 40 minutos de "nóia-brego-romântica".

De qualquer maneira, recomendo o petardo. É um disco que representa perfeitamente o lado mais otimista do climão de ressaca hippie do começo dos anos 70: se o sonho acabou, vamos pegar as migalhas, bater no liquidificador, "puxar um beck", e aproveitar. Enfim, "rock maconha" no seu estado mais purista.

Graças a um desses maravilhosos e misteriosos insights, Sir Paul parou pra pensar, controlou a erva, botou a carreira nos eixos e lançou alguns meses depois um de seus melhores trabalhos pós-beatles, o excelente Band On The Run (1973).

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Coldplay, versão Thunderbirds



Clipe da versão extendida de Life in Technicolor, abertura do último álbum. Enviado pela minha "amiguxa" Jacyra Paes.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Radiohead em São Paulo 22.03.2009

Meu amigo Pérsio Kojima já editou uma bela resenha (leiam!) sobre o fatídico 22 de março de 2009, discorrendo sobre os detalhes, as pessoas, o clima, o show em si, o setlist, enfim, o relatório completo dessa monstruosidade chamada Radiohead.

Com uma certa dificuldade pra organizar as idéias, vou tentar deixar um pouco das minhas impressões aqui. Até porque, como a imensa maioria dos presentes na Chácara do Jockey, eu também entrei numa espécie de transe hipnótico-emocional que durou duas horas e meia e reverberou ainda por mais alguns dias.

(se não fosse o bendito do camera man do Multishow, tudo estaria mais belo)

Antes de tudo, eu tive uma bela surpresa, porque não imaginava que fosse ainda ter a oportunidade de presenciar uma apresentação de rock and roll desse naipe nesses tediosos anos iniciais do século XXI. Era como se estivesse vendo um ensaio de gravação dos Beatles na Abbey Road enquanto editavam Revolver em 1966, ou uma apresentação do Pink Floyd no clube UFO em 1967, ou um concerto de três horas de duração do Led Zeppelin em alguma fazenda perdida no interior da Inglaterra em 1969, ou ainda um "pocket show" do Neil Young em alguma casa de show do interior dos E.U.A. em 1971.

Pois a impressão que ficou pra mim foi essa. O Radiohead é hoje a única banda de rock que consegue fazer (re)pulsar, de forma totalmente inovadora, algo semelhante àquela sensacional magia estético-musical-coletiva que explodiu nos idos de 1966 e reverberou com força até o início dos anos 70. Conseguem captar e canalizar, eu diria de forma quase solitária, os "sentimentos estéticos" da geração pós-"baby boom". No fundo, eles são os nossos Beatles, a nossa "cara musical-estética" pop do início de século.

(acho que foi nessa altura que uma Radiohead girl me deu uma "encoxada")

Pois assim foi. Uma cártase anormal tomou conta daquele povo das 22h (horário de Brasília) do dia 22 de março até mais ou menos as 0:20h do dia 23. Transpirava-se euforia. Mas não uma euforia qualquer de um bando de fãs que viam o seu ídolo. Havia algo mais profundo, uma "conexão" que não é comum e que explica o status e a importância dessa banda. Aquele palco da Chácara do Jockey exalava pop art (?) na sua forma mais sublime. Unindo de forma impecável o calor das pessoas, as melodias inebriantes e pungentes do trabalho coeso e perfeccionista da banda, os efeitos visuais "chapantes", tudo espirituralmente sincronizado e irretocável.

Na minha curta existência já tive o privilégio de presenciar vários shows de pop/rock de grosso calibre, e nenhum chegou aos pés desse. Talvez o Franz Ferdinand no Festival Motomix em 2006 tenha conseguido algo parecido, mesmo assim, com um feeling muito mais "mundano" e trivial, digamos assim. Radiohead consegue ser etéreo e carnal ao mesmo tempo sem qualquer tipo de "chatice" ou "histeria coletiva". Junta sem muita dificuldade, por exemplo, a parte boa da grandiloqüencia de um show como o do Roger Waters (ex-Pink Floyd - Estádio do Morumbi - 2007), com a efervecência de uma apresentação do Oasis (Credicard Hall - 2006) ou do Interpol (Via Funchal - 2008). Todas que, de uma forma ou de outra, deixavam algo incompleto.

(casalzinho nos amassos "facilitando" o meu enquadramento)

Poderia comentar aqui faixa por faixa desse show estupendo, mas seria pura redundância. Tudo estava em seu grau máximo. Com exceção da organização do evento, que fui uma das piores que eu já vi. Para a Planmusic não havia muita diferença entre a orda de fãs do Radiohead e um rebanho qualquer de gado bovino. Se a banda não tivesse feito um show estupendo que fez valer o ingresso e até sobrar, provavelmente seria o ingresso mais caro (no sentido custo X benefício) que eu já paguei.

Mas enfim, a (des)organização não conseguiu manchar a noite. Noite aliás que nos brindou com um céu milagrosamente limpo para uma São Paulo sempre poluída, na metade final do show. E ali ficou o meu "moment of clarity" do dia: ao som de "Reckoner", ora olhando pro céu, ora pro palco, ora pras pessoas a minha volta, dando-me conta de que lá estava eu me deliciando e tomando parte, nem que por umas parcas horas, do centro da história da música popular ocidental.


ADENDOS:


- shows de abertura: vi parte da apresentação dos Los Hermanos, pra mim não fedeu nem cheirou, de qualquer maneira, um bom show; Kraftwerk foi o que eu esperava, ou seja, clássicos da música pop eletrônica despejados com correção e competência - quando terei oportunidade de escutar as "pérolas" Autobahn, The Robots, Radioactivity, e Boing-Boom Tschak/Musique Non-Stop novamente? Pelo menos já estou garantido.

(Kraftwerk em ação com "Musique Non-Stop")

- a banda, as músicas, os álbuns, e o show: algo que me chamou atenção foi o fato do Radiohead ser a única banda que eu tive oportunidade de assistir até hoje que supera em todas as execuções ao vivo as versões originais das músicas, aquelas cravadas nos álbuns; sem falar no vocal do Thom Yorke, que é de longe muito mais envolvente que o das gravações originais; e pra finalizar, se eu fosse músico, eu teria uma puta e desgraçada inveja de como esses caras executam e transformam seus petardos ao vivo.


SETLIST:


Radiohead
Chácara do Jóquei, São Paulo, Brazil
March, 22, 2009

15 Step (In Rainbows)
There There (Hail To The Thief)
The National Anthem (Kid A)
All I Need (In Rainbows)
Pyramid Song (Amnesiac)
Karma Police (Ok Computer)
Nude (In Rainbows)
Weird Fishes/Arpeggi (In Rainbows)
The Gloaming (Hail To The Thief)
Talk Show Host (B-side - Trilha Sonora do filme Romeu e Julieta)
Optimistic (Kid A)
Faust Arp (In Rainbows)
Jigsaw Falling Into Place (In Rainbows)
Idioteque (Kid A)
Climbing Up The Walls (Ok Computer)
Exit Music (For A Film) (Ok Computer)
Bodysnatchers (In Rainbows)

Encore 1
Videotape (In Rainbows)
Paranoid Android (Ok Computer)
Fake Plastic Trees (The Bends)
Lucky (Ok Computer)
Reckoner (In Rainbows)

Encore 2
House of Cards (In Rainbows)
You and Whose Army (Amnesiac)
True Love Waits (I Might Be Wrong)/Everything In Its Right Place (KidA)

Encore 3
Creep (Pablo Honey)

quarta-feira, 11 de março de 2009

do the evolution


enviado por Cris Traskine.

quarta-feira, 4 de março de 2009

uma música que me emociona



Quem me conhece sabe que eu não sou muito de marejar os olhos. Aliás, tirando aqueles esporádicos momentos pra lá de personalíssimos, foram poucas as vezes em que isso aconteceu. Recentemente, lembro de ter ficado com os olhos marejados ao final da sessão do filme Na Natureza Selvagem, um daqueles excelentes filmes que não tem como você ficar indiferente.

Via de regra, I´m a rock. Porém, ainda sem saber exatamente o porquê, essa música me emociona profundamente toda vez que a escuto. Comentário a Respeito de John, um clássico do repertório do nosso (parafraseando a Sunflower) "Bob Dylan tupiniquim" Belchior.

A música tem uma "tripla face". De um lado, a homenagem ao John Lennon; do outro, um "sopro" ao mesmo tempo levemente melancólico e convidativo pelo fim da ditadura (ou "ditabranda", como prefere a Folha); e num terceiro lado, uma ode à autenticidade existencial e tudo o que vem com ela.

Lembro que a escutava quando criança, toda vez que eu, meus irmãos e meus pais descíamos a Serra do Mar rumo ao litoral pra visitar nossos avós paternos. Meu pai sempre levava uma fita cassete com uma seleção das músicas do rapaz do ceará, e essa música invariavelmente tocava enquanto meu pai engrenava a marcha lenta na Caravan preta pra descer a rodovia Anchieta.

Não sei, talvez ela seja uma espécie de elo que transpassa toda a minha relativamente curta existência. Quando a escuto, um mar de sensações das minhas memórias afloram. O cheiro da maresia dos momentos de infância na casa dos meus avós no litoral sul paulista, o cheiro da grama e o frio do sereno da Fazenda Garibaldi em Buri, onde passei a maior parte da minha infância. Ao mesmo tempo que me faz lembrar das minhas recentes investidas solitárias na cidade grande, os meus já distantes tempos na faculdade. Tudo cai junto como um raio. E aquele nó na garganta acontece já nos primeiros acordes.

Enfim, não consigo explicar. Só sei que poucas coisas conseguem cortar a minha alma como esse violino, essa gaita, e esse canto ao mesmo tempo altivo, melancólico, sereno, e vivaz.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Two of Us



Morgando na net esses dias e eu encontro esse belo clipe perdido no youtube. Ou esse petardo passou sem divulgação nenhuma junto com o lançamento do Let It Be Naked, ou eu fui tirar férias em marte em 2003 e não me lembro.

É impressionante como esse quarteto rende, 30 anos passados e uma simples edição de imagens os coloca fresquinhos nos nossos ouvidos.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

"Om-shooby-do-wop"



A NME publicou uma pérola beatlemaníaca inédita que começou a circular entre os fãs da banda na internet. Seria o "take 20" da música Revolution, lançada pelos Beatles em single (versão "pauleira") e no "álbum branco" ( uma versão extendida - Revolution 1 - e outra experimental - Revolution 9).

Não sei como eles conseguiram deixar essa versão de fora de um lançamento oficial. Eu, se fosse produtor, não pensaria duas vezes em enfiar essa beleza no álbum em vez da Revolution 1 original "lapidada" e da tosqueira experimental número 9 que o John Lennon insistiu em incluir no tracklist. Ou pelo menos incluir no lado B do single Revolution junto com Hey Jude.

Santo desperdício. Escutem e concluam se não é a canção dos Beatles mais a frente de seu tempo. Ecoa até em coisas como "Lucid Dreams" do Franz Ferdinand entre outras "novidades". Pena que o George Martin já não "apitava" mais nada nessa época.

ATUALIZAÇÃO ****

Em menos de 24 horas a EMI já mandou o balaço e retirou o vídeo do ar; que legal hein? Provavelmente o petardo já deva estar engatilhado em alguma nova coletânea "caça-níquel".

domingo, 22 de fevereiro de 2009

carnaval com Neil

Neil Young - Fork In The Road


Aos que ainda não estão interados, esse espaço faz parte do círculo de fãs de um sujeito, também conhecido como lenda vida do rock and roll, chamado Neil Young.

Enquanto a grande maioria de seres viventes desse canto do planeta está nesse momento enchendo o bucho de cerveja atrás de um trio elétrico ao som de Ivete "mala" Sangalo ou algum congênere, eu estou aqui, sentado na frente do meu micro computador, devorando uma tijela gigante de sorvete de flocos com bolo (tosco) de chocolate, e balançando a cabeça junto com Neil ao som da sensacional Fork in the Road. Novo e recente single que provavelmente será a faixa-título do próximo álbum do homem.

Hey, hey, my, my!

p.s.: alguém duvida que o sujeito tomou meio litro de Johnny Walker antes de gravar isso?

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Falling Down

Oasis - Falling Down MySpace Exclusive


Novo clipe do Oasis na praça. O petardo aparentemente é uma referência à vida da Princesa Margaret, ou como preferem os portugueses, Princesa Margarida do Reino Unido, irmã da Rainha Elisabeth. Um verdadeiro "canhão" sexual.

domingo, 11 de janeiro de 2009

pequenos grandes momentos da música pop



30 de julho de 1968.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Blur anunciando a reunião



E eu acho que finalmente consegui formatar os vídeos "widescreen" do youtube no blogspot/firefox.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Sing The Changes



Macca em seu mais novo estilo "vovô fora de timing". Clipe do The Fireman, projeto musical paralelo do ex-beatle com o produtor Martin Glover, conhecido como Youth, na seara da música eletrônica. Aliás, comprem ou baixem o novo trabalho da dupla, Electric Arguments, recomendadíssimo. Um dos melhores e mais criativos trabalhos solo de Sir Paul McCartney.

E será que o homem aparece mesmo por aqui ano que vem? Na expectativa e já preparando psicologicamente a poupança bancária.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Good Days, Bad Days

Já que estamos falando sobre Kaiser Chiefs, clipe pra "Good Days Bad Days" saindo do forno:



Segundo o povo do twitter, o clipe foi gravado aqui em São Paulo, quando da passagem da banda pra participar do Festival Planeta Terra. Dá pra notar que o tecladista está ausente do clipe, sendo substituído por uma plaqueta que diz "foi pro hospital". De fato, o dito cujo teve que operar o apêndice e acabou participando da apresentação no festival de muletas.

E o clipe é tão bom quanto a música. Gostei.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Off With Their Heads



Notei que esse álbum novo do Kaiser Chiefs não foi muito comentado pela blogosfera, nem reverberado pela crítica, mas é muito bom. Aliás, o melhor da carreira da banda até agora.

Ao contrário dos outros dois, que são mais irregulares, com grandes hits e outros petardos bem mais fracos, esse é bem linear. Não que seja um disco cheio de "canções-hino", muito menos que se trate de um trabalho fora de série, mas está entre os melhores álbuns lançados em 2008, sem dúvida.

Desde que despontou no cenário da música pop, o Kaiser Chiefs sempre levou a pencha de ser um "chupinhador" do estilo do Blur. Até certo ponto eu concordo. Só não vejo ali uma cópia descarada da clássica banda de britpop como muitos argumentam. Muito pelo contrário. Se formos levar em conta a origem, o KC está muito mais próximo do Oasis, algo mais "workclass", do que o estilo londrino descolado cosmopolita do Blur.

Eventuais "chupinhadas" à parte, o som deles possui originalidade. Um estilo Kaiser Chiefs de ser, uma identidade sonora. Negar isso é babaquice. E é isso que dá vida às grandes bandas. E com esse terceiro disco eles demostraram, dentro do esquema-filosofia indie, que não fazem parte do 2º escalão sonoro.

O interessante é que o disco foi gravado meio às pressas, com canções que surgiram no meio do período de excursões do trabalho anterior (Yours Truly, Angry Mob - 2007). Apesar disso, o álbum não soa "ansioso". Pelo contrário, tudo ficou bem coeso.

Musicalmente, não traz grandes melodias, mas lapida ainda mais o estilo Kaiser Chiefs de ser: canções leves, extremamente despretensiosas, urbanas, jovens, com letras deliciosamente "bêbadas" como: "Like a tomato in the rain, I've got that feeling again...". E por aí vai.

Na ponta-de-lança eu colocaria faixas como "Never Miss a Beat", "Good Days Bad Days", e "Always Happens Like That". Essa última contando com uma participação especial da musa-cool (pelo menos desse espaço) Lily Allen.

Como já disse, não é um disco de hits memoráveis, é algo pra se tocar do começo ao fim (sem interrupções) num daqueles fins de noite em que você se acha a última bolacha do pacote do universo, de preferência com uma cerveja na mão. Nada além disso, pura diversão.

a melhor música pop de todos os tempos

Versão do especial para TV "One Hand Clapping":



Versão original do álbum:



Confiem em mim. Não há como esse "riff de piano" desgrudar da cabeça de um ser humano normal.

domingo, 9 de novembro de 2008

"I´m Outta Time"



Here is a song
It reminds me of when we were young
Looking back at all the things we've done
You gotta keep on, keepin on
Out to sea, it's the only place
I Honestly
Can get myself some piece of mind
You know it's gettin' hard to fly
If I'm to fall
Would you be there to applaud?
Or would you hide behind them all?
'Cause if I have to go,
In my heart you'll grow
And that's where you belong...

If I'm to fall
Would you be there to applaud?
Or would you hide behind them all?
'Cause if I have to go,
In my heart you'll grow
And that's where you belong...

If I'm to fall
Would you be there to applaud?
Or would you hide behind them all?
'Cause if I have to go
In my heart you'll grow
And that's where you belong...
Guess I'm outta time...
I'm outta time...
I'm outta time
I'm outta time
I'm outta time

("I´m Outta Time" - Liam Gallagher)

Novo clipe do Oasis na praça. Aliás, belo clipe. Esses dias estava escutando a música e imaginando mesmo que daria um elegante petardo com toques oníricos. E o rock and roll mantém-se vivo, ainda bem.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

"Dig Out Your Soul" (2008)


O álbum ainda está saindo do forno, mas já dá pra dar alguns pitacos.
Esse período de divulgação, em se tratando desta banda, é sempre uma diversão à parte. Os Gallagher começam a falar mais besteira do que o já alto nível usual e conseguem aparecer em tudo quanto é canto da mídia judaico-cristã-ocidental (e além; não podemos nos esquecer dos devotos fãs japas da banda), sem falar nos "arranca-rabos" que pipocam em todos os grupos de discussão e comunidade roqueiras espalhadas internet afora entre fãs "xiitas" da banda e o resto do mundo.
Sou um grande fã deles, mas não chego a ser um "xiita" (apesar de quase ter me tornado um). Aliás, tenho dificuldade em entender como bandas muito mais inventivas e novidadeiras no cenário rock and roll, como Radiohead por exemplo, não conseguem chamar tanta atenção como os moços (hoje "tios") de Manchester. Por falar nisso, esse é o grande "confronto de platéia" existente no universo dos fãs de música pop atualmente: Oasis X Radiohead. Algo como um PSDB X PT do mundinho "indie". E como na política, uma babaquice sem tamanho. Eu consigo apreciar as duas bandas com o mesmo gosto sem grandes problemas.
Bom, mas voltando ao que interessa, esse 7º álbum da banda está muito bom, figurando entre os melhores da discografia deles (montei um adendo com um "ranking bovino" em cima da dita cuja). Como era de se imaginar, não supera as duas obras diferenciais da banda (Definitely Maybe e [What´s The Story] Morning Glory?), porém fica acima de discos que não são ruins - mas que não "decolam" -, como Standing in the Shoulders of Giants e Heathen Chemistry ".
Ao contrário do antecessor e também bem cotado Don´t Believe the Truth, que ainda segue com fortes traços da "cartilha" mais ortodoxa e original do som da banda, esse trabalho é bem mais flexível e - dentro do padrão (conservador) Oasis - mais criativo. Aliás, o primeiro que dá uma certa entortada na "fórmula Oasis". Saindo um pouco daquele estilo "melodias-hino" e tateando com algo mais - no dizer do Noel - "grooveado". Talvez seja o resultado da crescente democracia dentro da banda, com o "faz-tudo" guitarrista abrindo cada vez mais espaço para os outros integrantes colaborarem no trabalho de composição (5 das 11 faixas foram compostas pelos demais membros - Liam com 3). Ou não, talvez Noel apenas tenha assumido de vez que virou "tio" e esteja encarando melhor o fato de que o "mundo supersonic" dele não existe mais.
E já que citamos o senhor Liam Gallagher, ele pra mim é um dos destaques desse álbum. Além de ter aparentemente colaborado mais que o habitual, produziu uma das melhores canções do disco: I´m Outta Time. Sem falar que deixou registrado um dos vocais mais equilibrados de toda a carreira da banda, e ainda virou o porta-voz na divulgação mundial do disco. Uma maturidade e serenidade surpreendentes pra um sujeito que até dias recentes mal e porcamente dava entrevistas e arranjava brigas (suficiente pra perder uns dentes) nos hotéis por onde passava.

Então vamos lá, faixa por faixa (focando no exame "espiritual-melódico"):

01 - Bag it Up: tirando Rock and Roll Star, acho que é a 2ª melhor abertura de um álbum da banda, e é a 2ª melhor música do disco - uma espécie de Got to Get You into My life do começo do século XXI;

02- The Turning: The Who com The Doors, ficou muito bom isso - Noel num dos seus melhores momentos de "colagens sonoras", com o final homenageando Beatles (pra variar) - uma das minhas favoritas, pulsante;

03- Waiting for the Rapture: "viajando" na maionese, essa me lembra Paul McCartney solo nos melhores momentos (roqueiros), principalmente o vocal, quando escuto me vem Oh Woman Oh Why na cabeça, e dá pra achar The Doors e White Album ali também - boa canção;

04- The Shock of The Lightning: o "hino-single" do álbum e a 3ª melhor do plantel, puro e clássico "oasis way of music" - entre as minhas favoritas também (junto com o resto da torcida do Corinthians) - esse blog já postou o clipe aqui;

05- I´m Outta Time: essa aqui é 100% John Lennon que, segundo Liam, está encarnado nele - de qualquer maneira, talvez o melhor que ele já contribuiu pra banda até hoje;

06- (Get Off Your) High Horse Lady: muito boa, tem hora que lembra bastante The Verve; Noel nas "colagens" novamente, "chupinhando" Hi-Heel Sneakers - tem um pouco de Macca aqui também;

07- Falling Down: essa é um passeio pelo Revolver dos Beatles com um "q" de Pink Floyd, classuda, e marca o fim do melhor do disco - aliás, é a melhor do disco;

08- To Be Where There´s Life: cítaras indianas, o clima me lembra um pouco Who Feels Love - boa, mas já num nível mais baixo do que as 7 primeiras;

09- Ain´t Got Nothing´: na minha opinião é a mais fraca do disco, lembra de muito longe Mucky Fingers;

10- The Nature of Reality: gostei dessa, e não me perguntem de onde eu tirei isso mas me lembra uma mistura bizarra de riffs de guitarra do Blur com Pink Floyd (?);

11- Soldier On: numa linha parecida com a anterior, mas mais fraquinha - um final escroto pro álbum.

Em suma, recomendadíssimo. Inclusive pra aqueles que tem uma certa afinidade com o som da banda mas sempre viram o Oasis "certinho demais". O melhor desse álbum é isso, eles continuam na mesma toada mas com um rock and roll menos "redondinho". Adquirindo maturidade mas sem decair o nível. Uma evolução, com certeza.

ADENDO:

"Ranking Bovino" da discografia:

1) Filé-mignon: "Definitely Maybe" & "(What´s the Story) Morning Glory?";
2) Alcatra: "Don´t Believe the Truth" & "Dig Out Your Soul";
3) Patinho: "Be Here Now";
4) Músculo moído: " Standing on the Shoulders of Giants" & "Heathen Chemistry".

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

deglutindo Gilmour

("On an Island" - David Gilmour - 2006)

Eu precisava acertar as contas com o último petardo musical do "tiozão" Gilmour. Quando comentei aqui elogiando o primeiro disco solo do guitarrista do Pink Floyd, não falei muito bem do recém saído do forno (à época - 2006) "On an Island". Em suma, disse que o disco era chato. Um pé no saco.
Acredito que muita gente vá continuar concordando com o meu "eu de 2006", mas o meu eu atual mudou de opinião. Talvez a minha porção "tiozão" tenha aumentado, não sei. Só sei que estou respeitando cada vez mais esse trabalho dele. Junto com "Amused to Death", do "tio sarado" Roger Waters, os melhores álbuns solo de membros do Floyd, com certeza.
Sir David Gilmour foi uma espécie de Paul McCartney da clássica superbanda inglesa de rock psicodélico-espacial-pop-bluseiro-progressivo. Era o homem das melodias, que formatava o lado pop e desenhava o vocal das canções do grupo. Enfim, o cara que "mastigava" e "cuspia" pro público as canções na forma mais vendável possível.
Se já era notável esse "lado macca" do Gilmour nos discos "pasteurizados" (no bom e no mal sentido da metáfora) que ele lançou liderando o PF sem o parceiro Waters, com esse trabalho solo dele fica evidente.
Mas ao contrário dos dois últimos discos do PF, "On an Island" é um trabalho intimista, voltado pra dentro, solene (como os álbuns do Floyd) mas ao mesmo tempo despretencioso. Gosto de ouvi-lo em momento reflexivos, ou quando estou com aquela senhora enxaqueca. Pois bem, essa é uma boa definição, é um som "analgésico" e/ou inibriante. Aliás, a temática ou "conceito" de todo o trabalho gira em torno disso: um ar meio onírico, com letras sonhadoras, românticas, e ao mesmo tempo maduras, delineando o trajeto de um homem e sua "ilha existencial".
Interessante notar aqui o desenvolvimento do Gilmour no trabalho lírico (ou da esposa dele, parceira desde o "The Division Bell"), que sempre foi o forte do companheiro e ex-líder de banda Waters. É só comparar com os dois outros álbuns solos do guitarrista, e até mesmo com os do Floyd feito sob sua liderança pra perceber a melhora.
Eu destacaria no repertório a faixa-título, a "silenciosa" "The Blue", a "pesada" e floydiana "Take a Breath", a bluseira "This Heaven", e a sigela e romântica "Smile". A guitarra estérea durante todo o percurso é insubstituível e inconfundível. Não localizada em qualquer outra "quitanda roqueira". 
Pra quem curte ou tem simpatia pelo som do Pink Floyd é algo quase obrigatório, pelo menos algumas audições. E mesmo pra quem passa longe desses tipos de "viajens sonoras chatonildas" vale a curiosidade, nem que seja pra falar mal.
"Tio" David é legal. Apesar da careca, da barriga, da penca de filhos, da obscena conta bancária, o rock and roll ainda está lá. Escondidinho mas está.
Redimido e recomendado.

Setlist:

01- Castellorizon
02- On An Island 
03- The Blue 
04- Take a Breath 
05- Red Sky at Night 
06- This Heaven 
07- Then I Close My Eyes 
08- Smile 
09- A Pocketful of Stones 
10- Where We Start

p.s.: quem não tiver saco pra baixar o disco, recomendo uma olhadela nos vídeos dos shows da turnê no youtube; vale a pena.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Richard Wright (in memoriam)

(Richard Wright, tecladista, vocalista e compositor do Pink Floyd; 1943-2008)

Faleceu hoje o homem que ajudou a construir e dar forma e sabor a uma das maiores bandas de rock and roll de todos os tempos. Fica a "postagem-homenagem", junto com um brinde à boa música e à elegância sonora.