Mostrando postagens com marcador rock-cafeína. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador rock-cafeína. Mostrar todas as postagens

sábado, 12 de fevereiro de 2005

acabou...

Pois é pessoal... infelizmente hoje é o dia do "assassinato" do meu blog..hehe. Como já tinha explicado lá no fotolog, e por uma série de outras razões, não tenho mais como mantê-lo "vivo". Foi o melhor blog que já montei (cheguei a montar outros dois que tb não duraram muito tempo.. hehe) e onde acredito ter escrito minhas melhores postagens. Porém, a coisa ficou inviável pra ser feita nos moldes que eu tinha planejado.
De qualquer maneira, continuo no meu fotolog como sempre e, em respeito ao pessoal que lia e comentava por aqui (e tb pq eu não vou apagar 4 meses de textos que eu escrevi como fiz com os outros blogs; chega de "maluquices"..hehe), arquivarei o dito numa página que eu estou montando. Assim, fica guardado um espaço pra ele como uma espécie de "memória póstuma".
Bom, é isso.. o velório já começou.. deixem seus recados no livro de condolências.. hehehe..
Adiós rock!!... : ((

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2005

"slow food"

Esse texto está no blog da minha amiga Liana. Como ela mesmo pede lá e autorizou, estou colocando aqui pra divulgar. Gostei da nova ideologia, e assino embaixo... hehehe..
--------------------------------------------
Na primeira vez que fui à Suécia a serviço, nos anos 90, um dos colegas me pegava no hotel toda manhã. Era setembro, com frio leve e nevasca. Chegávamos cedo na empresa e ele estacionava o carro bem longe da porta de entrada (são 2000 funcionários com carro). No primeiro dia eu não disse nada, no segundo, no terceiro... Depois, com um pouco mais de intimidade, numa manhã perguntei: "Vocês tem lugar demarcado para estacionar aqui? Notei que chegamos cedo, o estacionamento está sempre vazio e você deixa o carro lá no final..." e ele me respondeu, simples assim: "É que chegamos cedo, então temos tempo de caminhar - quem chegar mais tarde já vai estar atrasado, melhor que fique mais perto da porta, você não acha?" Bem, imaginem minha cara naquela hora!... Mas foi ótimo pra que eu começasse, naquela hora, a rever alguns dos meus conceitos. Há um grande movimento na Europa hoje, chamado Slow Food. A Slow Food International Association - cujo símbolo é um caracol -, tem sua base na Itália (o site é muito interessante). O que o movimento Slow Food prega é que as pessoas devem comer e beber devagar, saboreando os alimentos, "curtindo" seu preparo, no convívio com a família, com amigos, sem pressa e com qualidade. A idéia é se contrapor ao espírito do Fast Food e o que ele representa como estilo de vida. A surpresa, porém, é que esse movimento do Slow Food está servindo de base para um movimento mais amplo chamado Slow Europe como salientou a revista Business Week numa recente edição européia. A base de tudo está no questionamento da "pressa" e da "loucura" gerada pela globalização, pelo apelo à quantidade do ter" em contraposição à qualidade de vida ou à "qualidade do ser". Segundo a Business Week, os trabalhadores franceses, embora trabalhem menos horas, (35 horas/semana) são mais produtivos que seus colegas americanos ou ingleses. E os alemães, que em muitas empresas instituíram uma semana de 28,8 horas de trabalho, viram sua produtividade crescer nada menos que 20%. Essa chamada "slow attitude" está chamando a atenção até dos americanos, apologistas e criadores do "Fast" (rápido) e do "Do it Now" (faça já). Portanto, essa "atitude sem-pressa" não significa fazer menos, nem ter menor produtividade. Significa, sim, fazer as coisas e trabalhar com mais "qualidade" e "produtividade" com maior perfeição, atenção aos detalhes e com menos "stress". Significa retomar os valores da família, dos amigos, do tempo livre, do lazer e das pequenas comunidades. Significa a retomada dos valores essenciais do ser humano, dos pequenos prazeres do cotidiano, da simplicidade de viver e conviver e até da fé. Significa um ambiente de trabalho menos coercitivo, mais alegre, mais "leve" e, portanto, mais produtivo, onde seres humanos felizes fazem, com prazer, o que sabem fazer de melhor. Algumas pessoas vivem correndo atrás do tempo, mas parece que só oalcançam quando enfartam, ou algo assim. Para outros, o tempo demora a passar; ficam ansiosos com o futuro e se esquecem de viver o presente, que é o único tempo que existe. Tempo todo mundo tem por igual. Ninguém tem mais nem menos que 24 horas por dia. A diferença é o que cada um faz do seu tempo. Precisamos saber aproveitar cada momento, porque, como disse John Lennon... "A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro". Pense e reflita: qual é o valor real de curtir sua família, de ficar com a pessoa amada, de ir pescar no fim de semana? Pense...

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2005

"o que transformou o mundo não foi a utopia, foi a necessidade"

Grande Saramago!.. (frase proferida no Fórum Social Mundial desse ano).



Coloquei essa frase aqui só pra fazer contraponto a uma das cabeças pensantes do site Abacaxi Atômico que chamou o citado evento de "maior concentração de `losers` por metro quadrado do planeta"...



Só posso dizer uma coisa: ainda bem que existe esse bando de "losers" pra deixar esse mundo um pouco menos chato, afetado, previsível, ácido, atômico e cortado em fatias... hehehehe...

onde estão os irmãos gallagher?!?!



(são esses daqui...)


Essa "questã" anda me atormentando esses dias.. hehehe. Podem me chamar de saudosista precoce ou o escambau, mas eles estão fazendo falta. Não sei se eu estou ficando maluco, mas o dito "cenário musical" do rock/pop no ano passado (e nesse ano tb, até agora) está muito morno e chato. Um revival dos anos 80 anda tomando conta de tudo. Com exceção de Franz Ferdinand (que apesar de ter muitas referências dos anos 80, trouxe algo novo e "refrescante" na música deles) e Jet (que "bebem" diretamente no Oasis e não escondem isso; por isso gosto dos caras.. hehehe), só tem banda dessa época ressurgindo ou influenciando diretamente as bandas novas.
Vejamos:
The Cure - levei um susto qndo vi o vocalista deles (que eu já esqueci o nome.. hehe..) falando na MTV esses dias. Não tenho nada contra os caras, é até um som legal.. mas vi um monte de crítico e gente que diz que entende de música "babando" pro disco novo deles como se fosse a "nova salvação" do rock and roll. Tá loco.....
Ira! - sou fã número 1 do som dos caras. Assisti um show deles na terra dos parentes no interior, e foi um dos melhores shows que eu vi na minha vida (com direito a ver o Scandurra fazendo um solo de guitarra com o cabo de ligação sonora da mesma). Mas aí a eles serem "a banda" de 2004 em termos de repercussão (com o CD acústico da MTV deles; com a Pitty ainda por cima!), é sinal que algo está fora do lugar no rock brasileiro... hehehehe.
Orkut - é um fenômeno da internet aqui no Brasil, e não tenho nada contra tb (tb uso o dito de forma viciante..hehehe).. mas não sei pq ráios ele me lembra dos anos 80 e da minha infância.. talvez seja pq tenha (e estou) reencontrando vários colegas de ginásio e colegial...(apesar de essa fase da minha vida ter se passado nos anos 90.. hehehe..) .. talvez seja o sentimento saudosista que me faça lembrar de coisas daquela época como He-Man, Jaspion e minha bicicleta caloi (que eu, por sinal, consegui destruir numa dessas quedas mirabolantes e traumatizantes.. hehehehe..).
Esses são alguns exemplos dentre vários que me remetem a ver imagens da Xuxa, do "capitão-caverna" e da "formiga atômica" em algumas das minhas alucinações noturnas... hehehehehe...
Isso tudo me faz ter saudade da época em que comecei a escutar os caras aí do título da postagem... biênio 96/97... tardes na frente da MTV acompanhando alguns clipes... o meu favorito: Do you know what I mean? ... aquela introdução com pitadas psicodélicas.. a batida seca da bateria... as guitarras distorcidas.... a banda cantando em meio àqueles helicópteros militares... aquela altivez saudável que a música e o clipe transmitiam... aquela postura "bad boy fake" e sarrista (pois nunca levei a sério as encrencas dessa dupla).... enfim, todo aquele rock and roll.... pois é, onde está aquele rock and roll??!!...
Depois dessa postagem eu só posso chegar a uma conclusão: eu estou ficando velho!!!... hehehehehehe..

está chegando o "dia D", Lula...

Desde que comecei a votar, sempre votei no Lula pra presidente (ou seja, duas eleições: 1998-2002). Aliás, de todas as eleições que participei, 90% dos meus votos foram para o PT.. por uma infinidade de razões que eu não tô saco pra dissertar agora.. hehehe.
Bom, tb sempre tive um pé atrás com a política econômica do Palocci. Contudo, tenho que admitir que ela está dando certo. Está custando muito pra todos nós (nosso dinheiro basicamente está indo pra pagar juros da dívida e manter o Estado funcionando no mico), estamos pagando uma carga tributária elevadíssima e sem nenhum retorno em investimentos estruturais e sociais no mesmo nível, mas pelo menos não está havendo disperdício de dinheiro público. Acho que esse é um dos grandes méritos do governo Lula, a corrupção está diminuindo muito simplesmente pq não tem o q roubar. Como há um controle rígido de gastos (até excessivo), os ASPONES da vida corruptos não tem onde enfiar a mão.
Então, enrolei tudo isso pra dizer que, devido a essa política feita nesses dois anos de governo, o Brasil está numa situação econômica em que, se quiser, pode abrir mão da ajuda financeira do FMI sem causar nenhuma muvuca no tão mistificado e enigmático "mercado" (financeiro internacional). O acordo do Brasil com o dito fundo vence em março desse ano. O governo tem duas opções: renovar o acordo e continuar emprestando dinheiro e pagando juros pra esse povo (pq esses acordos não são de graça, são empréstimos q tem q ser pagos), e seguindo esse modelo financeiro suicida (e sem saída) que eles pregam; ou não renovar o acordo e começar a andar com as próprias pernas, e ver que isso não é difícil.
Pra mim, esse é o ponto crucial do governo Lula. Dependendo da posição que eles tomarem eles entrarão para história como o governo de esquerda que conseguiu se livrar da política financeira monetarista do chamado "consenso de washington" (uma praga ideológica que surgiu no começo doa anos 90 e que pregava um neo-liberalismo econômico radical e globalizado) sem causar uma crise política e econômica, ou como o governo conservador e centrista que "ajeitou" e deu uma azeitada (pra melhor, claro; com algumas pequenas e parcas idéias progressistas) na política econômica do nosso caríssimo (isso foi irônico) FHC.
A questão é se eles optarem pela segunda via (a conservadora). Surgindo algo melhor e novo no cenário político, com certeza, eles não terão o meu voto em 2006... torço pra que o Lula lembre da sua história e das pessoas e movimentos que o apoiram na hora que estiver sentado com os "comissários do norte" decidindo o rumo do país daqui a três meses.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2005

hibernando...

Bom pessoal, o tempo está um pouco escasso por aqui. Por isso, o blog entrará em hibernação até meados da semana que vem. Apesar de que de tempos em tempos ele sempre hiberna.. hehehe.
Aliás, pra melhor otimizar meu desorganizado tempo livre, passarei a atualizar este espaço aos finais-de-semana. Por isso, não estranhem se o dito "sítio virtual" ficar às moscas durante os chamados "dias de labuta" e só respirar no sabadão e no domingão. No mais, continuo regularmente no fotolog. Hasta la vista!..

quinta-feira, 20 de janeiro de 2005

Alexandre, o grande... nem tanto assim..



(cena do filme "Alexandre")
Fui ver ontem essa película no cinema, nem preciso explicar o porquê.. hehehe.. Bom, o filme não é nada fora do normal, mas também não é ruim. Vale, sem dúvida, pelas excelentes (e realistas) remontagens das batalhas travadas por Alexandre. Aí fica um destaque especial para as cenas da batalha de Gaugamela (qualquer incorreção gramatical me avisem). Pra quem gosta de cinema.. cenas "felomenais".. hehehe.. só elas já valem o ingresso.
A parte ruim do filme é o conservadorismo.. a "média" com o público "bushiniano" norte-americano. Quem observar com um pouco de senso crítico as cenas da citada batalha vai notar um E.U.A. (representado por Alexandre -- reparem na simbologia da águia e no discurso -- basicamente os norte-americanos "bancando" os herdeiros messiânicos da civilização helênica) versus o "mundo árabe arcaico" (representado por Dario -- nunca vi um Dario tão parecido com o Bin Laden.. hehehe..). Mas isso aí faz parte do jogo, os caras têm que vender o filme lá encima.. hehe.
Outra coisa que enche um pouco é a versão "He-Man" do Alexandre (outra firula pra agradar o público norte-americano). Grego com cabelinho loiro tingido não cola, por favor.. hehehe. Aliás, pra mim esse papel tinha que ter sido do Antonio Banderas (pelo menos ele tem cara de grego). Com certeza, Alexandre Magno foi muito mais parecido com essa pintura feita em homenagem a ele:






(pintura de Alexandre Magno - não sei de que é, achei na net)
Tirando esses "detalhes", vale a pena ficar 3 horas com o traseiro sentado no cinema pra ver as "traquinagens" do rapaz. Aliás, cujo adjetivo de magnitude pode ser severamente questionado. Contudo, é inquestionável que é uma figura sui generis e extremamente humana (no sentido mais lato do termo). Se 50% do que foi contado ali tem um pé na realidade, foi uma vivência que faz jus à lapide "vivendo intensamente, morrendo com estilo".. hehe..
Sem falar que foi o primeiro megalomaníaco "de peso" da história da humanidade. Com certeza foi objeto de estudo e admiração de "figurinhas" como Hitler, Stálin, Bush... tudo gente boa.. hehehehe.. mas por outro lado, o legado deixado por ele foi fundamental pra que hoje vivessemos num mundo tão interligado e globalizado. Ele podia ser maluco, mas era um maluco com várias idéias interessantes na cabeça (sendo que a maioria delas não deram certo.. hehe.. muito provavelmente por culpa dele mesmo).
Em suma, não é qualquer um que tem um xará desses.. hehehehe. Pro bem ou pro mal..

ainda bem que eu sou terráqueo!

Estava lendo no final-de-semana na FSP sobre aquela sonda euro-norte-americana que pousou em uma das luas de Saturno, chamada Titã. Segundo informações da nave (a sonda Huygens), que mandou algumas fotos da chegada no local, o planeta é composto (no solo) de pequenos pedaços de rocha de gelo em meio a um imenso deserto arenoso, muito parecido com o solo de Marte (pena que não tenha nenhuma foto para colocar aqui).
Até aí tudo bem, nada demais. Mas segundo análises que os cientistas fizeram de algumas fotos em sobrevôo, é bem provável que exista um mar de metano naquela pequena lua (eles identificaram formações que parecem ilhas em contraste com uma área escura, que eles acreditam ser o tal mar).
Bom, você pode dizer.. "e aí? grande coisa.." ..mas faça uma reflexão criativa como um pobre terráqueo e ponha-se passeando pelas "praias titânicas", num ambiente só com poeira, gelo, uma atmosfera carregada de ferro (parece ser, mas posso estar falando besteira), com rajadas de vento contínuas e super-velozes, com uma radiação solar "matadora" (literalmente)... e observando um belo e fluidoso mar de merda! (quimicamente falando)... hehehehehe...
Pode ter sido perda de tempo, mas essa postagem toda foi só pra dizer que eu adoro ser terráqueo!!!... hehehehehehehe..

Uma luz!!..

Finalmente, parece que estou conseguindo enxergar um rumo mais específico pra minha carreira profissional.. hehe.. Fixando um ponto de meta onde pretenda chegar, algo que não tinha até agora. Estava atirando para todos os lados, e posso dizer que ainda estou também, mas agora com um pouco mais de direção e com um pouco menos de angústia. Espero que seja o rumo certo.. hehehe.

sábado, 15 de janeiro de 2005

Paul McCartney no "cavern club"



(Macca em ação no cavern club - Liverpool - 1999)

Comprei esse DVD no final-de-semana passado. Desde lá, não paro de assistir o dito. De preferência, no último volume.. hehe. Arrisco dizer, um dos melhores shows de rock que eu já tive a oportunidade de apreciar. Por causa desse badulaque digital eu saí totalmente fora do meu cronograma de estudos.. hehehe. Mas é por uma boa causa.. não me arrependi não.. hehe..

Basicamente, canções "puro-sangue" de rock and roll dos anos 50 tocadas em performance enérgica (como a estética rock necessita). Na minha opinião, o que tá nesse DVD é a essência do que poderíamos chamar de rock and roll. Nem um milímetro a mais, nem um milímetro a menos.

Essas faixas me tiram do meu estado de normalidade.. hehe.. e são as melhores :

Honey Hush, Blue Jean Bop, Fabulous, Twenty Flight Rock, Shake a Hand, All Shook Up, I Saw Her Standing There, Party...

ou seja, a maioria delas... hehe... (são 13 no total). Pra finalizar, a questão é a seguinte: se você gosta de rock, sabe o que é o espírito do rock.. pelo amor dos meus filhinhos!.. ao menos alugue esse DVD... hehehehehe...

"hoje é dia de Maria"

Assisti acho que uns dois dias dessa série. Não peguei desde o começo, mas pelo que vi, é disparado a melhor série de TV desse ano, e do ano passado também. Original, bem produzida, excelentes atores. Trabalho impecável.
É interessante como a Globo é paradoxal... estão, aos mesmo tempo no ar, o supra-sumo da TV de qualidade (essa série) e o lixo-mor da programação televisiva (alguém aí disse Big Brother? hehe).. impressionante, a mesma emissora de televisão produz o melhor e o pior programa de toda a grade televisiva brasileira. Como diz a nossa amiga Manu, "felomenal!".. hehehe.

terça-feira, 11 de janeiro de 2005

back... with apologizes...

Estou de volta... aqui, eu nem comuniquei que ia.. mas em algum lugar eu comuniquei.. hehe.
O passeio foi bom. Revi os parentes, alguns amigos (grande Henrique!.. o garanhão de Capão Bonito.. hehe), apreciei belas paisagens, ouvi bons papos. Enfim, me distraí.. entrei um pouco em "off" da bagunça campineira. Isso, sem dúvida, é o melhor de tudo.
Queria aproveitar pra pedir desculpas pro pessoal que tenta comentar aqui e tem dificuldade. Infelizmente esse servidor é de uma frescura ímpar. Pra quem gostaria de comentar com uma certa frequência, vale a pena criar um cadastro no blogger. É só preencher alguns dados, e não precisa montar nenhum blog. Cria-se apenas um tipo de perfil, com usuário e senha, não havendo mais necessidade de comentar como anônimo. Qualquer dúvida, é só entrar em contato comigo, mas é simples.
Agora eu vou jantar.. hehehe..

quinta-feira, 6 de janeiro de 2005

"Os Incríveis"





Assisti ontem no cinema, com um certo atraso. Muito bom!... fui achando que ia ser um filme mediano mas me surpreendi. Os ótimos efeitos especiais não anulam o roteiro: as virtudes (e os "podres") do relacionamento familiar expostos em forma de fábula.
E o mais interessante, convidei a família toda pra assistir comigo. Deu certo (sempre é um evento ímpar reunir a família num único propósito, ainda mais ir no cinema.. hehe), rimos muito!... Afinal, a identificação é imediata.. hehehe.. e não há coisa mais gostosa do que rir de si mesmo. Pra quem não viu ainda é obrigatório.

terça-feira, 4 de janeiro de 2005

2005, e o tempo...

Primeira postagem do ano. Pior que não tenho nada de interessante pra escrever.. hehe. Estou eu aqui sentado na frente do computador gastando o meu tempo, escrevendo a esmo sem um objetivo bem definido. Talvez, com o objetivo certeiro de querer ler lido, óbvio.. hehe.
Eis um tema interessante, o tempo... Esse começo de ano foi bem farto pra mim na reflexão sobre o dito. Não é à toa que ando escutando muito "Time", do PF. Cada vez mais aqueles versos começam a fazer um sentido profundo pra mim. Cada vez mais aquele solo de guitarra angustiante do Gilmour corta "seco" a minha mente.
É notável como até os 18 anos (em média) o tempo passa numa vagarosidade irritante. Parece que o controle remoto da nossa vivência está em constante "low motion". Quando esse marco é atingido, as expectativas se invertem radicalmente no sentido oposto, e tudo parece andar no "foward". E você ali, lutando pra não ser engolido pela própria ansiedade. Bom, pelo menos é o que eu sinto. Nessas horas, o rock and roll me salva... hehehe..
Estou chegando numa fase em que consigo olhar pra trás e ver que uma década se esvaiu, e dando aquela sensação de que assistimos tudo inertes, como bem declamam suavemente Mr. R. Wright e Mr. D. Gilmour na citada canção. Aliás, a grande maioria dos leitores do meu blog tb está nessa fase, e creio que sentindo as mesmas aflições.. hehehe..
Pois bem, acredito que estou aqui escrevendo a uns 12, 13 minutos (com ligeiras paradas reflexivas), e o tempo se foi... Olho no relógio e já penso no que tenho que fazer daqui algumas horas (cortar o cabelo, recarregar meu celular, terminar meu resumo de direito previdenciário..). Talvez a consciência que temos de que somos extremamente frágeis e mortais (coisa que aparentemente apenas nós primatas "sapiens" temos, pelo menos em um nível elaborado) nos coloque numa eterna angústia existencial.
Plagiando o último verso da canção: o tempo se foi e a postagem acabou... pensei que tivesse algo mais a dizer.
Mas não tenho... hehehehe..

Ticking away the moments that make up a dull day./ Como tique-taques, os momentos que formam um dia monótono se vão.

You fritter and waste the hours in an off hand way, / kicking around on a piece of ground in your hometown, / waiting for someone or something to show you the way. // Você desperdiça e perde as horas de uma maneira descontrolada, perambulando por um pedaço de terra de sua cidade natal, esperando alguém ou algo que venha mostrar-lhe o caminho.

Tired of lying in the sunshine, staying home to watch the rain, / you are young and life is long and there is time to kill today. / Cansado de deitar-se sob o sol e de ficar em casa observando a chuva, você é jovem e a vida é longa, e hoje há tempo para desperdiçar.

And then one day you find ten years have got behind you. / No one told you when to run, you missed the starting gun. // E então um dia você descobre que dez anos ficaram para trás. Ninguém te disse quando correr, você perdeu o tiro de partida .

And you run and you run to catch up with the sun. But it's sinking / and racing around to come up behind you again. / E você corre e corre para alcançar o sol, mas ele está se pondo. E girando em volta para se levantar atrás de você novamente.

The sun is the same in the relative way, but you're older / and shorter of breath and one day closer to death. // O sol é o mesmo mas você está mais velho, com menos fôlego e um dia mais perto da morte.

Every year is getting shorter, never seem to find the time. / Cada ano está ficando mais curto, nunca parece se encontrar o tempo.

Plans that either come to naught or half a page of scribbled lines, / hanging on in quiet desperation is the English way. / Planos que deram em nada ou em meia página de linhas rabiscadas, permanecendo suspenso em um silencioso desespero é o jeito inglês.

The time is gone the song is over, thought I'd something more to say. // O tempo se foi, a canção terminou, pensei que eu tivesse algo mais a dizer.

("Time" - R.Waters, D.Gilmour, R.Wright, N.Mason - 4ª faixa do álbum "The Dark Side of the Moon" - Pink Floyd)

quarta-feira, 29 de dezembro de 2004

the lunatic is on the grass..



(Syd Barrett - em foto de 2002)
Encontrei essa foto no fotolog de uma amiga (fotolog.net/bluesgirl). Bom, pra quem não se situou, esse pacato senhor aí é um dos maiores compositores de música pop que já passou pela face da Terra. Aliás, um dos poucos gênios vivos do Rock and Roll. Foi o responsável pelo desenvolvimento de uma singela estética musical chamada psicodelia. Em resumo, boa parte do que se produziu musicalmente nos últimos 34 anos no terreno da música pop tem influência direta do que esse agora discreto inglês produziu em 4, 5 anos de atividade musical no fim dos anos 60/começo dos 70. Em carreira solo, ou nos "early years" da banda Pink Floyd.
Bom, quem ainda não se situou e quiser saber mais, é só entrar em contato comigo que eu "apresento" o nosso caro lunatic.. hehe.. Música de altíssima qualidade.
Segundo boatos, hoje ele vive com a mãe e trabalha com jardinagem. Um poente digno pra um super-poeta que "pirou" um pouco antes dos pobres demais mortais.

recomendando: "Janela da alma" e um (bom) programa novo

Esse final-de-semana assisti ao documentário "Janela da alma". Excelente. O dito filosofa sobre a visão e sua importância (ou não) para as relações humanas. A melhor parte é a da entrevista com um fotógrafo cego francês... pois é.. e a gente ainda reclama das nossas capacidades. Fiquei abismado. Sem falar nas entrevistas com José Saramago e com o Win Wenders (o cineasta; acho que é assim que se escreve). Enfim, um excelente filme. Recomendo.
No mais, ontem estava assistindo TV (coisa que está ficando cada vez mais rara) na Globo quando tive uma boa supresa. Aquele tal de "programa novo". Achei bem interessante a idéia: um programa que fala sobre como fazer um programa. Não sei pq lembrei do Jerry Seinfeld.. hehe. Mas eu gostei. Aliás, qndo comecei a assistir achei que fosse detestar, pois é da mesma turma de atores que fez aquele "sexo frágil" (eu pessoalmente achava uma merda aquele programa.. hehe). Porém, o programa se superou. Tem um roteiro muito bom, é bem criativo. É daquelas coisas que só se vê em tv paga ou na TV Cultura. Não sei, posso tá sendo meio precipitado (é o primeiro programa).. mas pra média do que está aí na nossa programação televisiva, achei muito bom. Também recomendo.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2004

quem te viu, quem te vê...

Eu encontrei isso num canto de página da Folha de S. Paulo, a mesma que "soltou os cachorros" encima da nossa cara Marta Suplicy. Interessantíssimo como esses dados não apareceram durante o período eleitoral.. hehehe.. e olha que esse é o meu meio de informação preferido...
Bom, eles deixam num canto de página, mas eu vou colocar na página principal do meu blog. Contra-informação é o que há, meu caro(a)!.. hehehe..
-------------------------------------------------
Prefeitura beneficia mais famílias


DO ENVIADO ESPECIAL
Os programas sociais Renda Cidadã e Viva Leite, do governador Geraldo Alckmin (PSDB), atendem menos do que o Renda Mínima e o Leve Leite, da Prefeitura de São Paulo, que até o dia 31 é administrada por Marta Suplicy (PT).
De acordo com a Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social, 60 mil famílias são beneficiadas pelo Renda Cidadã. Cada uma recebe R$ 60 mensais. No próximo ano, outras 40 mil deverão se somar, oriundas do Alimenta São Paulo (distribuição de cestas básicas), que será desativado gradativamente.
O Renda Mínima, da Prefeitura de São Paulo, atende, de acordo com a Secretaria do Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade, a 178 mil famílias, com um complemento médio de R$ 120, segundo a prefeita Marta Suplicy.
Neste ano, enquanto o Estado reservou R$ 43,2 milhões para o pagamento do benefício, dos quais R$ 39,5 milhões haviam sido gastos, a prefeitura tinha uma dotação de R$ 187,6 milhões, mas, até a semana passada, foram pagos R$ 148,9 milhões. O Estado tem uma população de 37 milhões de habitantes, enquanto a capital abriga aproximadamente 10 milhões de pessoas.
Leite
Na distribuição de leite, o programa municipal também é mais abrangente que seu similar promovido pelo Estado. A assessoria de imprensa da Secretaria do Abastecimento da Prefeitura de São Paulo informou que são atendidas 970 mil crianças. Cada aluno das escolas de ensino fundamental recebe dois quilos de leite (o produto é fornecido em pó; cada quilo dá para fazer, segundo a secretaria, 7,7 litros de leite); os da escola de ensino infantil e creche recebem um quilo.
A prefeitura gasta aproximadamente R$ 90 milhões por ano com o programa, que é mantido durante o período escolar. O 1,4 milhão de quilos distribuídos mensalmente é suficiente para 10,7 milhões de litros por mês, ou 97 milhões de litros por ano.Já o Viva Leite, da Secretaria Estadual da Agricultura, deve atender neste ano a 740 mil pessoas, a um custo de cerca de R$ 147 milhões. Segundo dados do Sigeo (Sistema de Gerenciamento da Execução Orçamentária), disponíveis aos deputados na Assembléia Legislativa, o governo do Estado já gastou R$ 131,7 milhões desse valor. O produto é servido in natura, e não em pó, como faz a prefeitura. O Estado deverá distribuir neste ano 130 milhões de litros de leite tipo C, com teor de gordura mínimo de 3%, enriquecido com ferro.
A Prefeitura de São Paulo não tem um programa similar ao Alimenta São Paulo, que distribui cestas básicas a famílias carentes.
(FSP - 27/12/2004 - caderno Brasil - http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2712200403.htm)

quinta-feira, 23 de dezembro de 2004

"rapidinhas" musicais..





("Plastic Fang" -Jon Spencer Blues Explosion- e "R" -Queens of the Stone Age-)
Hoje estava rodando essas duas "figurinhas" na minha vitrola (tb conhecido por toca-cd.. hehe).
Pra quem curte um bom rock and roll de raíz, são duas dicas interessantes. Não é nada novo, mas de extrema qualidade. O da esquerda é de 2002, o da direito de 2000.
Pra quem curte algo numa linha mais Blues, bem cru, Jon Spencer é excelente. Pra mim, esse é um dos melhores álbuns de rock-blues que eu já escutei. O som é guitarra-bateria-voz, não tem baixo. Uma espécie de "proto-white stripes"..hehe. Toques rápidos, básicos. Excelente. Se tem um som que me faz "eletrificar" na hora é esse. Em suma, o essencial do rock.
Já pra quem gosta de algo mais pesado, QOTSA é a banda. Bom, pelo menos pra mim não tem nada melhor que seja ao mesmo tempo pesado (meio metal) e extremamente sofisticado. Tem algumas músicas que até me lembram Beatles. Aliás, acho o som deles um cruzamento de toques a la Beatles com uma "pegada" metaleira. Guitarras pesadas junto com palminhas e vocais trabalhados. Na verdade é isso que me atrai, pois nunca fui um fã de som pesado (generizamente falando). Eles conseguem fazer um som forte sem ter aquela aura, digamos, "messiânica" das bandas de metal..hehe.
Bom, uma boa parte das pessoas que lêem esse blog já tão carecas de saber sobre o som aí decima. Mas para aqueles que não conhecem e gostam de rock, são dois Cds de primeira linha. Não me canso de escutar, muito pelo contrário.

"Antes do verbo, era o silêncio"

Achei excelente essa crônica do Rubem Alves. Faço questão de transcrever aqui. Assino embaixo cada linha. Precisamos aprender a contemplar mais os espaços vazios e o silêncio. É tão simples.. e difícil ao mesmo tempo.
----------------------------------------------------
Ouvir para aprender


Rubem Alves colunista da Folha


De todos os sentidos, o mais importante para a aprendizagem do amor, da vida em conjunto e da cidadania é a audição. Disse o escritor sagrado: "No princípio era o verbo". Eu acrescento: "Antes do verbo, era o silêncio". É do silêncio que nasce o ouvir. Só posso ouvir a palavra se meus ruídos interiores forem silenciados. Só posso ouvir a verdade do outro se eu parar de tagarelar. Quem fala muito não ouve. Sabem disso os poetas, esses seres de fala mínima. Eles falam, sim -para ouvir as vozes do silêncio.
Veja esse poema de Fernando Pessoa, dirigido a um poeta: "Cessa o teu canto!/ Cessa, que, enquanto/ O ouvi, ouvia/ Uma outra voz/ Com que vindo/ Nos interstícios/ Do brando encanto/ Com que o teu canto/ Vinha até nós.// Ouvi-te e ouvi-a/ No mesmo tempo/ E diferentes/ Juntas cantar./ E a melodia/ Que não havia./ Se agora a lembro,/ Faz-me chorar". A magia do poema não está nas palavras do poeta. Está nos interstícios silenciosos que há entre as suas palavras. É nesse silêncio que se ouve a melodia que não havia. Aí a magia acontece: a melodia me faz chorar.
Não nos sentimos em casa no silêncio. Quando a conversa pára por não haver o que dizer, tratamos logo de falar qualquer coisa, para pôr um fim ao silêncio. Vez por outra tenho vontade de escrever um ensaio sobre a psicologia dos elevadores. Ali estamos, nós dois, fechados naquele cubículo. Um diante do outro. Olhamos nos olhos um do outro? Ou olhamos para o chão? Nada temos a falar. Esse silêncio é como se fosse uma ofensa. Aí falamos sobre o tempo. Mas nós dois bem sabemos que se trata de uma farsa para encher o tempo até que o elevador pare.
Os orientais entendem melhor do que nós. Se não me engano, o nome do filme em que vi esta cena é "Aconteceu em Tóquio". Duas velhinhas se visitavam. Por horas ficavam juntas, sem dizer uma única palavra. Nada diziam porque no seu silêncio morava um mundo. Faziam silêncio não por não ter nada a dizer, mas porque o que tinham a dizer não cabia em palavras. A filosofia ocidental é obcecada pela questão do ser. A filosofia oriental, pela questão do vazio, do nada. É no vazio da jarra que se colocam flores.
O aprendizado do ouvir não se encontra em nossos currículos. A prática educativa tradicional se inicia com a palavra do professor. A menininha, Andréa, voltava do seu primeiro dia na creche. "Como é a professora?", sua mãe lhe perguntou. Ao que ela respondeu: "Ela grita...". Não bastava que a professora falasse. Ela gritava. Não me lembro de que minha primeira professora, dona Clotilde, tivesse jamais gritado. Mas me lembro dos gritos esganiçados que vinham da sala ao lado. Um único grito enche o espaço de medo. Na escola, a violência começa com estupros verbais.
Milan Kundera conta a estória de Tamina, uma garçonete: "Todo mundo gosta de Tamina. Porque ela sabe ouvir o que lhe contam. Mas será que ela ouve mesmo? Não sei... O que conta é que ela não interrompe a fala. Vocês sabem o que acontece quando duas pessoas falam. Uma fala e outra lhe corta a palavra -"É exatamente como eu, eu...'- e começa a falar de si, até que a primeira consiga, por sua vez, cortar -"É exatamente como eu, eu...".
Essa frase parece ser uma maneira de continuar a reflexão do outro, mas é um engodo. É uma revolta brutal contra uma violência brutal: um esforço para libertar o nosso ouvido da escravidão e ocupar, à força, o ouvido do adversário. Pois toda a vida do homem entre os seus semelhantes nada mais é do que um combate para se apossar do ouvido do outro".
Será que era isso o que acontecia na escola tradicional? O professor se apossando do ouvido do aluno (pois não é essa a sua missão?), penetrando-o com a sua fala fálica e estuprando-o com a força da autoridade e a ameaça de castigos, sem se dar conta de que no ouvido silencioso do aluno há uma melodia que se toca. Talvez seja essa a razão por que há tantos cursos de oratória, procurados por políticos e executivos, mas não de "escutarória". Todo mundo quer falar. Ninguém quer ouvir. Todo mundo quer ser escutado. (Como não há quem os escute, os adultos procuram um psicanalista, profissional pago do escutar.) Toda criança também quer ser escutada. Encontrei, na revista pedagógica italiana "Cem Mondialità" a sugestão de que, antes de iniciarem as atividades de ensino e aprendizagem, os professores se dedicassem por semanas, talvez meses, a simplesmente ouvir as crianças. No silêncio das crianças, há um programa de vida: sonhos. É dos sonhos que nasce a inteligência.
A inteligência é a ferramenta que o corpo usa para transformar os seus sonhos em realidade. É preciso escutar as crianças para que a sua inteligência desabroche.
Sugiro então aos professores que, ao lado da sua justa preocupação com o falar claro, tenham também uma preocupação com o escutar claro. Amamos não a pessoa que fala bonito, mas a pessoa que escuta bonito. A escuta bonita é um bom colo para uma criança se assentar...


Rubem Alves, 71, que um menininho descreveu como "um homem que gosta de ipês amarelos", e um outro, como "um velhinho que conta estórias", relê bem devagar o "Livro do Desassossego", de Bernardo Soares (Fernando Pessoa), uma obra que nunca se termina de ler.
www.rubemalves.com.br - (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/sinapse/sa2112200415.htm)

domingo, 19 de dezembro de 2004

Placebo no Brasil

Essa notícia é pra deixar a minha amiga Carol W. angustiada (hehe..) :
As casas indies paulistanas já podem preparar sem maiores constrangimentos um "especial Placebo" por semana, daqui até meados de março. Chegou a confirmação nas EMI sul-americanas da bendita vinda para o terceiro mês de 2005 da banda de mr. (?) Brian Molko. Saiu na revista "Les Unrockuptibles" argentina a notícia de que finalmente o Placebo vem excursionar por Chile, Argentina e Brasil.O Placebo é uma das bandas indies mais queridas dos indies latinos. Aqui no Brasil DJs de toda festa de rock é assombrado com o pedido de "Toca Placebo", a versão anos 90 para o "Toca Raul".No Chile, amigo meu jura que a banda é mais popular que o Radiohead. Na Argentina, chamam o grupo de Molko de "o novo The Cure".A primeira vinda do Placebo para estes lados de cá se dá para a promoção da coletânea "One More with Feeling", a compilação de singles de 1996-2004 que acaba de ser lançada no Brasil.O disco traz 17 lados A da banda, tipo as campeãs "Nancy Boy", "Every You Every Me" e "Especial K", além de duas inéditas: "I Do" e "Twenty Years".
A cópia que sai aqui é a inglesa, só com um CD. A americana traz um disco extra de remixes. Tem dez versões dance, como "Special K" remixada por Timo Maas; "Without You I'm Nothing", com David Bowie e mexida pelo Unkle e "Pure Morning", "tratada" pelo Les Rythmes Digitales, entre outras.
E eu fui um ignorante em Placebo todo esse tempo. Só agora estou (re)descobrindo. Aliás, graças a esse ser aí decima que está me abastecendo com as MP3s dela. Por que se dependesse de mim, a preguiça domina.. hehe.. mas estou gostando. É da linha de som que eu sou fã: melancolia, "angústia sonora", letras consistentes. Enfim, música pop de primeira linha.





(Brian Molko e sua trupe)