
Nem sei porque estou escrevendo aqui, estou morrendo de sono. Devia ter ido pra cama, mas precisava comentar sobre isso.
Estava esses dias pensando sobre como eu não consigo mais organizar o meu dia-dia sem ficar fazendo pequenas anotações em bilhetes ou bloco de notas. É bizarro.
Quando chega o fim de noite, como agora, invariavelmente eu pego o bloco de notas e começo a anotar tudo o que eu vou fazer no dia seguinte, ou pelo menos as coisas mais importantes.
Compras no mercado na volta do trabalho, contas pra pagar, e até coisas que eu tenho que fazer aqui no micro. Fica tudo meticulosamente anotado para depois ser riscado impiedosamente quando a coisa literalmente sai do papel (ou da cabeça) e acontece. Essa foto aí emcima, que por acaso virou parte do layout do meu blog, é uma dessas anotações. Anotação de tempos mais radicais, quando ainda procurava emprego e tinha que organizar minha semana inteira nesse minúsculo pedaço de papel.
O fato é que virou rotina. E pior que virei um grande bloco de notas ambulante. Enfio todos os bilhetinhos que escrevo e vou deixando pelo apartamento no bolso da calça quando vou pro trabalho de manhã. A primeira coisa que faço quando saio da empresa é sacá-los do bolso e ir eliminando item por item.
Enfim, pode-se dizer que é natural esse tipo de atitude. Afinal, todo adulto normal tem uma série de coisas pra fazer no dia-dia e que precisam ser organizadas. Foi para isso que inventaram as agendas. Mas não sei, eu ando meio encucado com isso. Principalmente porque comecei com esse costume depois que me mudei para sampa e passei a morar sozinho. Dá uma sensação estranha de que, justamente ao contrário, você não consegue ter um controle sobre a própria rotina.
É provável que seja simplesmente um sinal inequívoco de que eu preciso comprar uma agenda. Mas isso eu não vou fazer. Eu odeio agendas. E também não sei explicar o porquê desse ódio.
Vou dormir.






