terça-feira, 17 de outubro de 2006
A arte de descongelar geladeira
quinta-feira, 12 de outubro de 2006
hasta la (windows) vista, baby..
domingo, 8 de outubro de 2006
scrapbook man

Nem sei porque estou escrevendo aqui, estou morrendo de sono. Devia ter ido pra cama, mas precisava comentar sobre isso.
Estava esses dias pensando sobre como eu não consigo mais organizar o meu dia-dia sem ficar fazendo pequenas anotações em bilhetes ou bloco de notas. É bizarro.
Quando chega o fim de noite, como agora, invariavelmente eu pego o bloco de notas e começo a anotar tudo o que eu vou fazer no dia seguinte, ou pelo menos as coisas mais importantes.
Compras no mercado na volta do trabalho, contas pra pagar, e até coisas que eu tenho que fazer aqui no micro. Fica tudo meticulosamente anotado para depois ser riscado impiedosamente quando a coisa literalmente sai do papel (ou da cabeça) e acontece. Essa foto aí emcima, que por acaso virou parte do layout do meu blog, é uma dessas anotações. Anotação de tempos mais radicais, quando ainda procurava emprego e tinha que organizar minha semana inteira nesse minúsculo pedaço de papel.
O fato é que virou rotina. E pior que virei um grande bloco de notas ambulante. Enfio todos os bilhetinhos que escrevo e vou deixando pelo apartamento no bolso da calça quando vou pro trabalho de manhã. A primeira coisa que faço quando saio da empresa é sacá-los do bolso e ir eliminando item por item.
Enfim, pode-se dizer que é natural esse tipo de atitude. Afinal, todo adulto normal tem uma série de coisas pra fazer no dia-dia e que precisam ser organizadas. Foi para isso que inventaram as agendas. Mas não sei, eu ando meio encucado com isso. Principalmente porque comecei com esse costume depois que me mudei para sampa e passei a morar sozinho. Dá uma sensação estranha de que, justamente ao contrário, você não consegue ter um controle sobre a própria rotina.
É provável que seja simplesmente um sinal inequívoco de que eu preciso comprar uma agenda. Mas isso eu não vou fazer. Eu odeio agendas. E também não sei explicar o porquê desse ódio.
Vou dormir.
segunda-feira, 2 de outubro de 2006
"não sei..."
mother nature´s son (4)
sexta-feira, 22 de setembro de 2006
peroba neles!
quarta-feira, 20 de setembro de 2006
"the dark of the matinee is mine!..."

(Kapranos e platéia - www.estadao.com.br)
E não é papo de fã desmiolado da banda não. O Franz Ferdinand faz um tipo de show raro que poderíamos chamar de a essência do que uma apresentação de boa música pop deve ser. Ao mesmo tempo, não se propõe a revolucionar o mundo, mas também não deixa nem aceita que a música seja algo puramente descartável e pra diversão instantânea.
Eu sempre visualizei a banda como uma mistura sofisticada e explosiva do melhor do "crooner pop" Elvis Presley com a criatividade e descontração dos Beatles. Aliás, uma das minhas músicas favoritas deles, You´re the reason i´m leaving, parece uma junção perfeita desses dois ícones do rock and roll. Pena que não tocaram no show em SP.
Mas em resumo, eu lembro muita pouca coisa da apresentação em si. Como todos lá, estava sensivelmente extasiado e sem muito raciocínio lógico. Lembro dos cabelos da minha amiga Cris "lutando" contra a força da gravidade num vai e vem frenético de pulos dançantes na minha frente. Do Kapranos esguelando lá no telão os refrões de pérolas como The Dark of The Matinee, Michael, Outsiders, This Fire.. essas, na minha opinião, as melhores performances da noite.
A verdade é que celebrações como essa são de tal forma empaticamente bombásticas que fica difícil você fazer uma "análise". E eu também não apareci aqui hoje pra isso. A postagem é única e exclusivamente pra deixar registrado que o Franz Ferdinand é uma puta banda, e que eventos como esse tem uma singularidade que nos deixam eternamente agradecidos. Seja pela música, pelos amigos, ou pela junção mágica das duas coisas.
sábado, 9 de setembro de 2006
"Lime and limpid green the second scene..."
Hoje a noite assisti a um show cover muito bom. Na verdade a banda que fez a performance não é uma banda cover, mas fez um excelente show cover. O pessoal do Violeta de Outono (foto ao lado) tocou num tributo ao guitarrista Syd Barrett, do Pink Floyd, dentro de um festival chamado "Poeira Zine Fest" (na verdade são três shows, não sei se isso chega a ser um festival).Eu fui na fé de que seria um show "na faixa", mas cheguei no local e descobri que teria que desembolsar R$10,00. Fiquei um tempo refletindo sobre a indagação "será que vale a pena?". Nunca tinha escutado essa banda antes, muito menos fazendo cover. Mas valeu, e muito.
Eu arriscaria dizer que foi o investimento de 10 pilas mais "rentável" que eu já fiz na minha vida. O show valeu os 10 e ainda sobrou. Fizeram uma apresentação extremamente fidedigna pra nenhum "floydmaníaco" botar defeito. Sem falar que o ambiente (local do show) dava um clima a parte, com a banda fazendo o show num mini-teatro que era meio como um "buraco" onde a platéia podia ver de cima. "Nerds" e afins se ajeitaram e curtiram 1 hora e 40 e poucos minutos de um rock and roll de altíssima qualidade.
Eles abriram com uma performance matadora de Astronomy Domine. Tocaram o clássico The Piper at the Gates of Dawn de cabo a rabo. Conseguiram recriar aquele climão art-rock psicodélico com competência. Foram seguindo com várias canções da carreira solo do nosso amigo Syd aí do lado e mantendo o nível. A versão para Terrapin ficou muito boa. Mandaram ver também em Octopus (uma das minhas favoritas) e Baby Lemonade (excelente). Só senti falta de Apples and Oranges e Dominoes. Em compensação, eles tocaram algumas que eu não conhecia e que já serão alvo de uma pesquisa bem detalhada para trazê-las ao meu acervo.

