sexta-feira, 17 de novembro de 2006

procura-se


Uma piscina olímpica (ou assemelhada), no centro de São Paulo, de preferência termocontrolada, em alguma academia (ou clube, que não seja a ACM, porque o preço está fora de cogitação), com uma mensalidade barata e acessível ao bolso de mortais assalariados, visando uma necessidade imperiosa que este blogueiro tem de nadar novamente. Quem souber de algo, por favor, entre em contato. Deixe seu comentário aqui, ou um e-mail (quem o possuir). Pois eu andei, andei, andei, e andei.. e não achei nada no coração da paulicéia.

foto: http://galerias2.lne.es/

quarta-feira, 15 de novembro de 2006

vida de solteiro

São interessantes as peculiaridades inerentes a vida de solteiro, especialmente se você for homem. Talvez seja a única oportunidade que você poderá ter na vida de fazer com que uma lata de leite condensado perca a validade.

Convenhamos que tem que ser bom pra fazer isso. As que estão na minha dispensa venceram a 3 meses, e só me dei conta disso hoje quando tive a idéia muito oportuna de fazer uma panela de brigadeiro. Resultado: fiquei "a ver navios".

Sem falar em outras coisas bizarras que acontecem dentro da geladeira e que você só se dá conta quando resolve promover uma "expedição" lá dentro. Você se sente o verdadeiro Amyr Klink se aventurando entre icebergs e geleiras de onde surgem seres até então desconhecidos e não catalogados pela espécie humana.

Mas é legal. Ter a experiência de ser responsável sozinho por uma miríade (muito chique isso) de tarefas que antes eram compartilhadas com seus familiares é algo que só te deixa uma pessoa mais "forte" (com aspas sim) e segura de si mesmo. Afinal, esse é o derradeiro caminho a se percorrer pra buscar o sentido de toda a "gororoba" que é a vida.

quarta-feira, 8 de novembro de 2006

pára-raios

Hoje eu estava pensando em como energias negativas afetam a nossa vida, nosso humor, e muitas vezes até a nossa saúde. Eu não sou um sujeito místico (longe disso), mas acredito que o cérebro humano é um instrumento poderoso pra fazer as coisas acontecerem, "pra cima" ou "pra baixo".
Notei também que eu tenho uma séria dificuldade em lidar com isso. Volta e meia eu percebo que viro alvo de muitas energias negativas, por uma série de motivos as vezes perceptíveis, outras não. No âmbito do trabalho em especial, eu comecei a sentir isso. Apesar de eu ser um sujeito de personalidade contraída e ficar "na minha", sempre existem aquele "fluxo" de energia negativa que te acerta em cheio. Talvez o ambiente competitivo do meu trabalho atual ajude nisso, mas é algo que qualquer meio em que mais de meia dúzia de pessoas se reúnem produz.
Existem pessoas que tiram de letra, mas eu tenho uma tendência a absorver essas coisas. Tipo um pára-raios humano. O que é um péssimo negócio. Isso também no que se refere as amizades, também causa estragos, e acaba te desequilibrando.
Mas enfim, conforme a gente vai "crescendo" e amadurecendo vai lidando melhor com fatores como esse, mesmo que a sua personalidade jogue sempre contra. Bom, um dia eu chego lá.

empty spaces dicas: "The Fool on the Hill" (1967)

("Macca", the fool..)

Day after day alone on the hill,

The man with the foolish grin is keeping perfectly still,

But nobody wants to know him,

They can see that he's just a fool,

And he never gives an answer,

But the fool on the hill

Sees the sun going down,

And the eyes in his head,

See the world spinning around.

Well on his way his head in a cloud,

The man of a thousand voices talking percetly loud

But nobody ever hears him,

Or the sound he appears to make,

And he never seems to notice,

But the fool on the hill . . .

Nobody seems to like him

They can tell what he wants to do.

And he never shows his feelings,

But the fool on the hill . . .

("The Fool on the Hill" - J.Lennon/P.McCartney)

Canção singela alocada na segunda faixa do álbum beatle "Magical Mystery Tour", de 1967. Álbum levemente renegado, mas uma verdadeira pérola da música pop.

Bom, todo mundo tem (ou pensa que tem) uma música favorita. Aquela canção que nos personaliza em forma de melodia. A minha é essa.

Toques leves e solitários no piano, uma letra introspectiva, que discorre sobre os sentimentos e pensamentos de um homem fechado em si mesmo. Uma montanha, um olhar distante, o sol. São sempre as imagens que vem a minha cabeça. E que já vinham muito antes de eu conhecer o clipe da música.

Não sei porque sempre quando escuto ela lembro do início da minha adolescência. Do tempo quando comecei a me interessar por música, e talvez o começo de uma busca em entender quem realmente sou eu (mesmo que inconscientemente).

O tempo passa, e essa música sempre ganha um significado novo pra mim, ao mesmo tempo que mantém aquele sentimento essencial de quando a ouvi pela primeira vez.

No meu repertório auditivo, é uma canção especial. Talvez por sintetizar de uma forma lírica e melodicamente bela aquela simplicidade de visão de mundo que, cedo ou tarde, nós descobrimos que é essencial para levar uma vida autêntica.


quarta-feira, 1 de novembro de 2006

Desciclopédia

Artigo: "Cheiramento de Gatinhos".
Cheiramento de Gatinhos: Prática ilegal muito difundida em países tropicais, subtropicais, intertropicais, atropicais, picais e New Jersey. Consiste em fumar um cigarro artesanal, feito de pêlos de gatos, o quê leva a pessoa afetada à experimentar variados sintomas como: estado de euforia ("Brasil é o país do futuro"), alucinações ("Eu vi um político honesto! EU VI!"), e, posteriormente, larica ("Tô cum fome, mamãe!").
Uma espécie especial de gatinhos (pequenos, peludos e fofinhos) é criada em milhares de fazendas espalhadas pelo
Brasil (que é o principal produtor e exportador). Os gatinhos têm seus pêlos escrotais retirados com uma pinça, um a um. (existem alguns que preferem cheirar os felinos inteiros também) Os pêlos são então lavados, secos e prensados em forma de tijolos de mais ou menos 1Kg. Para uso, utiliza-se uma parte do tijolo, que é colocada em papel de fumo e enrolada. Para fechar corretamente o cigarrinho, deve-se utilizar saliva, também conhecida como cuspe. Após, acende-se o cigarrinho e fuma-se tranquilamente, tomando o cuidado para não ser pego pela polícia (que com certeza vai querer uma tragada!).
Indicação da amiga Jacyra, esse site é muito bom, a Desciclopédia. Uma versão "trash" e politicamante incorreta da eficiente Wikipedia.
Eu dei muita risada com artigos como o da banda Pink Floyd que foi definida como "a banda que lançou a moda emo" juntando uns caras que "ficavam bem loucos de ácido ou maconha ou cocaína ou morfina ou qualquer outra droga que existia", e depois "pegavam os instrumentos e tentavam fazer barulho". Ou na descrição da revista Veja que é definida como a revista "Inveja" e que tem entre suas finalidades "espalhar as maravilhas do liberalismo, e fazer os brasileiros desregulamentarem a economia e admitir que petistas são demônios. Para isso, ela usa de grandes e renomados jornalistas, como por exemplo o infame (!) Diogo Mainardi". Tem ainda o elenco dos itens que caracterizam um sujeito "indie", definido como "coisas de um indie(ota)", entre outras:
-Filmes babacas (que eles fazem de conta que são complexos e inteligentes). Ex.: Pocahontas, Amelie Poulain e filmes do Quentin Tarantino, Stanley Kubrick e outros diretores babacas.
-Nutella.
-Café.
-Suco de limão com meio pingo de vodka (pra fazer de conta que são bêbados malandrões da night).
-Cigarro com aroma de café, limão, vodka, laranja, creme de papoulas chinesas, e outros "cigarros saudáveis".
-Falar putarias e não fazer. Ex.: "você é um tesão", "chupa que eu dirijo", "pega na minha benga", mas não come a mulher nunca. E se for mulher não esconde a vontade de dar.
-Expressões clichês tipo: "Mainstream!!!", ou "OMG, tive um déja vu x)", etc. "Rock Retrô".
-Pseudo-Arrogância. Pseudo-sarcasmo. Ironia não-inteligente. Ex.: "Às vezes fazer uma idiotice pode ser uma terapia."
-Grosseria desnecessária. Isso se deve ao fato de que Indies são todos losers mal-comidos.
-Adidas.
-Franja Playmobil.
-Óculos de aro grosso (muitos deles sem grau).
-Calça apertada e cinto zebra/onça/rebite.
-Perfil do orkut com quase nenhuma informação (porque isso é cool tá, gente).
E por aí vai. Minha diversão desde ontem à noite tem sido procurar por artigos temáticos no site. Já encontrei coisas pra lá de bizarras. E o legal é que os ditos artigos vem com "alertas" como "esse artigo contém verdades" ou "este artigo é medíocre".
Enfim, o que não falta é bom humor, e uma bela dose de sarcasmo e irônia. Recomendo o dito sítio virtual para todos os leitores corajosos desse blog.

segunda-feira, 30 de outubro de 2006

apenas um "eco-texto-chatinho"..

Achei muito legal e interessante esse texto publicado na Folha de SP desse domingo passado, falando sobre a questão da transgenia no meio ambiente. Com a devida vênia, vou deixar publicado aqui. Não só por ser muito bem ponderado, como pelo fato de bater muito com o ponto de vista que eu tenho sobre a questão:
Orgânicos X Transgênicos: A gente não quer só comida
JOSÉ AUGUSTO PÁDUA ESPECIAL PARA A FOLHA

A ciência descobre, a tecnologia executa, o homem obedece." As palavras escritas no portal da Feira Mundial de Chicago, em 1933, sintetizam a postura submissa que ainda caracteriza a relação de importantes setores da opinião pública contemporânea com as inovações tecnológicas.
No vazio das antigas certezas religiosas, a ciência tornou-se para muitos a única fonte confiável de verdade. É irônico observar, porém, que o próprio movimento da modernidade global age no sentido de dissolver a aura de devoção construída em torno do complexo ciência & tecnologia.
O número cada vez maior de pessoas escolarizadas, a velocidade e a intensidade dos meios de comunicação, o estabelecimento de múltiplos espaços para o confronto de opiniões vêm contribuindo para gerar sociedades que discutem cada vez mais seu presente e futuro.
O que está sendo discutido, na verdade, não são os limites da ciência, mas sim o alcance da democracia na alta modernidade. Nesse sentido, a surpreendentemente forte reação de diversos atores sociais aos alimentos transgênicos, especialmente dos consumidores europeus, representa um caso paradigmático.
A pressão democrática para que a produção de organismos geneticamente modificados seja debatida de forma intensa e transparente, com uma moratória no seu uso, contribui para dar visibilidade aos condicionantes econômicos que controlam grande parte da atual pesquisa técnico-científica.
E serve também para expor o uso da ideologia da pureza do progresso científico como instrumento para justificar decisões empresariais fundadas em objetivos bem menos etéreos, tais como o aumento dos lucros e o controle dos mercados.
Princípio de precaução.
Não se trata de coibir a pesquisa acadêmica. O esforço de politização das novas tecnologias, com exceção de algumas poucas vozes especialmente radicais, não passa pela defesa de uma censura da investigação teórica ou experimental.
O problema está na difusão social precoce, por motivos calcados essencialmente na busca por poder econômico, de técnicas perigosas que ainda estão sob intenso debate científico. Ou seja, uma clara violação empresarial do chamado "princípio da precaução", que estabelece, diante da incerteza, que não se devem adotar atividades ou técnicas cujas conseqüências, se negativas, podem ser irreversíveis ou além da nossa capacidade de controle.
Os organismos geneticamente modificados, na medida em que são seres vivos, podem mesclar-se com outros organismos e penetrar nas cadeias ecológicas planetárias, reproduzindo-se de forma descontrolada. É tolice, pois, associar os transgênicos à modernidade e os orgânicos ao arcaísmo.
No setor da produção orgânica, por exemplo, que está crescendo como uma alternativa ao modelo transgênico, existe hoje um grande investimento científico. Não se trata de aceitar passivamente os movimentos da natureza, mas sim de buscar ativamente, por meio de um conhecimento ecológico fino e sofisticado, formas de potencializar a produtividade e a capacidade de sustentação das lavouras.
Mas seria ingênuo supor que a polarização entre transgênicos e orgânicos esteja fundada em uma disputa apenas técnico-científica. Trata-se, mais do que tudo, de uma questão de poder. A agroecologia, por suas características concretas, não facilita a concentração de poder assim como não favorece o estabelecimento de monopólios, patentes e pacotes tecnológicos.
A gestão ecológica da agricultura requer desenhos locais, que dialoguem com as condições específicas de cada domínio do território. Seus insumos, além disso, são renováveis e recicláveis.
No núcleo da pressão pelos transgênicos se encontra a fome de poder de um número restrito de enormes conglomerados empresariais, que, no limite, buscam usar as novas tecnologias para dominar a oferta de sementes e reduzir a autonomia dos agricultores e, por extensão, das sociedades.
É assustador imaginar um futuro em que algo tão vital como as sementes -assim como as fontes da alimentação em geral- estejam nas mãos de pouquíssimas corporações.
O consumidor, ao optar pelo que comer e por qual modelo favorecer, pode estar fazendo política no mais alto grau.


JOSÉ AUGUSTO PÁDUA é professor do departamento de história da Universidade Federal do RJ e autor de "Um Sopro de Destruição".

fonte: FSP (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/fs2910200612.htm)

terça-feira, 17 de outubro de 2006

A arte de descongelar geladeira

Esse último domingo foi revelador. Basicamente explicitou que o meu lado espiritual "amélia" é ainda muito pouco desenvolvido. Enfim, levar por volta de 10 horas pra descongelar uma geladeira não é algo normal.
Tá certo que fazia uns 5, 6 meses que o dito refrigerador não era descongelado (calma que é só um cálculo aproximado), mas isso não é desculpa. Esse tipo de tarefa doméstica é meio que um "ritual de aprovação" para o domínio do mundo dos afazeres domésticos. Se você consegue descongelar geladeira, você lava louças, lava banheiros, cozinha, passa roupas, varre o chão, faz tudo.
Fazendo uma análise holística da situação, acho que fui reprovado. Fiz uma pequena bagunça na cozinha, "lambuzei" o chão, sem falar de outras cagadas comprometedoras.
Em resumo, é uma arte. Dominar um eletrodoméstico que lentamente e de forma temperamental e aleatória começar a "vazar" água é coisa pra poucos e entendidos. Tarefa ingrata, e que demando muita paciência. Está provado (olha o trauma).

quinta-feira, 12 de outubro de 2006

hasta la (windows) vista, baby..

Estava eu folheando a Folha (putz!) quando me deparei com uma reportagem comentando sobre a nova versão do sistema operacional Windows. Tudo leva a crer que será um belo de um mico, se for vendido do jeito que está. Olhem só as observações:
">>TRANSIÇÃO: vários programas atuais terão problemas para funcionar no Windows Vista. No site, há uma lista com softs incompatíveis com a versão RC1 do novo sistema. Alguns não podem ser instalados, outros tem limitações.
>>SEGURANÇA: Além da polêmica dos antivírus da Symantec e da McAfee, programas de proteção populares como o AVG, o Kaspersky Anti-Virus e o Avast! Home Edition apresentaram problemas. O firewall ZoneAlarm Pro 6.5 também não funcionou bem.
>>EDIÇÃO: O Photoshop CS2 e o editor de vídeos Premiere Pro, ambos da Adobe, estão na lista de softs incompatíveis.
>>GRAVAÇÃO: O pacote Ahead Nero não é instalado corretamente no Vista. Quem tentar usar o Burning Rom encontrará problemas.
>>TOCADORES: O iTunes tem problemas com o recurso iPodService.
>>GAMES: Os famosos RPGs on-line City of Heroes e Second Life não funcionaram na versão de 32 bits nem na de 64 bits do Vista."
(fonte: Folha de SP; 11/10/2006; p.F2)
Ou seja, 80% dos programas e aplicativos mais populares que rodam no Windows atual vão "dar pau". Que beleza hein?!..