sábado, 19 de maio de 2007

Vader na Rolling Stones

(edição de maio)

Fazia tempo que não vi uma capa de revista tão boa como essa. Aliás, já faz um tempinho que eu estou pra "rasgar uma seda" pro pessoal da versão tupiniquim da Rolling Stones aqui. A revista é bem editada, tem reportagens muito boas, críticas idem. Tudo muito bem feito, e gostoso de ler.


Além de ter "recheio". E não de publicidade, mas de conteúdo mesmo. Coisa rara nas revistas atuais. Eu diria que é a única revista atualmente que eu compro e leio mesmo. Sem medo de errar no gasto do dinheiro. Alías, tem um ótimo custo-benefício. Você paga realmente pelo que leva. Parabéns ao povo que edita, produz e publica essa firula.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

empty spaces dicas: "Icky Thump" na veia


I-E
Icky thump
Who'd've thunk?
Sitting drunk on a wagon to Mexico

Oh yeah, what a chump
Well, my head got a bump
When I hit it on the radio

Redhead señorita
Looking dead, came and said
"Need a bed?" en español

Said "Gimme a drink of water
I'm gonna sing around the collar
And I don't need a microphone"

Icky thump
With a lump in my throat
Grab my coat
And I was freaking
I was ready to go

And I swear, besides the hair
She had one white eye, one blank stare
Looking up, lying there

On the stand near her hand
Was a candy cane, black rum, sugar cane
Dry ice and something strange
La la la la la la la
La la la la la la la

White Americans, what?
Nothing better to do?
Why don't you kick yourself out?
You're an immigrant, too

Who's using who?
What should we do?
Well, you can't be a pimp
And a prostitute, too

Icky thump, handcuffed to a bunk
Robbed blind, looked around
And there was nobody else

Left alone, I hit myself
With a stone, went home
And learned how to clean up after myself

("Icky Thump", by White Stripes)

Eu já estava enrolando faz um bom tempo, mas finalmente baixei o novo single do White Stripes. E baixei no momento ideal. Fim de férias. Caiu como uma luva. Junto com Oasis, os irmãos White Stripes conseguem sempre me botar pra cima. Pra variar, eles não fugiram a regra de sempre lançar singles classudos. Coisa fina, de primeiríssima linha.

Bom, pra quem ainda desconhece, assim como a banda dos outros irmãos (os Gallaghers), a dupla faz um rockão conservador, sem grande novidades. Mas é aquela história, tradicional "pero" com qualidade, "siempre". Porém, eles investiram numa "pegada" mais pesada dessa vez. Apesar disso, não escorregaram pro "metaaaaaaaaaaal", como diria o vocalista do Massacration (graças ao bom pai!).

Nosso amigo Jack White sabe como poucos (diria que só ele, praticamente) fazer um "blues-punk nervosão" sem ficar apelativo. É daquelas seletas bandas que eu boto na vitrola com uma freqüencia quase diária. Pra se ter uma idéia, estou repetindo esse single no media player já faz uma meia-hora, sem parar. Tenho certeza que vou chegar amanhã no trabalho escutando esse MP3 a todo vapor nos ouvidos.

Recomendação absoluta pra tudo e todos. Dá pra baixar fácil a música nesse link (postagem dia 09/05): Indie Rock. Enjoy it!

Agora é esperar pelo álbum.

letra: http://lyricwiki.org/
img: http://www.yottamusic.com/

segunda-feira, 14 de maio de 2007

"por favor, algum médico entre os passageiros?"

Minha volta de viagem de Brasília dessa vez foi assaz emocionante. Tudo começou na capital federal, onde o meu vôo atrasou mais de meia-hora. Estava programado pra sair às 13:45h. Pelo que me lembre eram 14:20h e eu não tinha embarcado no avião ainda. Pelo menos me garanti, pois saí um pouco atrasado da casa dos meus pais pro "check-in" de embarque e estava com medo de perder o dito cujo (eu ainda demoro pra assimilar que embarcar em um avião é diferente de embarcar em um ônibus).

Dessa vez peguei um piloto arrojado (ou imprudente, dependendo do ponto-de-vista) que logo que saiu do chão fez uma curva pra direita que deu calafrios. Parecia que estava pilotando um caça. Mas o cara era bom (descobri depois vendo o telejornal que vários pilotos pousaram vôos destinados ao Congonhas em Guarulhos porque estavam com medo de pousar na pista auxilar do primeiro - a pista principal estava em reforma e causou mais um pequeno caos no tráfego aéreo paulistano), não arregou de pousar na pista traiçoeira do Congonhas.

Justamente por causa dessa bagunça no Congonhas, chegando em SP, o piloto teve que ficar sobrevoando a cidade por uns 15 minutos até conseguir autorização pra pousar. Resultado: teve gente que começou a passar mal lá em cima. Enquanto degustava uma saborosa barrinha de goiabinha, a aeromoça atacou no fone: "senhores passageiros, sua atenção por favor, se houver algum médico presente favor comparecer à traseira da aeronave portando o seu CRM...".

Na hora, surgiram dois pensamentos na minha cabeça. Primeiro: e se alguém sofresse algum mal súbito sério em pleno vôo e não houvesse médico a bordo? Eu não tinha me dado conta de que não existem médicos na tripulação. Segundo: eu fiquei imaginando a bizarra hipótese da solicitação de um advogado lá nas alturas (??), algo no estilo.. "senhores passageiros, sua atenção por favor, se houver algum advogado presente favor comparecer...". Enfim, deixa pra lá (pensar besteira é uma arte).

Eu vi que o médico foi e voltou lá pra atrás. Não sei bem se ele atendeu algum dos passageiros ou não. Só sei que logo após o pouso ele foi solicitado denovo, dessa vez com mais veemência: "por favor, algum médico entre os passageiros?". E dessa vez não foi pelo fone, foi no gogó mesmo. Uma moça que estava sentada um pouco atrás de mim começou a respirar com dificuldade e a passar mal.

Mas o que mais me impressionou foi a insensibilidade geral dos passageiros com a situação. Enquanto desenrolava o atendimento médico o avião estava taxiando e acoplou pro desembarque. Pelo procedimento, a moça teria que ser retirada antes dos demais passageiros, por motivos óbvios. Mas isso causou uma comoção à bordo. Um político de relativo renome que estava à bordo levantou a voz e começou a reclamar que não havia motivos pra segurar os passageiros e pra toda aquela demora (justamente quem tinha que dar o exemplo, patcha que la paria!). Isso com o apoio de todos os demais passageiros, que começaram um murmurinho e a falar mal dos tripulantes (essa é a elite do nosso maravilhoso país, hein?).

Nesse ínterim, mais uns 10 minutos de atraso. Saí do avião e já eram mais de 16:20h. E fui curtir o friozinho paulistano, pegando o busão urbano (mais 1 hora de poltrona) de volta pra casa. Talvez tivesse motivo pra reclamar de tudo isso, mas não me senti assim. Só fiquei pensando naquela mocinha que respirava fundo (com dificuldade) e gemia no fundo do avião. Soube depois que ela ainda teria que encarar mais algumas horas de viagem até Piracicaba.

"She Came in Through the Bathroom Window" (um novo capítulo?)

(será ele o novo namoradinho da vaca?.. suspense..)

* o nosso amigo da foto exigiu que os valores advindos do direito sobre imagem sejam doados ao sindicato dos gados pra abate do estado de São Paulo; documentação registrada em cartório sob o nº 33.694.936.958.201.555.078.374.665-87-A, tomo 29, livro III.

foto por Cristina Traskine.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Urânia City: Tatooine - 20°14'46'' sul, 50°38'35'' oeste

Um relato pela nativa e moradora ilustre, mestre jedi Cristina Traskine. Aqui: She´s so high.

Homem-Aranha não é nerd, é emo!


Nada contra os "emos", mas foi bem decepcionante saber disso. Só pra constar, não sou fã do personagem, nem muito fã de filmes feitos com base em estórias em quadrinhos, mas fui ao cinema conferir a última aventura do Peter Parker.

O filme em si não é ruim. Contudo, não chega a ser algo que saia daquela normalidade muitas vezes entediante dos roteiros dos "blockbusters" norte-americanos. Pior que eu não lembro direito do primeiro filme da série (o único que eu tinha visto até então) pra poder fazer uma comparação.


Uma olhadela na película acaba valendo a pena e sendo agradável pelos excelentes e bem caprichados efeitos especiais e pela forma carismática como Tobey Maguire interpreta o super-herói. Talvez o mais humano dos super-heróis, um fotógrafo "nerd" que tinha tudo pra levar uma vida extremamente sem graça e monótona, não fosse a sua "missão". Esse filme, aliás, aposta forte como base do roteiro nessa "humanidade" diferencial. Levando o homem-aranha a entrar em uma crise de personalidade ao ter que lidar com seus contraditórios e muitas vezes sombrios sentimentos. Esse é o mote da história.

O que eu sinceramente não esperava era que em certa altura do campeonato o comportado e desengonçado "nerd" nova-iorquino fosse virar um atormentado "emo" buscando sarna pra se coçar. Mas logo eu me lembrei que filmes precisam ser vendidos, e que os "emos", assim como os "nerds", são um público-mercado (novo) a ser explorado.

De uma forma geral, o filme segue interessante de se assistir até um pouco depois da metade, quando o roteirista tenta "amarrar" a história e esmerdeia tudo. O final do filme é um dos mais clichês que eu já vi, mesmo para os padrões hollywoodianos.

Eu paguei meia-entrada, mas mesmo assim, acho que vale uma inteira (ingresso). Se você busca diversão cinematográfica leve e supérfula, é uma boa pedida.

img: http://www.icicom.up.pt

quarta-feira, 9 de maio de 2007

adiós amigos!

(cafézinho fresco do sítio do Mirtão, preparado pela Dona Maria)

Fazia um bom tempo que eu mesmo não preparava o meu café. Com esse friozinho que baixou em São Paulo, aproveitei pra voltar à ativa. Bem descalibrado, por sinal. Ficou sensivelmente fraco e sem açucar o dito cujo.

Nos últimos meses, estava vivendo a base de chá verde no quesito bebidas quentes cafeinadas. E recentemente notei que, apesar de saudável, a bebida dos monges budistas vinha me dando dor de cabeça, literalmente falando. Talvez seja a quantidade, duas canecas de chá seguidas num curto lapso temporal pode ser um exagero (levando-se em conta que o chá que eu compro é "orgânico"). Ou talvez seja algum tipo de simples rejeição química mesmo, sei lá (mas lógico que eu não vou deixar de ingerí-lo de vez enquando).

Também descobri que precisava me desfazer dos meus saquinhos de "porções individuais" (p/ uma xícara) de café instantâneo, os sobreviventes (são de uma antiga promoção da Nescafé, onde você comprava 30 envelopinhos e ganhava de brinde uma xícara, algo assim). Ontem à noite me deu vontade de tomar um, e providencialmente acabei olhando de relance a validade e descobrindo que a dita expirou em agosto do ano passado (!).

Na verdade, eles foram um antigo presente, e possuiam um certo valor afetivo pra mim, mas... não podiam continuar apenas ajudando a enfeitar a minha fruteira, ocupando espaço, e estragando aos poucos. Eram gostosos, apesar da pré-fabricação. Caíam como uma luva para aqueles momentos em que o paladar pedia algo com um certo "azedume" industrial. E não foram poucos. Companheiros de boas batalhas, internas e externas.

Enfim, adiós amigos!

terça-feira, 1 de maio de 2007

Urânia City: Tatooine, here I am

(jardim da morada de mestre Traskine, in a sunny sunday)

Por enquanto, só pra registrar: promessa é dívida, e cá estou eu. Postando ao som da buzina do trem carregado de soja que passa na rua de trás, dos pássaros cantando na bela árvore que registra tudo no portão frontal, da voz do Fran Healy cantando "Side" ali atrás na televisão, do cheiro gostoso do almoço caseiro sendo preparado, e do sentimento especial da amizade simples, profunda, verdadeira, e sem limites. Como diria meu pai, a vida é bela. E não há como botar essa afirmação em discussão. E eu sou apenas um aprendiz, no mundo das vivências autênticas.