quinta-feira, 21 de junho de 2007

yada, yada, yada? (2)

Ainda sobre o seriado "Seinfeld", minha amiga Carol gentilmente indicou um link pra baixar o livro relacionado à serie do famigerado comendiante:

Jerry Seinfeld, o melhor livro sobre o nada

Uma boa opção pra fãs do "enlatado". Quem sabe eu não crie coragem e leia também.

empty spaces dicas: Cachorro Grande (ao vivo)

(Cachorro Grande)

Eu queria escrever um texto legal aqui mas tô com muito sono pra isso. Só pra deixar registrado, que depois de muito atraso, eu fui conferir a banda Cachorro Grande ao vivo. Sinceramente, é bem melhor (e animado) do que eu achava que fosse. Isso porque eu já tinha uma idéia de que o dito cujo (o show) era bom, e bem animado.

O vocalista Beto Bruno é provavelmente um dos melhores "frontman" do rock and roll nacional atualmente. Um roqueiro que sabe ser ao mesmo tempo "badboy", divertido, simples, simpático, e "blasè" (na frente do palco). Poucos roqueiros conseguem criar essa química. Aliás, esses adjetivos cabem bem para a banda como um todo.

Depois de ter assistido a performance eu pude confirmar por definitivo, que, junto com o Ira!, são as duas melhores bandas de rock brasileiras em atividade. Por sinal, eu acho as duas bandas muito parecidas, na proposta sonora e na "filosofia" roqueira. Algo que busca aquele meio termo entre ser musicalmente autêntico e razoavelmente popular.

img: http://revistatrip.uol.com.br/

sábado, 16 de junho de 2007

yada, yada, yada?

(George Constanza, Elaine Benes, Cosmo Kramer, e Jerry Seinfeld)

O orgasmo feminino é como a batcaverna. Poucas pessoas sabem onde fica. E se você tiver a sorte de encontrar, provavelmente não saberá como chegou lá.. e não vai saber voltar depois (...).
Há dois tipos de orgasmos femininos. O real e o falso. E vou lhe dizer uma coisa: um homem não sabe distinguir. Não sabemos. Para os homens, sexo é um acidente de carro.. e determinar o que é o orgasmo feminino é como perguntar.. "O que você viu depois de perder o controle do carro?". "Ouvi ruídos de derrapagem.. lembro que passei para o outro lado da pista.. e, no final, fui jogado para fora do carro."

(Jerry Seinfeld)

E hoje eu comprei "clandestinamente" a 5ª temporada do "Seinfeld" (o seriado). Dinheiro (curto) pra lá de bem investido. Nem os títulos do tesouro americano são páreos em confiabilidade pra um investimento como esse. Pena que vocês não possam visualizar a minha cara de felicidade nesse momento.

img: http://employeecomedy.typepad.com/

sexta-feira, 15 de junho de 2007

como se desestressar em São Paulo em 120 minutos

É possível. Porém, não é simples, requer um forte poder de concentração e muita força de vontade.

Estou falando do final de tarde em São Paulo ("hora do rush") numa sexta-feira, com o metrô fechado em plena Avenida Paulista. Quem conhece essa cidade, já conseguiu visualizar e "sentir" o grau do estresse do qual estou falando.

Eu sinceramente não sei o que aconteceu. Ouvi alguns comentários de alguma relação com a greve, outros de que teria faltado luz no metrô, e outros ainda dando conta de um problema nas linhas. O fato é que sem metrô a Paulista vira um inferno. Um verdadeiro formigueiro de "baratas tontas" tentando achar uma forma de ir embora. Ônibus lotados, calçadas lotadas. Um porre.

Como sempre faço, saí do meu trampo e parei no "Tenda Paulista" pra deglutir uma dupla das sagradas e deliciosas esfihas de carne de lá. É religioso. Contando no relógio, isso era por volta de 17h45min. Tudo tranquilo, tudo na santa paz. Passei pra pagar algumas contas no banco e segui em direção ao ponto de ônibus do cruzamento com a Rua Consolação.

Já na rua, percebi que algo estava fora do normal. Mais gente que o normal, Gente falando mais que o normal. Cheguei no ponto e pude visualizar aquela horda de paulistanos ávidos pra voltar pra casa. Fiquei um tempo por ali e vi que a coisa estava desumana. Não tinha um ônibus que não passasse e levasse o povo feito sardinha enlatada. Saquei o "plano B", fui pegar o ônibus na Bela Cintra, aí o problema foi que não passava ônibus. Desisti denovo. Segui para o "plano C" e fui pro metrô consolação (nessas alturas eu ainda não sabia do problema no metrô): estação fechada, e aquele povo subindo e descendo procurando informações. "Plano D", uma tentativa suicida de pegar algum ônibus ali na Paulista mesmo, desisti rapidamente depois que visualizei o ponto do Trianon-MASP.

Nessa altura do campeonato, a incipiente dor-de-cabeça que me incomodava no trabalho virou uma tempestade intracraniana que começou a fazer meu cérebro pulsar. Estava começando realmente a me sentir mal. Lembrei do "plano E" e desci em direção à Av. 9 de julho, para uma última tentativa. Foi só descer a ladeira atrás do MASP e já deu pra ver a dita avenida com o trânsito todo parado e os pontos de ônibus cheios. Pra ajudar, naquele exato momento acabou a bateria do meu MP3 (o salvador dos meus fins de tarde).

Poderia ter seguido por ali, mas aí que veio a "iluminação". Eu já estava a "ponto de bala", cansado, com minha cabeça "rachando" e super-estressado depois de uma sexta onde só escutei cobranças no trabalho. Enquanto encarava a subida de volta à Paulista comecei a lembrar de uma reportagem que vi na TV falando sobre as principais situações de risco pra um AVC (Acidente Vascular Cerebral), e a lembrar também do histórico cardíaco e de pressão alta da minha família. Eu comecei a matutar, matutar e cheguei a conclusão de que não iria "surtar" por causa daquilo. A decisão final: eu não fui embora. Atendendo a pedidos da nossa caríssima ministra Marta Suplicy, eu resolvi "relaxar e gozar". Enfim, passar o começo da noite ali na avenida mesmo até que as coisas começassem a se normalizar.

Primeiro passo, passei na drogaria e comprei um analgésico dos bons. Só com o "efeito placebo" de ter entrado na farmácia minha dor-de-cabeça já começou a diminuir. Aproveitei e comecei a bater um papo com uns hipocondríacos que passavam por lá sobre o caos no trânsito. Conversa vai, conversa vem, e eu fui relaxando mais.

Segundo passo, fui gastar dinheiro. Aproveitei que estava perto de alguns estabelecimentos de "manufatura de produtos audiovisuais de 2ª linhagem" (se é que vocês me entendem) e fiz algumas aquisições. Meu estresse que já estava mais baixo diminuiu sensivelmente (definitivamente, o ato de consumir é a maior "droga" da pós-modernidade).

Terceiro passo, fui jantar sozinho. Pedi um prato de picanha grelhada, no ponto, que serviu como toque final no meu processo de "descoagulação cerebral". Nisso, já se passava das 20h e a coisa parecia que tinha acalmado um pouco no trânsito. A "massa paulistana" em sua maioria já havia se deslocado, e pude ir embora com uma certa tranqüilidade (apesar de uma movimentação muito atípica pro horário ainda).

Bom, foi a primeira vez que passei por uma situação como essa aqui em SP. Nem quando o PCC resolveu bancar o IRA! aqui na cidade eu fiquei tão sem alternativa e estressado como hoje. E foi também a primeira vez que eu tomei a atitude de não me importar em nada com isso, com esse "pulsar caótico" dessa cidade espetacularmente maluca. Preciso tomar essa atitude com mais freqüencia.

No fundo, bem lá no fundo, todo morador de São Paulo consciente da complexidade desse aglomerado de gente em ponto de combustão é um monge em processo de "iluminação".

quinta-feira, 14 de junho de 2007

"hay que endurecer.. pero.." (microfonia)

"Aquela reforma agrária com que o MST sonhou durante 20 anos não existe mais. Se ficarmos só na pauta da terra, seremos derrotados." - João Pedro Stédile, no 5º Congresso Nacional do MST (Movimento dos Sem Terra).

Li essa frase no noticiário e fiquei refletindo sobre ela. Não vejo outro sentido que não o de um amadurecimento. Primeiro, porque, de uma certa forma, o Brasil perdeu o "momento histórico" pra fazer aquela reforma agrária que todos os países ditos desenvolvidos de uma forma ou de outra fizeram um, dois séculos atrás. Segundo, porque o MST se tornou algo mais complexo e metamórfico do que um simples e pequeno movimento agrário, e tem que "ampliar a pauta" realmente. Não que não seja mais necessária uma reforma agrária no Brasil, é preciso sim. Mas como o líder do grupo político disse lá em cima, não é "aquela" mais. Tem que se pensar em outra, que leve em conta uma gama de fatores muito maiores que antes eram desprezados. Ideologicamente falando, inclusive.

domingo, 10 de junho de 2007

empty spaces dicas: "Dance Tonight" (Paul McCartney, Memory Almost Full, 2007)



"Macca" salvando meu final-de-semana. Rock and roll, chá, uma casa no campo, Natalie Portman fazendo uma visitinha. Não há nada melhor pra jogar o desânimo do 17º andar lá pra baixo.

momento ombudsman (3)

"(Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band: eles tocam em qualquer dia, qualquer horário, e qualquer lugar.. é só chamar)" - comentário inserido na legenda da postagem anterior.

Mais clichê, impossível.

A postagem abre espaço pra críticas (construtivas ou não) em relação ao andamento do blog. Editoração, produção, escrita. Podem descer a lenha. Enquanto não tiver meu "personal ombudsman", preciso da opinião dos nobres, parcos, e fiéis leitores desse espaço para a continua melhora.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Sargento Pimenta quarentão.. (um brinde)

(Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band: eles tocam em qualquer dia, qualquer horário, e qualquer lugar.. é só chamar)

A postagem de hoje é só pra registro. Aliás, um senhor registro. Nesse dia 1º de junho de 2007 completam-se 40 anos de existência daquele que é considerado por muitos (uns 99%, digamos) o maior e melhor álbum de música pop já produzido no planeta.

Eu, como um bom apreciador de música pop, abri uma garrafa de Caracu em homenagem ao nosso condecorado Sargento Pimenta e seu gigantesco "clube dos corações solitários", uma das maiores e mais veneradas instituições do planeta.

Pra ilustrar, uma foto com os quatro rapazes da banda que sempre anima esse clube. Seja dia, seja noite. Seja qual for o dia da semana, as condições de temperatura, pressão, e estado de espírito. Eles sempre estão preparados. É só botar o "bolachão"/CD/mp3 pra rodar na vitrola.

Então vamos lá: um brinde ao bom gosto musical, e à existência da "bíblia" daqueles que acreditam numa vida banhada a muito rock and roll, afeto, e empatia!..