sexta-feira, 13 de julho de 2007

Fuckin´ Up!

Algum desocupado instituiu que hoje (13) é o "Dia Mundial do Rock", e eu, como bom apreciador da estética, não poderia deixar esse marco passar sem a presença dele, o grande mestre:


(Neil, e seus camaradas..)

Afinal, existe alguma outra manifestação artística do espírito humano que transforma pura agressividade na mais tocante beleza e simplicidade poética?..

Viva o rock and roll!!.. Hey, hey, my, my!.. o resto vocês já sabem.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

pausa para o informe publicitário

(09/07/2007)


"A guerra deve ser em função da paz,
a atividade em função do ócio,
as coisas necessárias e úteis em função das belas."

(Aristóteles)

domingo, 8 de julho de 2007

versão simpson

Aderindo à moda advinda com a aproximação do lançamento do filme nos cinemas, e por indicação do amigo Thiago, criei o meu próprio "avatar" cidadão de Springfield:


Essa "cara de cú" talvez não seja tão habitual assim, mas.. não encontrei um visual melhor e que chegasse mais próximo do meu pobre ser, sem falar que a versão sorridente deixava o coitado (eu) com uma cara de total "asshole".


Bom, todos nós de uma forma ou de outra moramos em uma Springfield. Essa cidade é universal. É a melhor representação que eu já vi da nossa maluca vida pós-moderna "judaíco-cristã-ocidental" (como diria o povo do Casseta & Planeta).

Aí fiquei pensando em qual família eu me encaixaria melhor. Os Simpsons? Os Flanders? Ou talvez uma daquelas participações especiais de personagens "cool" e descolados? Enfim, o importante é ser um "filho de Springfield", como todo mundo.

O site:
Simpsons Movie.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

segura a primavera..

(mais uma vez.. muito tempo atrás, em uma galáxia muito distante.. em algum lugar perdido entre 1999 e 2004 na cidade de Campinas..)

Quem tem consciência para ter coragem,
Quem tem a força de saber que existe,
E no centro da própria engrenagem,
Inventa a contra-mola que resiste.

Quem não vascila mesmo derrotado,
Quem já perdido nunca desespera,
E envolto em tempestade decepado,
Entre os dentes segura a primavera...

("Primavera nos dentes" - João Ricardo/João Apolinário - Secos & Molhados)

Ontem recebi essa foto por e-mail dos meus ex-colegas e amigos de faculdade. Eu olhei pra ela e fiquei alguns instantes ali, pensativo, contemplando. Um sentimento muito forte me atravessou de ponta a ponta. Como um ráio, um relâmpago empático. Algo como um "mix" estranho de melancolia, euforia, saudade, e arrependimento (pelo relativo abandono do barco).

Hoje coloquei essa música na vitrola pra escutar. O sentimento voltou. Provavelmente mais abstrato, mas ainda sim intenso. Comecei a refletir e a me dar conta de que estou ali, no auge da minha primavera, e meio sem saber o que fazer com ela. Talvez seja um "feeling" universal pelo qual todo mundo passa em uma certa fase da vida. Ou não. Who knows.

O fato é que não é fácil segurar a dita cuja.

domingo, 1 de julho de 2007

"slowly breaking through the daylight"

(o mergulho, hoje à tarde..)

Eu gosto dos fins de tarde de domingo. A maioria das pessoas odeia, mas eu gosto. Pelo menos pra mim traz um sentimento interessante, melancólico porém agradável. Não sei porque, invariavemente me leva a um estado profundo de reflexão, como se em todo fim (ou começo) de semana eu fizesse um denso "balanço existencial" (?).

As vezes, uma breve reflexão das atitudes (ou omissões) relevantes que pratiquei durante a semana. Em outras, começo a me lembrar de coisas da infância, momentos agradáveis (ou não). Grandes (ou pequenas) lembranças de situações, vivências marcantes.

Reparei que isso tudo ficou mais freqüente e intenso depois que passei a morar sozinho. É algo que me agrega uma serenidade espiritual que eu não sei explicar. Talvez um sinal inequívoco de que estou amadurecendo, no sentido mais amplo que essa palavra possa ter. Ou não. Acatemos como simples e despretenciosos momentos de reflexão de alguém que pensa demais.

O melhor é que essa "prática" reinterada me fez chegar a conclusão única de que uma boa olhada para o céu explica tudo. Não importando o objeto, a complexidade, a intensidade, e as variáveis. Com um belo pôr-do-sol ainda, as perguntas se calam, e fica fácil sentir as respostas.

terça-feira, 26 de junho de 2007

com a bala na agulha

Depois de mais de um ano sem atualizar meu currículo, quinta-feira passada resolvi atualizar (pra uma indicação de vaga). Nessa terça, recebi uma ligação na caixa postal: "Alexandre, somos da fulano de tal, e gostaríamos de entrar em contato contigo.." Retorno a ligação, e acontece uma "mini-entrevista" via celular.

Em 2005/2006, quando me mudei pra SP, levei mais de 5 meses pra participar de uma entrevista séria de emprego. Bom, agora foram 5 dias. Uma mudança sensível, convenhamos. Tomara que continue assim. O mercado está aparentemente esquentando e eu preciso aproveitar isso. Chega de acomodação e letargia (minhas grandes e velhas amigas).

segunda-feira, 25 de junho de 2007

as eternas festas juninas "de antigamente"

(iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiirá!... eu, meu irmão, e minhas primas.. muito tempo atrás, em uma galáxia muito distante..)

Ontem estava lendo no blog da minha amiga Cris uma postagem que falava das festas juninas. Enquanto lia comecei a ter lembranças da minha infância e das festas juninas daquele tempo. Das minhas esquivas em dançar a quadrilha, daquele cheiro bom do "mix" quentão/cachorro quente/pipoca/maçã do amor (ainda existem maçãs do amor nas festas juninas?), dos vinis deliciosamente audíveis do Mario Zan.

Lembrança especial que me veio à cabeça foi a comemoração de um aniversário da minha irmã em Suzano (cidade onde morei), em que meus pais bolaram uma festa junina temática no quintal de casa e convidaram boa parte da minha gigante família (uma verdadeira legião).

Meu pai montou uma complexa parafernália sonora pra abocanhar todo o quintal e deixou rolar a noite inteira um punhado de vinis do Mario Zan (ou era só um que ficou "ralando" a noite inteira, não lembro). Na mesa, doces os mais variados. Todo mundo vestido à caráter. Um frio de lascar (acho que foi um dos dias mais frios que eu já pude sentir na minha vida, sério). Churrasco pra acompanhar.

Todas essas são memórias que eu guardo muito nítidas na minha cabeça. Daquelas especiais, que nosso cérebro faz questão de colocar numa "pasta" diferenciada, pra fácil acesso.

Neste último sábado à noite peguei o busão pra ir na DJClub me encontrar com alguns amigos. No trajeto, passei em frente à Igreja da Consolação e estava havendo uma quermesse. Instantaneamente essa lembrança do "aniversário festa junina" relampejou na minha cabeça. E aquele "mar de sensações" ficou girando um bom tempo pelos meus neurônios, como que me "drogando" com aqueles sentimentos mágicos.

Na postagem dela, a amiga Cris deixou no ar a indagação: ainda são feitas festas juninas como as de antigamente? Eu diria que não. Por um simples motivo. Não existem festas juninas melhores do que aquelas da nossa infância, independentemente de onde e quando elas aconteçam. Elas são únicas. As eternas festas juninas "de antigamente". Ninguém se desfaz delas.

domingo, 24 de junho de 2007

sociologia ambiental

Esses dias fui escrever um recado pra uma amiga no orkut e vi entre as comunidades dela uma que me chamou atenção, e achei bem interessante. O título da dita cuja era "Sociologia Ambiental". Vejamos a descrição: "Comunidade voltada para a discussão entre leigos e pesquisadores sobre a temática ambiental do ponto de vista sociológico."

Nos últimos tempos tenho pensado muito na necessidade imperiosa de voltar a estudar. Mas não estudar pra concursos e tal. Estudar pra valer mesmo. Fazer uma especialização, um mestrado, um doutorado (opa, "easy boy").

Graças a visita e participação nessa comunidade eu até tive um "insight" pra uma possível tese: uma análise do meio-ambiente (o que inclui aí o ambiente de trabalho, o ambiente familiar) na sua relação com as "flutuações" das relações humanas e/ou sociais. Poderíamos incluir aí desde as relação econômicas e a forma como ela atinge o meio-ambiente em larga escala (a intervenção na construção de grandes obras industriais/agrícolas/urbanísticas e o impacto delas na natureza e na "teia de relações econômico-sociais" -muito chique isso-) até as pequenas relações humanas dentro de um ambiente de trabalho comum (um escritório; a saúde psicológica das pessoas, o bem-estar).


Fiquei tão entusiasmado com a idéia que até andei bolando na minha cabeça um "sumário" com a esquematização do trabalho. Seria um estudo bem abragente, complexo, e interdisciplinar. Com o cruzamento das três áreas de estudo que eu mais gosto: Direito Ambiental, Direito do Trabalho, e Sociologia.

Bom, o negócio agora é manter a idéia viva, pra quem sabe em médio prazo eu conseguir colocá-la em prática.