sexta-feira, 11 de julho de 2008

Birthday!



They say it's your birthday!
It's my birthday too, yea!
They say it's your birthday!
We're gonna have a good time!
I'm glad it's your birthday!
Happy birthday to you!

Yes we're going to a party, party..
Yes we're going to a party, party..
Yes we're going to a party, party..

I would like you to dance! (Birthday)
Take cha cha cha chance! (Birthday)
I would like you to dance! (Birthday)
Oh, yea

They say it's your birthday!
It's my birthday too, yea!
They say it's your birthday!
We're gonna have a good time!
I'm glad it's your birthday!
Happy Birthday to you!

("Birthday" - J. Lennon/P. McCartney)

É hoje, é hoje! Palmas ou vaias para mim!

quinta-feira, 10 de julho de 2008

sobre a regularização da internet

E por falar em enfiar milhões de pessoas na cadeia, foi aprovado pelo senado federal o projeto de lei relatado pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) que enquadra os crimes cometidos pela internet e endurece a pena dos já existentes, entre outros dispositivos. Dêem uma olhada na notícia: aqui.
Se por um lado tal projeto facilita a punição de pedófilos e crackers, abre espaço também para "fichar" vossa senhoria que neste exato momento está baixando aquele disco arrebatador da sua banda de rock favorita. Veja só:

De acordo com os professores da FGV, artigos do projeto que tratam dos crimes contra a segurança de sistemas informatizados atingem ações triviais, praticadas por milhares de pessoas --um dos artigos estabelece pena de reclusão de 1 a 3 meses e multa a quem "acessar rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado sem autorização do legítimo titular, quando exigida".

Segundo Ronaldo Lemos, professor da instituição, ao se referir a "rede de computadores", "dispositivos de comunicação" e "sistema informatizado", o projeto engloba não só computadores mas reprodutores de MP3, aparelhos celulares, tocadores de DVD, sistemas de software e até conversores de TV digital, além de sites.

É tudo uma questão de hermenêutica jurídica, mas é bom o nobre leitor que hora abunda já ter fácil o telefone de um bom advogado.

fonte: Folha de SP.

sobre o aborto

Estava lendo hoje de manhã no jornal que a Câmara dos Deputados, em uma tacada só, arquivou duas propostas de descriminalização do aborto.
Eu gosto de observar essas situações veladas de hipocrisia e refletir sobre o quão complexas são as relações sociais e políticas quando atingem diretamente as pessoas em sua individualidade.
Bom, o assunto não é lá dos mais simples, muito pelo contrário. Juridicamente é tão complicado que os juristas não se entendem e "brigam" sem muita cerimônia em pleno século 21 pra determinar se o nascituro (o ser humano ainda em estado fetal) é ou não pessoa (seja fisiologica ou - em especial - juridicamente falando). Aliás, a turbulência do tema fez com que eu o elegesse objeto da minha monografia de final de curso na faculdade *. Não entrei muito na seara criminal, mas mesmo assim tive um contato bem próximo com todo o "arranca-rabo".
Visão acadêmica à parte, eu já pautei minha opinião anteriormente pelo simples bom senso. Uma olhadela rápida nos números dos casos de aborto registrado pelo SUS no Brasil em 2005 e já temos por volta de 247 mil intervenções. Isso dentro do sistema, na legalidade. Na clandestinidade, já em 1991, foram estimados mais de 1 milhão e 400 mil "assassinatos" espalhados pelo país.
O artigo 2º do Código Civil diz que "a personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida". Mas mesmo que estendamos o artigo 5º da Constituição Federal (que assegura o direito à vida) até o ponto da concepção humana, como vamos deixar a hipocrisia de lado e enfiar mais de um milhão de mulheres brasileiras na cadeia a cada ano?
Eu gostaria de saber qual seria a solução que o nobre e cômico deputado Carlos Willian (PTC-MG) poderia nos dar:

(que gracinha, hein?..)


* (A Situação Jurídica do Nascituro no Direito Civil - para os interessados, a dita cuja encontra-se arquivada sob as arcadas da biblioteca da faculdade de Direito da PUCCamp).

img: Folha/Ricardo Marques


quinta-feira, 3 de julho de 2008

Empitê Espeices, o idiota

(na "foto"- Eremildo, o idiota - grande conhecido e amigo de Empitê Espeices)

Feita a mudança, mas o estresse continua. Quando tudo parece que vai se acalmar e você vai conseguir sentar pra organizar sua vida, uma coisa chamada Telefônica aparece pra encher o seu saco. A mídia gosta de caracterizar os agentes políticos de certos setores do governo lulista atual com a alcunha de "aloprados", mas os verdadeiros aloprados desse país, com "a" maiúsculo, são os seres humanos que compõe o corpo de funcionários dessa empresa de telecomunicações. Senão vejamos:

Empitê Espeices, um pacato cidadão, pagador de seus impostos e degustador inveterado de café, é consumidor do serviço de banda larga da referida companhia. Um dia, por motivos de, digamos, logística e saúde física, resolveu mudar-se de cidade e residência. Feita tal mudança, Empitê entrou em contato com a citada nau de aloprados para proceder a uma simples alteração do local de prestação dos serviços, com a mudança da assinatura do serviço de banda larga da linha telefônica de uma cidade para a linha de outra.
Qual não foi o espanto do pobre Empitê quando informado de que tal alteração não poderia mais ser feita, pois um certo órgão governamental chamado ANATEL teria baixado uma resolução proibindo que tal tipo de transferência fosse realizada à partir do começo desse ano. Note-se:

1º) o senhor Espeices contratou o serviço no final do ano passado, lembrando a telealoprada da central de atendimento da nau que nada sabia sobre tal alteração de procedimento, e que quando contratou o serviço foi informado por uma outra telealoprada que poderia, a qualquer momento, transferir o serviço para outra linha telefônica;

2º) em uma busca rápida no site da urgida agência regulatória, Empitê não achou vestígio algum da existência de tal resolução citada pelo telefone - aliás, o idiota pediu à telealoprada o número da dita cuja para facilitar o trabalho, mas obteve como resposta um alopradíssimo "o senhor pode ter acesso a essas informações discando 10315-6-8"; (?)

Em condições normais de temperatura e pressão jurídicas, nosso caro amigo Empitê poderia simplesmente cancelar o serviço, mas, como era de se esperar, estava lá a famosa "telefônica-alopradiana" cláusula de "fidelidade" de serviço por quebra de contrato. Isto é, no mundo virtual dos aloprados, se o idiota vier a cancelar o serviço, vai ser impelido a pagar uma multa, mesmo não querendo fazê-lo.
Resumindo a ópera, o nobre e idiota Empitê entrou em um beco sem saída. Com uma única possível escapatória através da seguinte ultra-fatality-aloprada proposta:

Telealoprada: "a alternativa que eu posso dar pro senhor é que o senhor transfira a sua antiga linha pra nova localidade que o senhor vai morar, passando-a para o seu nome, e fazendo o mesmo no sentido inverso com a linha da cidade de onde o senhor vai morar, passando para o nome do proprietário da linha antiga."
Empitê: "mas eu posso manter os números dos telefones?"
Telealoprada: "só um minuto que eu vou me informar.. (musiquinha aloprada e alguns minutos depois) ..então senhor, infelizmente não, vai ser preciso gerar novos números para as linhas".

Desculpem, mas não tem jeito de terminar essa postagem de outra forma senão com um sonoro e bem audível: puta que pariu!

sexta-feira, 20 de junho de 2008

o vermelho e a mudança


Na política, essas duas palavras costumam andar juntas. Pelo menos até o vermelho se tornar "vidraça". Pois elas ultimamente andam juntinhas por aqui também, na minha vida pessoal. Mais precisamente num dos quartos aqui da minha futura ex-casa nova (deu pra entender?).
Estou escrevendo esta postagem quebradaço, com uma baita dor nas costas. Já foram três "mãos" de pintura e a coisa ainda não nivelou. Mas até domingo eu resolvo isso. Vai ser um final-de-semana agitado, e ao mesmo tempo renovador.
Pois é, enquanto deixava girar o rolo de tinta cor de sangue na parede, vários pensamentos rolavam aqui dentro da minha cabeça. Alguns novidadeiros, outros relembrando e vasculhando três anos de muito aprendizado e, porque não, conquistas.
Com o tempo a gente descobre que ficar isolado na trincheira mais a frente, quase de cara com o inimigo, não é a melhor política. E que o importante mesmo é não ficar parado, seja caminhando em direção às fronteiras, ou recuando quando for preciso. Parece simples, mas não é. Quando você se dá conta, já deixou seu rifle de lado, derrubou o capacete, e cochilou com a mira do inimigo apontada pra sua cabeça.
Mas eu estou animado. Esse vermelho estará na cabeceira da minha cama por um certo tempo, lembrando do sangue que corre ali dentro. Não costumo acreditar em destino ou coisa do tipo, mas essas providenciais coincidências sempre me fazem confabular sobre aquela oculta e sinistra teia da vida que corre por trás do nosso dia-dia. E porque não, abrir um sorriso.

A pintura desse quarto não tinha relação alguma com a minha repentina mudança para o dito cujo (além da mudança de cidade).

sexta-feira, 13 de junho de 2008

"Afraid of the sun" (ou notas sobre o orgulho)

É um problema para pessoas egocêntricas. Administrar o próprio orgulho. Mas eu estou melhorando. Quando tudo parece desmoronar na sua frente, aquele velho sentimento raivoso começa a tomar corpo. A coisa fica tão grave que o mundo começa a girar a sua volta, literalmente.

interlocutor 1: Estou sentindo um pouco de tontura, e de vez enquando surge um zumbido leve no ouvido.
interlocutor 2: Deve ser estresse.

Não é a primeira vez que lido com isso, em outros tempos eu poderia serrar os olhos e sacar a espada. Hoje fico com a impressão do risco do suicídio.

interlocutor 2: É, não adianta a gente ficar dando murro em ponta de faca.

Escrevi na postagem anterior que bons ventos estão soprando na minha cabeça, e eles estão (não estou ficando louco - ainda), as janelas estão abertas. Assim como (dito lá) minha cabeleira continua cansada. Eu acho maravilhoso e ao mesmo tempo extremamente angustiante ter que lidar com essa contradição de sentimentos, observar como seu humor pode mudar radicalmente em alguns singelos dias.

interlocutor 1 (agora pensando com ele mesmo): Mas essa é a graça de ser racional e humano..

Mas enfim, agora eu fico com John Lennon. E, assim como ele, eu também quero bater com força nas teclas do piano:



People say we got it made
Don't they know we're so afraid?
Isolation
We're afraid to be alone
Everybody got to have a home
Isolation
Just a boy and a little girl
Trying to change the whole wide world
Isolation
The world is just a little town
Everybody trying to put us down
Isolation

I don't expect you to understand
After you've caused so much pain
But then again, you're not to blame
You're just a human, a victim of the insane

We're afraid of everyone
Afraid of the sun
Isolation
The sun will never disappear
But the world may not have many years
Isolation

(John Lennon - "Isolation")

Pra quebrar mesmo, se for o caso.

domingo, 8 de junho de 2008

"Lyla" (para a série "empty spaces musas")


Callin' all the stars to fall
And catch the silver sunlight in your hands
Come for me and set me free
Lift me up and take me where I stand

She believes in everything
In everyone and you and yours and mine
I waited for a thousand years
For you to come and blow me out my mind

Hey Lyla!
The stars about to fall
So what you say Lyla!
The world around us makes me feel so
Small Lyla!
If you can't hear me call then I can't
Say Lyla!
Heaven help you catch me if I fall

She's the queen of all I've seen
And every song and city far and near
Heaven-hell my mademoiselle
She ring the bell for all the world to hear

Hey Lyla!
The stars about to fall
So what you say Lyla!
The world around us makes me feel so
Small Lyla!
If you can't hear me call then I can't
Say Lyla!
Heaven help you catch me if I fall

Hey Lyla!
The stars about to fall
So what you say Lyla!
The world around us makes me feel so
Small Lyla!
If you can hear me call then i can't
Say Lyla!
Heaven help you catch me when I fall

Hey Lyla!


("Lyla" - Noel Gallagher)

Sim, é ela. E porque eu ando escutando muito Oasis ultimamente. Um ótimo sinal aliás: bons ventos soprando com força na minha cabeleira cansada.

green days

Bom, essa semana que passou foi a convencionada "Semana do Meio Ambiente". Aqueles dias que a nossa hipocrisia reserva para visitarmos nossa consciência política. Eu, como tenho especial interesse pelo tema, passeio com maior intensidade e freqüência por ali, mas não é todo mundo que tem essa iniciativa. Nesse sentido, reservar alguns dias pra um mea culpa tem a sua valia.
Ver o assunto pipocar pela TV, Internet, algumas rodas de conversa é algo alentador. De qualquer maneira, é um momento excepcional. Pra 98% da população, discutir e se interar politicamente sobre as condicionantes do próprio meio em que se vive ainda é coisa pra gente chata, assexuada, e que se acha mais séria e esclarecida que o resto da humanidade.
Pois bem, vou ajudar com a minha contribuição pra um pouco mais de chatice:

1) Bem interessante essa iniciativa, uma espécie de banco de dados com informações sobre a cadeia de processo de desenvolvimento de produtos e serviços de uma forma geral. Desde pneus pra carro até aquele pedaço de alcatra que você compra no mercado, tudo relatado e catalogado para que o consumidor tome maior ciência do que anda adquirindo:

http://www.catalogosustentavel.com.br

Nota: o site parece que está ainda num estágio meio "beta", com informações incompletas e muito confuso. Mas só pela iniciativa eu já tiro o chapéu pro pessoal da Fundação Getúlio Vargas. Conforme eles forem aperfeiçoando o catálogo teremos uma arma violentíssima pra melhorar nossas relações de consumo.

2) E pra quem tiver interesse em conversar um pouco mais sobre essas coisas escrotas onde se fala muito sobre florestas, plantas, animais, águas, combustíveis, poluição, e acima de tudo pessoas, agregue-se aos Curupiras, participando da nossa proto-associação, ou apenas dando uma espiada:

http://procurupira.blogspot.com

E opine sobre uma discussão bem atual e interessante que jogamos na roda ("jabá" particular):

"Scuppie" e o consumo consciente

Aviso: não, nós não somos uma ong de contadores de histórias do folclore brasileiro, somos sim um pequeno bando de primatas vivos que está olhando com especial atenção para a viabilidade do próprio umbigo, e o do próximo também.