sábado, 11 de abril de 2009

série "figurinhas do mundo alexandrino": garota duracell


Pois é, garota duracell é uma pilha. Uma pilha alcalina, para ser mais preciso. Mas não uma simples e comum pilha alcalina do tipo AAA, dessas que estão espalhadas pelo mundo aos milhões, muitas vezes poluindo nosso querido planeta (garota duracell é biodegradável). Ela é uma pilha charmosa, elegante, tímida, mas ao mesmo tempo temperadamente simpática. Um ser ímpar no mundo das pilhas, que costumam ser uniformizadas (chatas) no espírito e na vestimenta. Aliás, veste-se muito bem. Destaquemos o vestido preto que ela utiliza em intermitentes e singelas ocasiões.

Nossa amizade tem pouco mais de um ano, se não me falhe a memória, por volta de um ano e meio. Em que pese o relativo breve período, já temos uma amizade consolidada. Dessas em que as conversas giram e abragem os mais diversos e multifacetados temas, assuntos e sentimentos. Gosto de sentar com ela pra um café, um cinema, uma cerveja, ou na companhia pra uma boa balada. Aliás, é isso que define o que poderíamos chamar de "natureza ontológica" da garota duracell: as baladas em que ela está presente.

Convide-a pra sair e ofereça boa música, você saberá do que eu estou falando. Uma discreta mas profunda transformação ocorre. Toda aquela timidez dá lugar a uma interessante e contagiante dancinha que não tem mais fim. Uma singela seqüencia de movimentos e um sorriso delicioso dão o tom. Já tive a oportunidade de ficar quase meia-hora initerrupta observando a moça (de longe, obviamente) se "acabando" na pista de dança. É uma imagem que sempre tenho na cabeça quando procuro me lembrar das melhores possibilidades de beleza de espírito que pude presenciar.

Isso inclusive é algo que atormenta minha cabeça: como uma simples pilha pode exalar tanta humanidade? Já ouvi boatos de que o que circula dentro daquele revestimento nada tem a ver com flutuações alcalinas, de mercúrio, níquel-cádmio, ou coisa que o valha. Ali dentro teríamos puro e legítimo sangue humano! Boatos, frise-se.

Garota duracell é uma pilha jornalista vegetariana. Ainda está na flor da idade, mas a visão crítica do mundo que sai dali revela uma maturidade anormal. Possui um ceticismo saudável e levemente intransigente, que sabe temperar com inteligência os argumentos quando postos à prova. Discorre sobre cultura com alta propriedade, principalmente quando falamos de cinema, sua praia preferida.

É viciada em seriados e qualquer produto cultural que de alguma forma possa ser classificado com a alcunha "coisa de nerd". Metódica, detalhista, levemente idiossincrática, é uma clássica "filha de Monk".

Dona de um "tênis-redator", costuma perambular pelas ruas da terra da garoa com uma sóbria jaqueta adidas.

Na escala "alexandrina", garota duracell mede dez metros e meio de altura por três de diâmetro. Gosta de caminhar, e é fã de sorvete de pistache.

"Ponto fraco": batidas de coco com vodka.

"figurinhas do mundo alexandrino": desarquivando

Aproveitando pra desarquivar outros seres que habitam o bizarro mundo alexandrinho e já foram homenageados por aqui:

"Bis"inha da silva e biscoito Traskine.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Para onde vai a Folha de S. Paulo?

Já temos aí algo em torno de 15 anos de leitura quase diária do calhamaço do senhor Otavio Frias Filho. Credito boa parte do que eu sou hoje, em vários aspectos, à companhia desse jornal. Meu gosto pela leitura, pela redação, pela escrita, meu senso crítico. Enfim, eu formei minha personalidade e tudo que vem com ela tendo a Folha do meu lado, ali em cima da mesa, do sofá, na cama, ou no cesto de revistas.

Uma das coisas que me intriga no momento é saber o que se passa, que tipo de metamorfose ocorre dentro daquele prédio idoso da Alameda Barão de Limeira no centrão da capital paulista. Pois a Folha não é mais a mesma. Não digo na sua essência, mas no seu "modus operandi".

Nunca me enganei com a propaganda de pretensa imparcialidade jornalística do jornal. Ao contrário de outros jornalões como O Estadão e O Globo que sempre adotaram de forma clara uma certa posição ideológica, a Folha sempre se postou como uma espécie de bastião de imparcialidade dentro do jornalismo nacional.

Quem mergulha com um pouco mais de profundidade no mundo das notícias e as analisa com um certo senso crítico sabe que não existe imparcialidade nem neutralidade jornalística total. Em que pese toda a dinâmica do jornalismo girar em torno do que no Direito costumamos chamar de "verdade real", ela é uma pobre coitada que fica perdida em meio ao jogo de interpretações e argumentos, sem qualquer possibilidade de ser escancarada e desnudada por completo. Sempre foi assim, e sempre será.

Digo isso porque, independentemente dessa postura editorial enviesada de um certo ar de hipocrisia que o jornal sempre teve, a Folha nunca havia abandonado um trabalho plural e investigativo de primeira linha dentro do seu corpo de jornalistas. E coloco a locução verbal no passado porque os tempos realmente são outros.

Alguns críticos dizem que a Folha apenas está deixando "cair a máscara" e que esses "deslizes ideológicos" sempre ocorreram. Concordo até certo ponto. Mas eu não sei se é só isso. Acho que houve também, de alguns anos pra cá, uma queda de qualidade mesmo, proposital ou não, visando manter a sobrevida do jornal em tempos de vacas magras do jornalismo impresso. Procurando algo como uma "sectarização" e fidelização dos leitores. Algo aliás que talvez já tenho vindo tarde.

Só isso explica uma manchete de capa do último domingo do jornal, com uma longa reportagem interna:

"Grupo de Dilma planejava sequestrar Delfim".

Vale a pena dar uma lida no trabalho da jornalista Fernanda Odilla e comparar com a carta-resposta divulgada pelo entrevistado no dia seguinte à publicação da reportagem: resposta do jornalista e professor Antonio Roberto Espinosa, via Blog do Luis Carlos Azenha.

Vale também uma espiada na troca de e-mails feita no início dessa semana entre o entrevistado e um jornalista representante da Folha.

Sigo lendo matinal e diariamente (sempre que possível) a dita "Folha da Manhã", mas com um leve e incipiente desgosto cerebral. A Folha está ainda a milhões de léguas de distância de monstruosidades como a Revista Veja, obviamente. Mas é bom eles tomarem cuidado e instituirem uma pausa esporádica para reflexão. Pois a coisa começou a desandar. Pesemos o que vale mais: Um punhado de leitores fiéis ou um nome (ainda digno) a ser zelado?

domingo, 5 de abril de 2009

terceira idade, licença para matar

Pode parecer exagero, mas não é não. Essa semana quase fui esmagado por um desses seres geriátricos femininos frequentadores do SESC. Lá estava eu, a ponto de bala pra pegar impulso e mandar ver em uma piscina de crawl, quando a "véia" (peso-pesado) surgiu do nada, saltou, e deu uma baita barrigada uns dois metros na minha frente, ecoando o estrondo por todo o ambiente. Por uma fração de segundo eu não estaria aqui hoje escrevendo esse texto. Provavelmente estaria em algum hospital campineiro de cama, paraplégico, ou dentro de alguma sepultura.

Antes de mais nada, quero deixar claro que não tenho nada contra as pessoas da dita "idade do saber". Só acho que algumas delas, quando reunidas em grupo (principalmente se for do sexo feminino), e em determinadas situações, parece que perdem o bom senso e regridem mentalmente.

As diferenças entre essas senhoras e as típicas adolescentes de 14, 15 anos de idade desaparecem. Elas pulam, gritam, fazem arruaça no vestiário, na piscina, arranjam encrenca com a turma do nado amador (nós), enfim, provocam uma verdadeira "luta de classes" entre os frequentadores do SESC. E pior, possuem o apoio da "superestrutura" local, isto é, a diretoria da organização. Afinal, elas pagam pelas suas aulas terapêuticas de hidroginástica, nós somos simples e mortais usuários avulsos da piscina.

Recentemente aliás houve um entrevero que resultou em reclamação direta com a diretoria por parte de alguns nadadores. Já passávamos das 11h da manhã, com 10 ou mais nadadores na piscina ou se preparando pra entrar (horário de pico da nossa "gangue"), quando uma "ordem de cima" determinou que seria reservada apenas uma raia da piscina para o pessoal do nado livre, sendo que o resto (praticamente 3/4 da piscina) ficaria disponível pra hidroginástica. Uma parte dos nadadores simplesmente desistiu e foi conversar com a "chefia". Tá certo que tinha mais de 40 mulheres-monstro na piscina, mas será que é tão difícil conciliar os horários? Afinal, essas senhoras adoram acordar junto com o galo, e os dirigentes poderiam muito bem alterar o horário delas pra algo mais perto das 7h, 8h da matina.

Depois desse chamusco parece que a coisa acalmou. Porém, ainda segue um clima tenso de "guerra fria" no ar. Troca de olhares, risadinhas marotas, volta e meia alguma delas solta um "míssil tático com fins pacíficos". Até eu já revidei com minha "artilharia anti-aérea" (a bola de borracha do joguinho delas caiu na nossa raia dia desses; e eu, no meio da piscina nadando, devolvi dando uma bolada - sem querer, frise-se - na cabeça de uma delas).

Curtir a vida no "bico do corvo" enquanto se espera aquela senhora com a foice na mão é mais do que um direito, é um dever. E acho sensacional instituições como o SESC que tiram essas senhoras e senhores do total marasmo e tédio e dão sentido a vidas muitas vezes já sem grandes propósitos e intenções. Tiro o chapéu, e sei que um dia (que parece que cada vez se aproxima mais rápido) eu também estarei lá.

Mas não nos esqueçamos que bom senso não tem idade nem sexo. Ainda mais quando temos uma "bagagem" de respeito sendo carregada nas costas. Tem gente que acha que a chegada da velhice implica em uma necessária, lenta e gradual regressão a um estado de infantilidade, eu discordo totalmente.

Tirando casos de degeneração por doenças, outras excepcionalidades, e as evidentes limitações físicas, isso é conversa pra boi dormir. A velhice é (e deve sempre ser) o momento de plenitude da mente e do cuidado acurado do corpo. Destaque-se: uma afirmativa aditiva, e não alternativa.

Não é senhoras?

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Coldplay, versão Thunderbirds



Clipe da versão extendida de Life in Technicolor, abertura do último álbum. Enviado pela minha "amiguxa" Jacyra Paes.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Radiohead em São Paulo 22.03.2009

Meu amigo Pérsio Kojima já editou uma bela resenha (leiam!) sobre o fatídico 22 de março de 2009, discorrendo sobre os detalhes, as pessoas, o clima, o show em si, o setlist, enfim, o relatório completo dessa monstruosidade chamada Radiohead.

Com uma certa dificuldade pra organizar as idéias, vou tentar deixar um pouco das minhas impressões aqui. Até porque, como a imensa maioria dos presentes na Chácara do Jockey, eu também entrei numa espécie de transe hipnótico-emocional que durou duas horas e meia e reverberou ainda por mais alguns dias.

(se não fosse o bendito do camera man do Multishow, tudo estaria mais belo)

Antes de tudo, eu tive uma bela surpresa, porque não imaginava que fosse ainda ter a oportunidade de presenciar uma apresentação de rock and roll desse naipe nesses tediosos anos iniciais do século XXI. Era como se estivesse vendo um ensaio de gravação dos Beatles na Abbey Road enquanto editavam Revolver em 1966, ou uma apresentação do Pink Floyd no clube UFO em 1967, ou um concerto de três horas de duração do Led Zeppelin em alguma fazenda perdida no interior da Inglaterra em 1969, ou ainda um "pocket show" do Neil Young em alguma casa de show do interior dos E.U.A. em 1971.

Pois a impressão que ficou pra mim foi essa. O Radiohead é hoje a única banda de rock que consegue fazer (re)pulsar, de forma totalmente inovadora, algo semelhante àquela sensacional magia estético-musical-coletiva que explodiu nos idos de 1966 e reverberou com força até o início dos anos 70. Conseguem captar e canalizar, eu diria de forma quase solitária, os "sentimentos estéticos" da geração pós-"baby boom". No fundo, eles são os nossos Beatles, a nossa "cara musical-estética" pop do início de século.

(acho que foi nessa altura que uma Radiohead girl me deu uma "encoxada")

Pois assim foi. Uma cártase anormal tomou conta daquele povo das 22h (horário de Brasília) do dia 22 de março até mais ou menos as 0:20h do dia 23. Transpirava-se euforia. Mas não uma euforia qualquer de um bando de fãs que viam o seu ídolo. Havia algo mais profundo, uma "conexão" que não é comum e que explica o status e a importância dessa banda. Aquele palco da Chácara do Jockey exalava pop art (?) na sua forma mais sublime. Unindo de forma impecável o calor das pessoas, as melodias inebriantes e pungentes do trabalho coeso e perfeccionista da banda, os efeitos visuais "chapantes", tudo espirituralmente sincronizado e irretocável.

Na minha curta existência já tive o privilégio de presenciar vários shows de pop/rock de grosso calibre, e nenhum chegou aos pés desse. Talvez o Franz Ferdinand no Festival Motomix em 2006 tenha conseguido algo parecido, mesmo assim, com um feeling muito mais "mundano" e trivial, digamos assim. Radiohead consegue ser etéreo e carnal ao mesmo tempo sem qualquer tipo de "chatice" ou "histeria coletiva". Junta sem muita dificuldade, por exemplo, a parte boa da grandiloqüencia de um show como o do Roger Waters (ex-Pink Floyd - Estádio do Morumbi - 2007), com a efervecência de uma apresentação do Oasis (Credicard Hall - 2006) ou do Interpol (Via Funchal - 2008). Todas que, de uma forma ou de outra, deixavam algo incompleto.

(casalzinho nos amassos "facilitando" o meu enquadramento)

Poderia comentar aqui faixa por faixa desse show estupendo, mas seria pura redundância. Tudo estava em seu grau máximo. Com exceção da organização do evento, que fui uma das piores que eu já vi. Para a Planmusic não havia muita diferença entre a orda de fãs do Radiohead e um rebanho qualquer de gado bovino. Se a banda não tivesse feito um show estupendo que fez valer o ingresso e até sobrar, provavelmente seria o ingresso mais caro (no sentido custo X benefício) que eu já paguei.

Mas enfim, a (des)organização não conseguiu manchar a noite. Noite aliás que nos brindou com um céu milagrosamente limpo para uma São Paulo sempre poluída, na metade final do show. E ali ficou o meu "moment of clarity" do dia: ao som de "Reckoner", ora olhando pro céu, ora pro palco, ora pras pessoas a minha volta, dando-me conta de que lá estava eu me deliciando e tomando parte, nem que por umas parcas horas, do centro da história da música popular ocidental.


ADENDOS:


- shows de abertura: vi parte da apresentação dos Los Hermanos, pra mim não fedeu nem cheirou, de qualquer maneira, um bom show; Kraftwerk foi o que eu esperava, ou seja, clássicos da música pop eletrônica despejados com correção e competência - quando terei oportunidade de escutar as "pérolas" Autobahn, The Robots, Radioactivity, e Boing-Boom Tschak/Musique Non-Stop novamente? Pelo menos já estou garantido.

(Kraftwerk em ação com "Musique Non-Stop")

- a banda, as músicas, os álbuns, e o show: algo que me chamou atenção foi o fato do Radiohead ser a única banda que eu tive oportunidade de assistir até hoje que supera em todas as execuções ao vivo as versões originais das músicas, aquelas cravadas nos álbuns; sem falar no vocal do Thom Yorke, que é de longe muito mais envolvente que o das gravações originais; e pra finalizar, se eu fosse músico, eu teria uma puta e desgraçada inveja de como esses caras executam e transformam seus petardos ao vivo.


SETLIST:


Radiohead
Chácara do Jóquei, São Paulo, Brazil
March, 22, 2009

15 Step (In Rainbows)
There There (Hail To The Thief)
The National Anthem (Kid A)
All I Need (In Rainbows)
Pyramid Song (Amnesiac)
Karma Police (Ok Computer)
Nude (In Rainbows)
Weird Fishes/Arpeggi (In Rainbows)
The Gloaming (Hail To The Thief)
Talk Show Host (B-side - Trilha Sonora do filme Romeu e Julieta)
Optimistic (Kid A)
Faust Arp (In Rainbows)
Jigsaw Falling Into Place (In Rainbows)
Idioteque (Kid A)
Climbing Up The Walls (Ok Computer)
Exit Music (For A Film) (Ok Computer)
Bodysnatchers (In Rainbows)

Encore 1
Videotape (In Rainbows)
Paranoid Android (Ok Computer)
Fake Plastic Trees (The Bends)
Lucky (Ok Computer)
Reckoner (In Rainbows)

Encore 2
House of Cards (In Rainbows)
You and Whose Army (Amnesiac)
True Love Waits (I Might Be Wrong)/Everything In Its Right Place (KidA)

Encore 3
Creep (Pablo Honey)

sábado, 21 de março de 2009

musas (10)


CLÉO PIRES

quinta-feira, 19 de março de 2009

insólitas

Já que estamos sem tempo (bizarro isso), vamos nas "twitteiras" de hoje, pra não deixar isso aqui desatualizado:

"Entre as 181 diretorias do Senado há uma encarregada exclusivamente de facilitar o check-in e despachar a bagagem dos congressistas em viagem. Outra cuida das residências oficiais - o 'gabinete' desses diretores é uma sala localizada na garagem dos blocos onde moram os senadores, na Asa Sul de Brasília. (...) Há diretores que comandam 'departamentos' com três funcionários."

Renata Lo Prete, Painel do Leitor, Folha de S. Paulo, 19/03/2009, A4.

"O Federal Reserve (banco central dos EUA) anunciou que poderá imprimir mais de U$ 1 trilhão para ampliar a oferta de dinheiro a bancos, empresas e companhias de crédito imobiliário. O valor será usado para comprar até U$ 300 bilhões em títulos de longo prazo e U$ 750 bilhões em papéis garantidos por dívidas imobiliárias."

Manchete de capa Folha de S. Paulo, 19/03/2009.

Ler o jornal no cereal matinal tem sido uma das atividades mais animadoras pra mim ultimamente. Simplesmente porque o insólito anda tomando cada vez mais espaço.

Pra quem ainda não está a par, a pouco tempo a mídia descobriu que nosso Senado Federal possui nada menos que 181 cargos de direção. E como bem diz o trecho citado logo acima, pra departamentos extremamente importantes e vitais pro bom funcionamento da nossa república. A dita Casa possui 81 senadores, ou seja, mais de dois diretores por senador. É mole?

Sem falar em outras miudezas como acusações de que a senadora Roseana Sarney (PMDB-MA) usou as verbas indenizatórias do senado pra levar empresários e amigos a Brasília, e o senador Tião Vianna (PT-AC) que está sendo acusado de ter "emprestado" o celular do Senado pra filha viajar ao México.

Já na outra ponta, os yankees estão simplesmente detonando com toda uma secular teoria econômica muita cara a eles sem dó nem piedade: "fazendo" dinheiro a torto e a direito.

Insólito por insólito, temos Radiohead esse final de semana. Um "insólito do bem", que traz um pouco da genialidade humana para acalmar nossas almas embasbacadas com tanta bizarrice (da vida real). Afinal, é pra isso mesmo que serve essa postagem: comunicar que está "caindo a ficha", vou presenciar finalmente a performance da maior banda pop do planeta na atualidade.

Em breve notas sobre o show.