segunda-feira, 20 de julho de 2009

Apollo 11, Lua, 20 de julho de 1969

(July 21, 1969 - Apollo 11. The Lunar Module approaches the Command and Service Module for docking, with earthrise in background. Aboard the LM were astronauts Neil Armstrong and Edwin Aldrin, returning from a 21-hour stay on the Moon - the first Moon landing by Man. (NASA) - Boston.com )

Lá se vão quarenta anos, quase meio século que transformaram a civilização. A partir desse ponto o homem dominou de tal modo os processos tecnológicos que uma espécie de "super-cronômetro existencial" disparou.

O que fica evidente é uma questão simples mas crucial: ou nos superamos ou nos aniquilamos.

E parece que falta pouco tempo hein? Se virarmos o século intactos já será uma vitória.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

e o mundo girando lá fora

Mergulhar no mundo dos concursos é como viver sob uma eterna sensação de coito interrompido.

É inevitável. Toda sua canalização de energias, cobranças pessoais, sofrem um corte no dia da prova. Aí no dia seguinte você reflete, argumenta consigo mesmo, fica matutando, indagando até que ponto aquilo tudo acrescenta, transforma, eleva.

Em mais de 6 anos, por 17 vezes, eu passei por isso. E vou passar de novo na semana que vem. O que me constrange é saber até que ponto vai, até que ponto realmente vale a pena. Incentivos não me faltam, nem suporte.

Reflito sobre isso principalmente levando-se em conta que já experimentei o outro lado da corda. Encarar os desafios de peito relativamente aberto. Sozinho nas possibilidades, olhando pro horizonte de uma cidade desafiadora. Foram 3 anos de uma certa magia. Uma pausa no coito interrompido.

Eu não vejo magia nesse trabalho dos concursos, esse é o problema. A experiência sensível é pra lá de limitada. É você, seu cérebro, sua ansiedade, e o mundo girando lá fora. Você fica ali, meio que anestesiado, enquanto as coisas acontecem.

O grande problema, é claro, é que o tempo passa. E o grande vislumbre do mundo adulto é saber que ele é um caminho que, dentro de um certo universo convencional e social, cada vez se estreita mais. As possibilidades teoricamente se reduzem. E, se você fica anestesiado enquanto a banda larga está disponível, pode pagar um preço diferenciado lá na frente.

Eis o meu dilema. Quem está nesse mesmo barco com a bússula meio avariada sabe do que eu estou falando.


ADENDO:

Interessante como nesses anos todos de "coito interrompido espiritual" eu acabei me desenvolvendo como uma espécie de "mini blogueiro-escritor-jornalista amador ". Será que esse é realmente o caminho a se investir ou apenas uma fuga? Outro dilema.

sábado, 11 de julho de 2009

We're gonna have a good time!



It's my birthday too, yeah!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

revisar é preciso

Nós blogueiros "amadores" não temos o costume de revisar com frequencia e de forma detalhada nossos textos, mas precisamos mudar essa atitude.

No meu último texto aqui no blog, sobre a situação política do Sarney, errei na colocação de um verbo, por puro ato falho, e o texto mudou totalmente de significado. E pior, significado errôneo.

Disse que se o Sarney renunciasse ao cargo, o vice-presidente do Senado iria assumir o cargo. Enquanto na verdade, neste caso, seriam convocadas novas eleições. O verbo correto na verdade era licenciar, onde nesse caso haveria a sucessão dita lá no texto. Só fui me dar conta do erro hoje, três dias depois de ter publicado e "passado o olho" no texto no mínimo umas cinco vezes.

Pode parecer besteira mas, por sermos meras "formiguinhas" do universo cibernético opinativo, temos a tendência a achar que as opiniões que emitimos não tem grande valor ou não geram efeitos.

Com um mínimo de reputação e organização que seu blog tenha ele irá repercutir, mesmo que pra um pequeno grupo de espectadores. E essas pessoas podem (e é muito provável) passar essas informações pra frente.

Temos que ficar ligados. Pois nosso texto mal ou não revisado pode induzir as pessoas a erro, e fazê-las entenderem a mensagem de forma completamente diversa da intenção original. Na internet, a cagada feita viaja na velocidade de uma diarréia.

terça-feira, 30 de junho de 2009

eu também sou fiscal do Sarney


José Sarney de Araújo Costa está encurralado. Pela esquerda, pela direita, e pela frente.

Aqueles que acompanham um pouco a política do país nos últimos anos sabe que a coisa não começa nem termina no bigode do sujeito. Há muito mais em jogo do que as deploráveis denúncias que jorram daquele prédio e aglutinam o que há de mais atrasado na nossa política. O xerume está lá há pelo menos 14 anos e ninguém sentiu o cheiro antes. Senadores, funcionários, nem os jornalistas que pisam diariamente naquele tapete azul.

Se Sarney licenciar, a presidência do Senado cairá no colo da oposição. Está claro qual é o jogo. Eu não gostaria de estar na pele do presidente Lula nesse momento. De uma forma ou de outra, ele pagará o preço por ter se aliado à banda mais atrasada da política nacional.

PSDB, PT, nenhuma das forças políticas novas que surgiram com a redemocratização do país conseguiram escapar de por o pé na lama da ala podre da velha guarda.

A par disso tudo, é muito legal ver a grande utilidade e eficácia da internet no exercício da cidadania ativa e na prática da política no sentido mais amplo e nobre possível. Movimentos, sites, ONGs fiscalizadoras, redes sociais. Mesmo aos trancos e barrancos e ainda de forma tímida e muitas vezes estabanada, o ciberespaço colabora para ajudar a decifrar as muitas "caixas pretas" da política (no sentido mais estreito e pobre possível) nacional.

Muita gente por aí está pregando o "fora Sarney". Eu discordo, e como bom advogado, prefiro ser mais um fiscal do Sarney e gritar dando o direito de defesa: licencia Sarney!

É assim que funciona nas melhores democracias. E se você também concorda e se considera um cidadão que preza a boa política, cole esse "bottom virtual" no seu blog ou site e o espalhe pela rede.

Um gesto simples, pequeno, meramente simbólico, mas não inócuo. Representa vontade política.


ADENDO:

Eu tive a oportunidade de visitar o Congresso internamente duas vezes. Em uma delas pude conhecer o pedaço encarpetado azul da ala esquerda do palacete. Visitei o plenário, andei por corredores. Foi fácil identificar o feeling e concluir que há algo de muito fétido por aquelas bandas. Gente demais e trabalho de menos, foi essa a sensação que tive.

Desde a recepção com quatro, cinco pessoas pra verificar a sua identidade. Passando pelos corredores lotados de ASPONES que passam o dia lendo jornal e jogando papo fora. E por aí vai.


(essa foto foi numa das visitas com o Congresso fechado - final de semana; cada senador com o seu notebook custeado com o nosso dinheirinho)

É lógico que não se pode pretender que uma instituição pública aja e exercite sua função como uma empresa privada. Não tem cabimento. Mas é óbvio que precisa haver um mínimo de profissionalismo, administração eficiente, e respeito com a coisa pública.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

musas (12)


ALESSANDRA NEGRINI

segunda-feira, 22 de junho de 2009

sobre a exigência do diploma de jornalismo para o exercício da profissão

Por maioria, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quarta-feira, que é inconstitucional a exigência do diploma de jornalismo e registro profissional no Ministério do Trabalho como condição para o exercício da profissão de jornalista. - Notícias STF

A repercussão sobre o assunto foi grande semana passada. E a polêmica também. Afinal, jornalismo é uma profissão que necessita de bacharelado para ser exercida ou não?

Embora a decisão dos Ministros, ao meu ver, não tenha sido muito bem fundamentada, com o nosso caro Ministro Gilmar Mendes chegando a fazer comparações toscas de jornalistas com cozinheiros (nada contra a classe dos cozinheiros), eu concordo com ela no mérito.

Independentemente da questão da restrição à liberdade de informação e expressão, o grande pilar das argumentações dos Ministros (artigo 5º, incisos IX e XIII, e artigo 220 da Constituição Federal), eu diria que há um pano de fundo na questão que não foi muito bem analisado nem explicitado pela mídia: a natureza do exercício e o objetivo da profissão.

Na minha opinião o jornalismo se posta entre aquelas profissões que poderíamos chamar de "convexas", naturalmente abertas em seu exercício e que não gravitam em torno de um centro específico de trabalho científico.

A comunicação social é generalista, atuando acima das outras ciências e "surfando" sobre elas. Tanto é assim que o cerne da formação de um jornalista é justamente uma forte base de conhecimentos gerais. Isto é, o bom jornalista é aquele que aglutina todas as outras profissões na sua. É uma característica da profissão.

Assim, não podemos falar do jornalismo como uma ciência que estrutura seu objeto, mas sim de uma estrutura que abarca e "digere" as demais ciências (essas sim seu objeto difuso).

E é interessante notar que o mercado está todo montado justamente na contramão da natureza da profissão. Por motivos que com certeza não são didáticos.

O jornalismo não deveria estar focado no bacharelado, mas sim no nível das especializações e cursos técnicos.

Nesse sentido, acho que a decisão foi correta. Com a dispensa da obrigação do diploma para o exercício da profissão é de se esperar que essa configuração prejudicial invertida se altere e que o jornalismo só ganhe em qualidade e aperfeiçoamento.

Não quero dizer com isso que as faculdades de jornalismo não tem razão de ser nem que não são necessárias, mas acho que elas não podem ser determinadas como o único "funil" daqueles que pretendem ingressar e trabalhar na área.

E nem penso que a dispensa do diploma vá provocar uma invasão de gente sem formação e vocação nas redações de jornais e afins. Pelo contrário, a dispensa do diploma deve mesmo trazer gente já formada e interessada de outras áreas para dentro do jornalismo. E melhor, irá depurar cada vez mais a qualidade dos profissionais da área, expurgando naturalmente aqueles que, com formação (específica ou não) ou sem formação, praticam o mau jornalismo (antiético e anti-técnico).

Agora, uma questão importante e que foi aparentemente escanteada pelo Supremo Tribunal Federal (não achei a íntegra da decisão ainda pra me posicionar melhor) é a que se refere a regulação eminentemente trabalhista dos jornalistas. A não necessidade de exigência do registro e do diploma não pode ser interpretada como "luz verde" para aniquilar o direito adquirido e as normas trabalhistas que regem a profissão.

Enfim, o jornalismo e os jornalistas só tem a ganhar com essa decisão. Ao contrário do que muita gente quer dar a entender, o fim da exigência do bacharelado não significa o fim da categoria profissional. É importante ter essa distinção em mente.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Gilmar X Joaquim (2)

"Essa tese de a Justiça 'ouvir as ruas' serve para encobrir déficits intelectuais. Eu posso assim justificar-me facilmente, não preciso saber a doutrina jurídica. Posso consultar o taxista". (Gilmar Mendes)

Trecho da entrevista do Ministro e Presidente do STF à revista Isto É, via Mônica Bergamo.

Depois reclamam dos "barracos" no plenário do Supremo Tribunal Federal.

Veja mais em: Gilmar X Joaquim.