quinta-feira, 27 de novembro de 2008

o mundo das noções e as minhas minhocas cerebrais

12- Noções de geologia estrutural. 13- Geologia do petróleo. 14- Mineralogia. 15- Noções de petrologia. 16- Sedimentologia. 17- Pedologia. 18- Edafologia. 19- Noções de geofísica. 20- Noções de geoquímica. 21- Geomorfologia. 22- Noções de cartografia. 23- Noções de sensoriamento remoto e geoprocessamento. 24- Mecânica dos solos. 25- Hidrologia. 26- Noções de hidrogeologia. 27- Noções de bioestatística e geoestatística. 28- Noções de mecânica dos fluidos. 29- Noções de geotecnia. 30- Noções de terraplenagem. 31- Noções de drenagem e seus principais dispositivos. 32- Tipos de obras de arte especiais e correntes. 33- Impactos ambientais de obras civis de infra-estrutura. 34- Noções de planejamento de transportes e de intermodalidade. 35- Noções de sistemas e obras hidráulicas. 36- Conceitos sobre geração de energia elétrica. 37- Matriz energética brasileira. 38- Noções de obras, sistemas e estruturas de transmissão de energia. 39- Noções de obras de normalização e regularização (dragagens,derrocamentos). 40- Noções de estruturas e funcionamento portuário. 41- Qualidade de água. 42- Controle da poluição. 43- Conservação de solo e água. 44- Técnicas de recuperação de áreas degradadas. 45- Manejo de bacias hidrográficas. 46- Química da água. 47- Química ambiental. 48- Noções de análise de risco. 49- Climatologia. 50- Noções de zoologia. 51- Noções de biologia da conservação. 52- Noções de fitossociologia. 53- Noções de limnologia. 54- Noções de modelagem matemática. 55- Ecossistemas brasileiros. 56- Noções de ecologia geral. 57- Ecologia da paisagem. 58- Noções de ecossistemas aquáticos. 59- Fitogeografia. 60- Noções de zoogeografia. 61- Noções de geografia humana. 62- Noções de Planejamento territorial. 63- Noções de sociologia. 64- Noções de antropologia. 65- Comunidades e meio ambiente. 66- Desenvolvimento econômico e social. 67- Impactos sociais e econômicos de grandes empreendimentos. 68- Noções de análise social e econômica de projetos. 69- Noções de economia ambiental. 70- Educação ambiental.

Eis um trecho (frise-se) do rol de itens para estudo do mais novo concurso que esse pobre escriba pretende prestar. Está certo que ser um auditor ambiental demanda uma certa visão generalista das coisas, mas será que não está havendo um certo exagero não?

***

Entrevistado: Bom dia a todos, meu nome é fulano, tenho 42 anos de idade, sou casado, tenho dois filhos, trabalhei 17 anos com análise de crédito na empresa.. (...) e estou desempregado atualmente.

Entrevistador: Mas a remuneração é de $1.100, o senhor está ciente? É a faixa salarial que o senhor almeja?

Entrevistado: Sim.

E eu estava lá, sentado ao lado desse senhor pai de família (que estava visivelmente nervoso), disputando uma vaga pra lá de sobrecarregada de supervisor de crédito. Passei todo o trajeto de volta pra casa matutando com minhas minhocas cerebrais: onde nós vamos (pretendemos) parar?

terça-feira, 25 de novembro de 2008

George & The Whale



Na minha opinião, o ponto ápice da melhor série televisiva de todos os tempos.

Good Days, Bad Days

Já que estamos falando sobre Kaiser Chiefs, clipe pra "Good Days Bad Days" saindo do forno:



Segundo o povo do twitter, o clipe foi gravado aqui em São Paulo, quando da passagem da banda pra participar do Festival Planeta Terra. Dá pra notar que o tecladista está ausente do clipe, sendo substituído por uma plaqueta que diz "foi pro hospital". De fato, o dito cujo teve que operar o apêndice e acabou participando da apresentação no festival de muletas.

E o clipe é tão bom quanto a música. Gostei.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

blogs novos ativados

Pra quem tiver interesse, é só linkar.

Empty Spaces Music - música, vídeos, resenhas, e o gosto pessoal desse blogueiro na vitrola:


Empty Spaces Movies - cinema, seriados, programas de TV, e tudo mais com uma película envolvida e uma câmera na mão; editado em colaboração com a doutora e blogueira de primeira mão Cristina Traskine:


Empty Spaces Chronicles - empty spaces em sua faceta pessoal e introspectiva, cronicamente viável:


No mais, o destino desse espaço ainda é incerto. Mas como já comentei aqui, a idéia é mantê-lo vivo e atualizado. Com links, notas, e postagens ligeiras.

sobre como manter viva a sensação de descoberta

Eu acredito que esse seja o grande objetivo de todo ser humano adulto esperto que busca autenticidade e aquele "cheiro" maravilhoso de saber que se está realmente aproveitando e vivendo a vida no que ela tem de melhor.

Depois de uma certa idade, aquele nobre comichão da sensação íntima de descoberta vai se esvaindo. Parece que os novos desafios, embora essencialmente novos, já surgem com um fino "véu" de poeira que tiram deles aquele gosto especial da descoberta. Aquela sensação única que todos nós tínhamos em abundância quando criança.

O cinismo, a descrença, e o tédio espiritual apontam no seu horizonte existencial como se fossem a única e indubitável saída.

É a dita "maturidade" chegando. Não a maturidade real, mas essa com aspas mesmo. Uma certa maturidade que diz que você deve se conformar, "amarrar o burro", não questionar o horizonte, não questionar o próprio espírito.

Eu estava custando a aceitar, mas ironizando junto dos melhores livros de auto-ajuda, o universo todo conspira a favor dessa premissa: conforme seu espírito dentro da forma da aceitação.

Mas enfim, é dentro desse óbvio crítico que eu procuro respostas. Alternativas. Uma "flanela espiritual" para esse "véu" de poeira metafísica. Um alento pro endurecimento do espírito. E sinceramente, sempre achei que seria mais fácil.

Off With Their Heads



Notei que esse álbum novo do Kaiser Chiefs não foi muito comentado pela blogosfera, nem reverberado pela crítica, mas é muito bom. Aliás, o melhor da carreira da banda até agora.

Ao contrário dos outros dois, que são mais irregulares, com grandes hits e outros petardos bem mais fracos, esse é bem linear. Não que seja um disco cheio de "canções-hino", muito menos que se trate de um trabalho fora de série, mas está entre os melhores álbuns lançados em 2008, sem dúvida.

Desde que despontou no cenário da música pop, o Kaiser Chiefs sempre levou a pencha de ser um "chupinhador" do estilo do Blur. Até certo ponto eu concordo. Só não vejo ali uma cópia descarada da clássica banda de britpop como muitos argumentam. Muito pelo contrário. Se formos levar em conta a origem, o KC está muito mais próximo do Oasis, algo mais "workclass", do que o estilo londrino descolado cosmopolita do Blur.

Eventuais "chupinhadas" à parte, o som deles possui originalidade. Um estilo Kaiser Chiefs de ser, uma identidade sonora. Negar isso é babaquice. E é isso que dá vida às grandes bandas. E com esse terceiro disco eles demostraram, dentro do esquema-filosofia indie, que não fazem parte do 2º escalão sonoro.

O interessante é que o disco foi gravado meio às pressas, com canções que surgiram no meio do período de excursões do trabalho anterior (Yours Truly, Angry Mob - 2007). Apesar disso, o álbum não soa "ansioso". Pelo contrário, tudo ficou bem coeso.

Musicalmente, não traz grandes melodias, mas lapida ainda mais o estilo Kaiser Chiefs de ser: canções leves, extremamente despretensiosas, urbanas, jovens, com letras deliciosamente "bêbadas" como: "Like a tomato in the rain, I've got that feeling again...". E por aí vai.

Na ponta-de-lança eu colocaria faixas como "Never Miss a Beat", "Good Days Bad Days", e "Always Happens Like That". Essa última contando com uma participação especial da musa-cool (pelo menos desse espaço) Lily Allen.

Como já disse, não é um disco de hits memoráveis, é algo pra se tocar do começo ao fim (sem interrupções) num daqueles fins de noite em que você se acha a última bolacha do pacote do universo, de preferência com uma cerveja na mão. Nada além disso, pura diversão.

a melhor música pop de todos os tempos

Versão do especial para TV "One Hand Clapping":



Versão original do álbum:



Confiem em mim. Não há como esse "riff de piano" desgrudar da cabeça de um ser humano normal.

Cloverfield (2008)

(Cloverfield - 2008)

Bom, até hoje eu não consegui "engolir" direito o seriado Lost. Talvez seja uma certa preguiça. Com a própria série e na busca dos trabalhos do produtor, diretor e roteirista J.J. Abrams. Mas desse Cloverfield eu gostei. Não pela própria história em si, mas pelo desenrolar do roteiro e pelo estilo diferenciado da produção.

Não que seja uma novidade essa coisa de fazer uma "narração" a partir daquela câmera amadora na mão de um sujeito qualquer. Pois ao contrário de A Bruxa de Blair e seus congêneres, Cloverfield não fica só naquela coisa meio indie-pedante, e parte pra um suspense profissional, fincado com mais propriedade na quadratura hollywoodiana.

Talvez seja esse fino equilíbrio entre o esquema hollywood e as referências estilísticas alternativas que deixam esse filme interessante. Enfiar uma espécie de Godzilla dentro da NY contemporânea sem dar explicação alguma tem um "q" de Tarantino, mas sem deixar que aqui e ali o filme lembre coisas como o tosco Armaggedon e o meia-boca O dia depois de amanhã.

De qualquer maneira, fazia tempo que um filme de suspense não prendia tanto a minha atenção como esse. Dizer que dá realmente medo é complicado, mas em alguns momento sobe um bom friozinho pela espinha, o que eu credito ao esquema esperto de narração do filme. A melhor palavra para o que o trabalho tenta despertar (e consegue) é angústia. Não tem como não ficar angustiado com o desenrolar do roteiro. E o anticlímax do final também conta pra dizer que o filme está graduado entre os bons trabalhos do gênero.

Eu assisti em DVD, mas acredito que esse filme deve ter uma outra dimensão numa sala de cinema. Pena que deixei passar pela minha rabugice com a "onda Lost".

Ficha Técnica

Título Original: Cloverfield
Gênero: Ação
Tempo de Duração: 85 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2008
Site Oficial: www.cloverfieldmovie.com
Estúdio: Bad Robot / Paramount Pictures
Distribuição: Paramount Pictures / UIP
Direção: Matt Reeves
Roteiro: Drew Goddard
Produção: Bryan Burk e J.J. Abrams
Fotografia: Michael Bonvillain
Desenho de Produção: Martin Whist
Direção de Arte: Doug J. Meerdink
Figurino: Ellen Mirojnick
Edição: Kevin Stitt
Efeitos Especiais: Double Negative / Fugitive Studios / The Third Floor / Tippett Studio

Elenco

Lizzy Caplan (Marlena Diamond)
Jessica Lucas (Lily Ford)
T.J. Miller (Hudson "Hud" Platt)
Michael Stahl-David (Rob Hawkins)
Mike Vogel (Jason Hawkins)
Odette Yustman (Beth McIntyre)
Margot Farley (Jenn)
Theo Rossi (Antonio)
Brian Klugman (Charlie)
Kelvin Yu (Clark)
Liza Lapira (Heather)
Lili Mirojnick (Lei)
Ben Feldman (Travis)
Chris Mulkey (Tenente-coronel Graff)
Anjul Nigam
Blake Lively