
(Kapranos e platéia - www.estadao.com.br)
E não é papo de fã desmiolado da banda não. O Franz Ferdinand faz um tipo de show raro que poderíamos chamar de a essência do que uma apresentação de boa música pop deve ser. Ao mesmo tempo, não se propõe a revolucionar o mundo, mas também não deixa nem aceita que a música seja algo puramente descartável e pra diversão instantânea.
Eu sempre visualizei a banda como uma mistura sofisticada e explosiva do melhor do "crooner pop" Elvis Presley com a criatividade e descontração dos Beatles. Aliás, uma das minhas músicas favoritas deles, You´re the reason i´m leaving, parece uma junção perfeita desses dois ícones do rock and roll. Pena que não tocaram no show em SP.
Mas em resumo, eu lembro muita pouca coisa da apresentação em si. Como todos lá, estava sensivelmente extasiado e sem muito raciocínio lógico. Lembro dos cabelos da minha amiga Cris "lutando" contra a força da gravidade num vai e vem frenético de pulos dançantes na minha frente. Do Kapranos esguelando lá no telão os refrões de pérolas como The Dark of The Matinee, Michael, Outsiders, This Fire.. essas, na minha opinião, as melhores performances da noite.
A verdade é que celebrações como essa são de tal forma empaticamente bombásticas que fica difícil você fazer uma "análise". E eu também não apareci aqui hoje pra isso. A postagem é única e exclusivamente pra deixar registrado que o Franz Ferdinand é uma puta banda, e que eventos como esse tem uma singularidade que nos deixam eternamente agradecidos. Seja pela música, pelos amigos, ou pela junção mágica das duas coisas.



Um comentário:
"She only swung her hair but I saw it..."
:p
Foi uma noite e tanto, não?
beijo!
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